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Ilha Grande

Eu sempre digo que muitos conceitos dessa vida poderiam ser resumidos em um só, mas cada um quer dar um nome diferente a mesma vaquinha. Isso me faz lembrar minhas idas à Ilha Grande, onde as coisas acontecem num ritmo de cidade de interior e temos todo o tempo do mundo para observar a dinâmica, ou inércia do local. Existiam lá vários cachorros vira-latas que viviam numa invejável liberdade naquele paraíso sem dono, sem hora, sem compromissos com nada. Pois bem, existiam uns mais conhecidos da população fixa e da flutuante também. Tinha a Patrícia que possuía um porte altivo, muito elegante, mesmo na situação de vira-latas, tanto que fiquei sabendo que uma madame a levou para Angra e hoje ela vive a altura do seu porte de nobre. Tinha também o Tião, mancava de uma perninha, mas era valente para caramba! Certa vez nos acompanhou, sem ser convidado, numa caminhada de aproximadamente quatro horas, tendo o cuidado de nos proteger de qualquer ataque, pois entrava no mato, latia, latia e voltava com o peito estufado, como que dizendo que estava tudo bem, tudo sob o seu controle. Havia também o Chico e mais alguns que somente dormiam e comiam o que lhe davam.

Observei que cada pessoa dava um nome diferente para eles no que eles atendiam a todos prontamente. Portanto não importa o nome ou conceito e sim a consciência da existência de algo.

Essa lengalenga toda é para lhes mostrar uma outra maneira de apresentar a existência da nossa intuição na presença de um provável amor, se quiserem podem chamar de amor a primeira vista, alma gêmea, karma, designo de Deus, dos espíritos etc...etc...

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