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Coleção de Artigos "Nova Educação"

 

Educação e Informação

©Walther Hermann

Sinopse

Uma rápida reflexão sobre o momento no qual vivemos na Educação durante essa lenta transição de modelos de aprendizagem e transformação de valores e hábitos da civilização ocidental. O formato do artigo é de uma entrevista especialmente preparada para tal evento do qual participaremos em maio de 2003.

Contexto

Aproveitando uma entrevista elaborada para a 4ª Educática (www.educatica.net) sobre "futurologia" e reflexões sobre a educação, gostaria de compartilhar com a nossa comunidade algumas idéias que norteiam os trabalhos de nosso Instituto.

Entrevista

1) Qual a sua visão sobre essas novas tecnologias da informação e da comunicação educacional? Na sua opinião, essa é uma tendência mundial nos processos educacionais?

Creio que até dez ou quinze anos atrás a Educação ainda utilizava-se de meios e métodos medievais... Se comparada com as nossas tecnologias de ponta (engenharias, informática, psicologias, etc), a educação de massas ainda era a mais atrasada em suas doutrinas e métodos, já que repetia procedimentos há talvez mais de duzentos anos! Avalie, por exemplo, o pensamento cartesiano, tão valioso nos últimos 300 anos e tão anacrônico para solucionar as questões do mundo no último século!

2) Como o(a) senhor(a) sente a receptividade dos professores a essas inovações na sala de aula?

Não sou um especialista acadêmico e nem membro da comunidade educacional formal. Atuo na educação complementar, enquanto empresário e conferencista... Minhas referências são aqueles professores que tenho como clientes e as pessoas em geral que carregam os estigmas e bloqueios instalados pelo processo de sociabilização e educação tradicionais em busca de liberdade dessas "sombras" do passado. Desse meu ponto de vista, observo que a baixa remuneração dessa profissão criou uma evasão de profissionais curiosos e interessados em crescer como pessoas! Evidentemente essa é uma generalização pobre e existem hoje muitos profissionais que abraçaram a profissão por dom ou por amor que, conforme minhas proposições, mantêm-se permanentemente como aprendizes. Nesse cenário, creio que são poucos ainda que se dispõem a mudar e aceitar os novos paradigmas... Mas o mundo caminha cada vez mais rapidamente e, em breve, todos serão obrigados a aceitar essa nova ordem!

3) De que maneira a integração de diferentes mídias pode enriquecer o processo de aprendizagem?

Aumentando significativamente a estimulação e tornando mais interessantes e atrativos os conteúdos, além das possibilidades de simulação de experiências e realidades a baixíssimo custo e da democratização e barateamento do conhecimento.

4) Qual o papel da TV Educativa em todo esse processo de inclusão digital?

Creio que a televisão seja educativa de uma forma geral! Embora nem sempre contemple valores mais nobres. Mesmo assim, se considerarmos a evolução da consciência coletiva, ainda assim ela cumpre um papel essencial de grande valor ao difundir e espalhar ícones, idéias, sentimentos e valores próprios do estágio atual de desenvolvimento da psique humana: o arquétipo do guerreiro. Nesse sentido a psicologia arquetípica pode nos esclarecer que, mesmo com todo o lixo que assiste-se na TV, mesmo com a exploração da inocência humana em permitir a invasão de sua casa por tamanha exploração promovida pela linguagem publicitária e modelos de vida baseados na violência, ou mesmo levando em consideração a aparente falta de escrúpulos daqueles empresários de televisões que enriquecem explorando a fé pública oferecendo "lixo", ainda assim, creio que são apenas peças de um "tabuleiro" maior no qual cumprem o papel de exaurir tais símbolos, registros e fantasias da psique coletiva. Evidentemente a perspectiva temporal desses fenômenos psíquicos humanos atravessa décadas na atualidade. No passado, entretanto, foram séculos e milênios e nós, enquanto humanidade, já caminhamos bastante. Com isso quero dizer que acredito que estamos no caminho certo, porém ainda sob as trevas do medo, do individualismo e do egoísmo.

