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O Desconforto Confortável

© Aldenor Romero Studart

Durante nossa vida buscamos atingir e manter posições confortáveis. Procuramos alcançar patamares de segurança para, enfim, ficarmos tranqüilos. Esses patamares de segurança são almejados nos mais diversos níveis como no trabalho, na educação, na saúde, etc.

Ocorre então uma situação no mínimo curiosa. O fato de atingir esses níveis é algo muito desejado mas, assim que forem atingidos, eles devem ser alterados e colocados para mais distantes. Talvez você pense que esse é um exercício de masoquismo, que eu me odeio e estou desgostoso com a vida. Não é bem assim. Ocorre que quando atingimos a meta tendemos a relaxar e tendemos a dizer para nós mesmos: Consegui, agora vou descansar um pouco . Aí é que mora o perigo.

Sempre que atingimos a meta e não jogamos essa meta na direção do horizonte corremos o risco de nos acomodarmos. Essa acomodação impede a continuação do crescimento e do nosso desenvolvimento. Se quisermos um crescimento contínuo temos que ser felizes no processo de busca das metas. O fato de atingirmos essas metas é, claro, motivo de felicidade e alegria, mas também é o momento exato para colocarmos um novo limite para superação.

A alegria do crescimento está no próprio crescimento, nas descobertas e realizações que esse desenvolvimento traz e permite. Ocorre algo semelhante no processo de aprendizagem, quando as descobertas abrem nossos horizontes indicando novas possibilidades de aprendizado e de novas descobertas.

Enfim, acho que devemos buscar um situação de contínuo desconforto confortável . Esse estado de inquietação constante, mas sem estresse e desequilíbrio interno, proporciona uma propensão ao aperfeiçoamento e evolução. Entendo que devemos buscar nosso equilíbrio dinâmico, estando sempre em movimento, num processo de aperfeiçoamento contínuo e maravilhoso. Na vida as mudanças são constantes e podemos, até devemos, buscar nossas mudanças. Enfatizo que nós, cada um de nós, deve ser o capitão desse processo, conduzindo seu navio, no caso sua vida, na direção e no ritmo desejados.

Aldenor Romero Studart é Funcionário do Banco do Brasil , formado em Administração e é autor do livro Maruan e sua busca por um sentido de vida (Ed. Ground). E-mail: aldenor@t2f.com.br
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