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Hipnose no III milênio: Além do preconceito em direção a uma compreensão moderna

Autor: Walther Hermann

As definições mais modernas da hipnose dizem que consiste num estado focado de atenção. Não obstante, como uma das mais antigas ferramentas de prospecção de dimensões inconscientes, é verdadeiramente apenas uma ferramenta capaz de cultivar o transe. Sendo o transe a mais universal experiência humana!!!!!

A partir dessa definição mais ampla e moderna, que identifica estados hipnóticos como alterações estabilizadas dos padrões de ondas cerebrais: estados relativos a frequências cerebrais beta (de 12 a 26 ciclos por segundo), alfa (de 8 a 12 ciclos por segundo), teta (de 4 a 8 ciclos por segundo) e delta (de 0,5 a 4 ciclos por segundo), é possível compreender uma série de experiências que se manifestam quotidianamente como estados hipnóticos!!!!

Por exemplo, fenômenos hipnóticos característicos tais como alucinações negativas (não ver o que está debaixo do nosso nariz, por exemplo, perder as chaves de casa, do carro ou o óculos!!!!), distorções de tempo (o tempo passar muito mais rápida ou lentamente, dependendo do estado emocional), divagações e visões (especialmente em ambientes monótonos ou quando estamos muito cansados), entre outros, são fenômenos hipnóticos observáveis tanto em transes profundos quanto de olhos bem abertos!!!!!!!!

Esses estados focados de atenção, especialmente evidentes quando estamos fazendo ou empenhados em realizar aquelas atividades que mais nos divertem ou que mais gostamos, nos revelam o que é a verdadeira concentração!!!!! Dessa forma, a compreensão oriental de que a excelência em qualquer atividade somente existe após desenvolvermos qualidades tais como: concentração, discernimento, boa memória, boa percepção, sensibilidade, planejamento, perseverança e determinação, criatividade, etc, e muita prática, indica que em diferentes culturas a experiência do transe está também relacionada intimamente com as condições da excelência seja de um guerreiro, de um cozinheiro, de um pescador ou de uma costureira.

Sendo assim compreendidos, os estados de transe evidenciam-se em nosso dia- a-dia em várias diferentes atividades de formas bastante características, por exemplo: quando estamos trabalhando atentamente no que gostamos, quando estamos criando, quando estamos assistindo a um filme, quando estamos apaixonados, quando estamos muito bravos ou irados, etc. Todos esses estados emocionais ou mentais pressupõem um foco e uma estabilidade típicas dos estados de transe.

Dessa forma, a hipnose é apenas uma ferramenta para cultivar tais estados, mas encontramos outras práticas que também induzem tais estados como por exemplo as práticas religiosas ou místicas, o Yoga, o Tai Chi Chuan, a atividade terapêutica (mesmo que não se utilize da hipnose formalmente), etc.

Pensando agora em utilidade, é evidente que as demonstrações de hipnose de palco não acrescentam nenhum resultados positivos às pessoas exceto o saudável medo de serem manipuladas e de passarem ridículo. Não obstante, a prática da hipnose científica, terapêutica ou médica, tem se mostrado como uma poderosa "ferramenta" para sondar o inconsciente e retirar de lá registros e memórias que condicionam comportamentos proporcionando melhoras rápidas e sensíveis de sintomas em muitas pessoas.

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