Em especial, falando sobre a TV Educativa, cujo melhor exemplo que conheço é a TV Cultura da qual sou fã (quando ocasionalmente ligo o aparelho), creio que possui como principal função trazer um pouco de parâmetro, talvez equilíbrio ao mundo televisivo, ou ainda, uma alternativa para o público tão pouco atendido por programas de qualidade. Mas devemos pensar que, ainda, a televisão é veículo de entretenimento e alienação. Uma das opiniões mais contundentes que já ouvi foi de um líder árabe, se não me engano Muamar el Kadafi, julgando a televisão e a sociedade de consumo: "O cinema é para quem não tem coragem de viver a própria vida!". Quando ouvi tal entrevista, senti-me ferido mortalmente, pois fui garoto de televisão e sou fã de cinema de arte! Fiquei tão ofendido que isso me fez refletir e elaborar justificativas durante anos... Entretanto esse processo criativo me presenteou com uma nova compreensão do papel do cinema e da televisão, enquanto me aprofundava em apreender e conhecer a natureza humana. Continuo amando o cinema... Mas aprendi muito com aquele conflito despertado pela opinião do Kadafi, sou grato pelo seu radicalismo.

Enfim pouco falei sobre a TV Educativa, mas creio que minhas considerações mais gerais possam dar a entender como compreendo a importância do momento histórico que vivemos e em que contexto se insere cada um de seus pilares de comunicação: a televisão, a informática, a telefonia, etc, são todos instrumentos de nossa evolução. Quando a TV Educativa expandir seu contexto de atuação e abarcar tais compromissos, certamente poderá abraçar mais responsabilidades e ocupar cada vez mais espaço por se tornar instrumento de um modelo educacional sistêmico e alinhado com o momento e a necessidade da humanidade.

5) Qual a sua visão sobre o ensino à distância? Não se trata de uma novidade, a exemplo do Telecurso 2º grau, que há dez anos vem formando tantas pessoas. Mas com todo esse movimento de inclusão digital, o(a) sr(a) acredita num distanciamento dos jovens das salas de aula?

Sim, eu creio que a humanidade esteja passando por uma transição muito interessante e já muito antiga... Nas minhas fantasias de sondagem do futuro, acredito que numa época muito distante, quando somente haviam organismos unicelulares, a sua proliferação criou uma superpopulação desses seres e o alimento foi aos poucos tornando-se escasso... Havia também células muito maiores e predadoras de outras desprotegidas... Então algumas delas, manifestanto uma consciência primitiva se associaram e aceitaram dividir o alimento para sobreviver, pois juntas não podiam ser devoradas pelas maiores... E assim se constituíram os organismos multicelulares... Nessa época distante, muitos dos melhores indivíduos buscavam soluções transitando entre a população caótica de gigantes e pequenas comunidades... O tempo passou muito, até que os organismos multicelulares foram se associando, a partir de suas especializações, e os mais adaptados foram sobrevivendo e propagando seu modelo de sobrevivência... O resto é história... Daí em diante, progressivamente os organismos se tornaram mais complexos e a movimentação física dos indivíduos (células) foi se restringindo às suas funções e necessidades, sendo que a "logística" que lhes garante a vida mais se parece com uma grande cidade que nunca dorme! Bem, em minhas fantasias, acredito que os seres humanos estejam na iminência de uma transformação dessa natureza... Os "organismos" atuais têm como indivíduos os seres humanos... Sua capacidade sinérgica de criar e construir é ainda maior que um indivíduo seria capaz... Logo esses organismos, as empresas e instituições, despertarão para seu papel humano e compromisso social, já que são o "templo" da humanidade atual... Muitos valores, significados e motivações serão alterados e tudo isso será somente possível graças a esse grande "sistema nervoso central" chamado de rede de informações e estímulos representado pela tecnologia que é responsável pela comunicação entre os indivíduos. Não obstante, também acredito que as soluções de relacionamentos entre indivíduos ainda não foram totalmente equacionadas, já que o amadurecimento emocional depende do relacionamento interpessoal e, segundo várias doutrinas psicológicas, do contato físico... Observando um ser humano atual, que talvez pudéssemos denominar de simbionte (um conjunto trilhionário de células e suas respectivas "consciências" individuais) notamos que esse "sistema" permite a manifestação de um tipo bem mais sofisticado de consciência... Creio que os "organismos" constituídos de seres humanos poderão expressar também, um grau de consciência ainda pouco sequer imaginado! Eu dei-me o direito de fantasiar assim pois, segundo os próprios motivos de minha participação nesse encontro, teria o papel de humanizar tais discussões... Eu de fato acredito que a imaginação e a habilidade de sonhar ou fantasiar o futuro sejam atributos tipicamente humanos.

