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Coleção de Artigos "Nova Educação"

 

Reflexões de 2006

© Walther Hermann

Esse foi um ano de grandes realizações para nós e, como em todos os anos, essa época nos convida a uma grande reflexão sobre o ciclo que se encerra e planejamento do que se inicia.

Como a cada morte segue-se um renascimento, estamos agora mirando novos planos e objetivos que compõem essa nova fase de realização de Nosso Sonho.

O Sonho de participar da construção de um mundo melhor e mais fraterno, no qual não precisemos sentir medo ou buscar incansavelmente a realização de desejos que nunca nos satisfazem quando realizados.

Agradecemos mais uma vez a sua contribuição e participação em Nosso Sonho e desejamos que cada vez mais possamos estar alinhados com os seus sonhos!

Assim, se você desejar participar dessa reflexão de renovAÇÃO, talvez queira responder sincera e intimamente as perguntas do professor Fernando Dolabela que nos ajudam a renascer como seres humanos:

1) Qual é o Meu Sonho?

2) O que vou fazer a partir de agora para, na minha existência, buscar realizá-Lo?

E depois, talvez queira ler a linda história que recebemos de um grande amigo, que inclui ao final da mensagem.

Boas Festas,

Com carinho,

Walther, Viviani e toda Equipe do IDPH

LENDA DO BOSQUE (Hassidismo)

Diz a lenda que o Baal Shen Tov rezava orações cantadas de modo que agradava muito a Deus. Diz a lenda que Deus gostava tanto dessas orações que ele concedia ao Baal Shen Tov tudo o que ele pedia.

Uma vez por ano o Baal Shen reunia todas as pessoas que o procuravam pedindo-lhe coisas e junto com elas ia até um bosque que ele conhecia. Lá chegando, procurava uma clareira, colhia certos galhos e folhas de uma determinada árvore e armava uma fogueira, de um modo que ele sabia fazer.

Quando o fogo estava crepitando e todas as pessoas estavam em volta da fogueira o Baal Shen Tov rezava uma oração cantada, bem baixinho, como se fosse só para ele mesmo.

Diz a lenda que Deus gostava tanto dessa oração cantada e de ver as pessoas reunidas em volta do fogo daquela maneira, que ele concedia a toda aquela gente aquilo que elas mais necessitavam.

O tempo foi passando e todos os anos o Baal Shen Tov levava as pessoas àquele bosque. Até que um dia o Baal Shen Tov morreu. E as pessoas resolveram continuar a tradição.

No ano seguinte, lembraram-se e foram ao bosque, que elas conheciam, encontraram a clareira, que sabiam onde era, procuraram os galhos e as folhas da árvore conhecida e armaram o fogo do modo como tinham visto o Ball Shen Tov fazê-lo.

Mas nenhuma delas conhecia a oração cantada, então, na hora em que acenderam a fogueira, ficaram em volta do fogo, algumas recitaram um salmo, outras ficaram em silêncio.

Diz a lenda que Deus gostava tanto de ver aquela gente reunida naquele lugar, envolta daquele fogo, que ele não se importou que ninguém soubesse a oração. Do mesmo modo ele concedeu a todas as pessoas aquilo de que elas mais necessitavam.

Depois de muitos anos, as pessoas foram se esquecendo do que haviam aprendido com o Baal Shen e aquela sabedoria foi se perdendo. Hoje ninguém sabe mais onde fica o bosque, em que lugar se encontra a clareira, qual a árvore e que folhas e galhos devem ser arrancados, como armar o fogo e muito menos como é a oração cantada por Baal Shen Tov.

Mas há uma coisa que nós conhecemos. Nós sabemos essa história e diz a lenda que Deus gosta tanto dessa história que basta que uma pessoa a conte e uma pessoa a escute para que ele conceda a todos reunidos em torno dessa história, aquilo de que mais necessitam.

Que assim seja!

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