6) É uma realidade que nas escolas brasileiras a chegada dos micros se dá num ritmo lento e assim também ocorre com a capacitação dos professores. O que esperar de avanços nesta área num país carente de recursos como o Brasil?

Não conheço o plano de governo atual para julgar quais são as prioridades depois do combate à pobreza e à fome. Entretanto, pouco acredito que essa transformação exclusivamente de "cima"! Creio que somos o povo mais criativo e flexível do mundo e, quem sabe, o mais afetivo... A Lei de Gerson parece estar caindo em desuso e as empresas e seus funcionários estão, aos poucos, conscientizando-se de que se não houver distribuição de renda, não haverá compradores e mercado para seus produtos! A quantidade de empresas do terceiro setor está aumentando e os voluntários em ações sociais cada vez mais ativos... Hoje conheço várias pessoas que se dedicam à comunidade, cada um de uma forma diferente. Doações de equipamentos e de tempo pessoal estão crescendo: somos nós que vamos construir esse país. Não acredito que a solução para o nosso país venha de fora, apesar dessa expectativa habitar o coração de muitos. No meu caso, construí uma tecnologia de aprendizado de idiomas, sem ser instrutor de línguas, que não encontrei em nenhum outro lugar do mundo... Por enquanto as pessoas ainda esperam que as soluções venham de fora... Porém acredito que a própria crise mundial vai redirecionar tais expectativas e nos colocar no devido lugar na conjuntura mundial quando reconhecermos que temos um papel verdadeiramente significativo na evolução da consciência coletiva da humanidade.

7) O que o(a) sr(a) pensa sobre a função social das inovações tecnológicas, como por exemplo o Projeto Saci, rede eletrônica para difusão de informações sobre deficiência com usuários portadores de todos os tipos de deficiências? O(a) sr(a) acha que os meios digitais podem ser uma poderosa ferramenta contra o preconceito e a exclusão?

Certamente isso já acontece... Fiz uma experiência pessoal há alguns anos que foi explorar os sites de encontros de amizades e afetivos. Descobri que uma grande variedade de interesses e níveis culturais habitam o mesmo mundo virtual, permitindo que distâncias físicas não mais limitem as trocas de idéias e informações. Disso decorrem vários encontros de interesses e novos relacionamentos de vários tipos. Parece-me que a palavra de ordem não dá muito mais espaço ao preconceito, pois é o conteúdo que se tornou o critério de seleção. Como escritor, observo que a máquina copiadora e a Internet estão paulatinamente demolindo o conceito de propriedade intelectual, apesar das tentativas insistentes de dificultarem a difusão livre do conhecimento. Creio que ainda não tenham percebido que o fluxo livre de conhecimento cria mais e melhor conhecimento, que é a "espada de libertação" da ignorância e escassês humanas. Muitas mentes trabalhando sinergicamente são muito mais poderosas do que uma única. Por essas razões, meus livros estão disponíveis gratuitamente em meu site, por compartilhar dessa opinião que somos responsáveis pela construção de um mundo melhor. Haja visto o movimento do sofware livre e do Linux que estão lentamente mudando a mentalidade da comunidade da informação brasileiras.

8) As grandes transformações começam com as pessoas. São elas que movimentam idéias e geram o conhecimento necessário para transformar suas vidas. O(a) sr(a) acha que o professor está preparado para toda essa revolução digital e predisposto a mudar?

Creio que a minha transição pessoal já esteja em curso e, embora seja apenas um usuário de tecnologias de informação, posso afirmar que quando não estou dando meus cursos e palestras presenciais, meu computador fica ligado de 8 a 10 horas por dia enquanto respondo mensagens, atendo telefonemas, recebo fax, preparo conteúdos para o site que mantenho, escrevo livros e artigos, elaboro as lições do curso de inglês online e, mais recentemente, participo de um curso de EaD da Unicamp ministrado em EaD, com a finalidade de disponibilizar nossos conteúdos para uma comunidade ainda mais extensa distribuída por todo território nacional. Aliás, no nosso curso de inglês online, temos dois alunos residentes nos E.U.A.

9) Que os meios de comunicação seduzem e exercem fortes poderes sobre as pessoas, não resta a menor dúvida. A questão é como educar os mais jovens para que não caiam nas armadilhas desses meios. Num tempo em que há um literal "bombardeio" de informações de guerra e injustiças sociais, como fazer com que os jovens saiam da posição de meros contempladores para protagonistas de ações educativas dentro da própria escola? Os meios digitais podem funcionar como disseminadores de valores na sala de aula?

Certa vez, juntamente com outros quatro pensadores da educação complementar, cujo nicho de mercado despontou graças à desatualização da educação formal, como já inferi em respostas anteriores, estávamos numa discussão acalorada sobre conteúdos, currículo e metodologias de um programa educacional para aparelhar jovens para sobreviver no caos do mundo atual. Pensávamos incluir habilidades de comunicação, de vendas (já que todos devem ser bons vendedores de suas idéias e de si mesmos, no mínimo), teatro, domínio de redação e expressão verbais, idioma estrangeiros (graças a solicitação crescente do mercado de trabalho), informática, etc... Seria um sucesso, conforme nossa experiência. Numa dessas reuniões casualmente pedimos à filha de um dos participantes para julgar nossas idéias e o interesse que despertariam num público do qual ela era uma representante e ela acabou com o nosso sonho dizendo: "Mas para que eu iria fazer tudo isso?". No contexto da educação formal e obrigatória, os educadores estão verdadeiramente perpetuando seus paradigmas, seus medos e seus limites! Está na hora de rompermos com esse ciclo, já que nossas gerações construíram um mundo apenas aparentemente melhor assim como a diferenças, as guerras, a fome, etc. Não considero que nossas gerações tenham sido bem sucedidas e teria receio de passar aos meus filhos os paradigmas que possuo, embora todos nós, cada um a seu jeito, tenhamos feito o melhor que podíamos!

Essas novas gerações são os filhos do caos, segundo minha compreensão... E a disponibilidade do conhecimento são seus campos de exploração. Conheci crianças e jovens que, graças à dedicação profissional dos pais, se auto-educaram e aprenderam desde cedo, a se orientarem no caos, cultivando seu discernimento e habilidade de escolher a tal grau, que certamente tornaram-se mais bem sucedidos que seus pais.

Acredito que os novos valores dos quais estamos falando, talvez não sejam compreensíveis por nós educadores! Estamos ávidos de mudanças, porém não aceitamos aquelas que não cabem em nossas crenças, como podemos equacionar essa contradição? Um bom mestre tradicional exige de seu discípulo a prática até a perfeição... Quando o aluno, depois de muitos anos consegue realizar tudo o que lhe foi proposto, então o mestre lhe diz: "Não é suficiente!". Desorientado o discípulo argumenta: "Mas como? Pela primeira vez eu consigo fazer o que aprendi e você diz que não é suficiente?". Ao que o mestre retruca: "Não é suficiente, falta você fazer isso naturalmente e dar a sua contribuição para a prática!" Depois de aprender, devemos nos libertar dos condicionamentos do aprendizado para que sejamos capazes de sermos criativos e de transformarmos o conhecimento! Essa é outra forma de abordar a mesma contradição...

São eles que vão poder responder a essa pergunta, não nós! Caso contrário, já sabemos as respostas, olhe em volta e observe o que a tecnologia da qual falamos está proporcionando àqueles que a usam mais freqüentemente e que criaram tais tecnologias: possuem baixo discernimento e o conhecimento e a tecnologia que produziram não trouxe a esperada liberdade da ignorância e do barbarismo!

10) Em linhas gerais, comente um pouco sobre o conteúdo de sua palestra na 4ª Educática.

Creio que o meu papel na mesa redonda para a qual fui convidado não me permitirá proferir uma palestra como tenho o hábito de fazer, na qual escolho os conteúdos e a ordem em que serão apresentados... Para mim será um desafio estar entre acadêmicos verdadeiramente conhecedores das tecnologias em debate. Entretanto, aceitei tal desafio por acreditar que meu descomprometimento com modelos científicos vigentes possa talvez abrir uma "fresta" nesses debates com a finalidade de aproximar tais reflexões do público. Sou um explorador em essência: transito em muitos diferentes meios e cuido de manter-me permanentemente como aprendiz... Os fatores motivacionais que sustentam a educação são três: prazer, necessidade e transcendência. Mais comumente aprendemos por prazer ou por necessidade... Entretanto muitos pensadores esqueceram-se do aprendizado motivado por transcendência, ou seja, por ganhos indiretos da estimulação física, emocional, mental e espiritual. Um educador que não conheça processos de auto-motivação (ou motivação intrínseca) nunca conseguirá transformar-se num facilitador ou num mediador de conhecimento, correndo sério risco de tornar-se um dinossauro condenado à extinção! Há alguns anos entrei numa faculdade e tive que obter documentos de minha conclusão do curso secundário numa escola tradicional de São Paulo - o Colégio Rio Branco. Nessa visita à antiga escola, encontrei um antigo professor de matemática que parou alguns instantes para conversar comigo e saber por onde eu andava... Já era escritor e palestrante. Comentei sobre minhas pesquisas e planos e ele convidou-me para integrar o grupo de pensadores sobre novos rumos da escola dizendo que tudo do que tinham nos ensinado não valia mais! Desejavam reinventar seus modelos e conteúdos, respeitando as normas educacionais do país. Várias das profissões que nos propuseram entraram em colapso de mercado! Soube de escolas que hoje contratam psicólogos para dar suporte para seus professores, cada vez mais assombrados com o fantasma de seus alunos, provenientes de classes mais favorecidas, questionarem-lhes as bases científicas de conteúdos já desatualizados, já que um adolescente tem mais tempo de internet que seus professores e que poderá descobrir que seus professores estão desperdiçando seu tempo. Para concluir, gosto muito de lembrar daqueles anos e de pensar que eu gostaria de ter sido mais rebelde, pois alguns dos piores alunos da minha turma se tornaram alguns dos empresários mais bem sucedidos! Há uma estatística apresentada no livro "Ponto de Ruptura e Transformação" de George Land que ilustra bem o que quero dizer sobre a necessidade de transformarmos toda a educação, e não apenas os veículos de difusão do conhecimento:

Testes de criatividade realizados pelo Dr. Calvin Taylor, da Utah University, apresentados no livro do Dr. George Land, indicam uma realidade impressionante. Oito tipos de testes aplicados num universo de aproximadamente mil e seiscentos indivíduos avaliados em diferentes fases de vida evidenciaram o seguinte: 98% de um grupo de crianças, cuja idade se situava entre três e cinco anos, apresentou desempenho de criatividade correspondente à genialidade; 32% das crianças entre oito e dez anos possuíam grau de gênio; apenas 10% entre treze e quinze anos ainda permaneciam "gênios"; e, finalmente, restou apenas 2% dos jovens adultos acima de vinte e cinco anos com essas habilidades ativadas.

Conclusão

Será muito mais fácil fazer tal reflexão depois que pudermos observar, em perspectiva, quais foram as conseqüências das diretrizes que adotamos atualmente. No presente, entretanto, só nos resta um esforço de antever um conjunto de cenários de resultados possíveis dos métodos e meios que estamos utilizando para educar a nós mesmos e as novas gerações. Gostaria que nossos pensadores da educação tivessem como lema uma importante atitude frente às decisões atuais observadas em algumas culturas indígenas americanas que, não tomavam uma decisão sequer sem refletir sobre suas conseqüências nas sete gerações seguintes! Um dia chegaremos lá, eu sou um otimista.

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