Arquitetura Simplificada do Seminário Intensivo com 19 horas de duração.
APRENDIZAGEM ACELERADA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
Primeiro dia:
Segundo dia:
Terceiro dia:

Arquitetura Simplificada do Programa Completo
OPEN LEARNING LANGUAGE SYSTEM
Aprendizagem
Acelerada de Línguas Estrangeiras
Filosofia
Como já foi mencionado algumas vezes, esta é uma metodologia cujo conceito central é a AUTONOMIA. Dessa forma, em nosso Instituto, a dinâmica de trabalho com idiomas é, o mais possível, caótica, livre e assemelhada à realidade e à necessidade. Simplificadamente, podemos chamá-la de um sistema Self-Service de Aprendizagem de Idiomas! Como quando vamos a um restaurante desse tipo: todos os dias as saladas são semelhantes, os pratos quentes variam pouco mas, graças à quantidade de opções, raramente comemos a mesma coisa. Talvez, num dia mais quente, queiramos mais saladas e, num dia mais frio, apenas pratos quentes. Há um dia em que somente desejamos sobremesas ou frutas (meu caso específico) – isso tudo é possível, afinal de contas, nada melhor existe do que nossa fome e vontade para orientar nossas melhores escolhas.
Cada participante do programa tem como sugerida uma determinada carga horária para cada etapa. Porém, isso é uma prescrição que leva em consideração o nível em que se encontra o participante. Assim como num restaurante podemos nos sentar ao lado de pessoas que comem mais, ou menos, que nós, neste sistema, pessoas de diferentes níveis convivem juntas nos ambientes de Instrumentalização, Conteúdo e Convivências Estrangeiras. Isso cria uma interação bastante útil: quem sabe mais deve aprender a se comunicar com quem sabe menos e vice-versa – um bom treino de flexibilidade e de prática da linguagem universal (os padrões não-verbais, tão úteis para nos ajudar a fazer fluir nossa linguagem verbal). Além disso, a oportunidade de conviver com quem sabe mais nos garante uma percepção do ponto de chegada ou modelo a ser atingido, condição fundamental para nos orientarmos, consciente e inconscientemente, no tempo e no espaço: “Para onde estou caminhando?” ... “Ah, sim, agora posso perceber!”
Instrumentalização
Dentro da fase de Instrumentalização, o programa essencial é o OLeLaS – FEEA (Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras). Não obstante, muitas pessoas, ao abraçarem esta filosofia de trabalho, querem se aprofundar na busca de maiores conhecimentos sobre aprendizagem ou de mais experiências sobre gerenciamento do universo interior. Eventualmente, desejam uma nova carga motivacional em sua bateria. Por isso, existem, em nosso portfolio outros programas que se relacionam indiretamente com as línguas e diretamente com as formas de aprender. São, portanto, os programas sugeridos, opcionais, da fase de Instrumentalização.
Conteúdo
Esta é uma fase de captação de vocabulário, não há necessidade de estar vinculado a alguma instituição ou escola durante esta etapa. Entretanto, a eventual consultoria de um bom falante ou professor é bastante útil, desde que você, como estudante, lhe coordene os passos, de acordo com suas necessidades específicas. Vocabulário, gramática ou leitura são etapas do aprendizado nas quais o material de estudo disponível no mercado é mais do que suficiente para o trabalho autodidata. Em nosso Instituto, conforme esquema apresentado, esta etapa se subdivide naquelas habilidades específicas a serem desenvolvidas: o Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano – IDPH oferece material e suporte de monitores para apenas um acompanhamento.
Caso você vá percorrer a fase de conteúdo sozinho ou com pessoas conhecidas,
sugiro que, na dimensão das sonoridades, trabalhe aproximadamente trinta
ou quarenta músicas. Devem ser escolhidas entre aqueles cantores que são
agradáveis e devem se relacionar com assuntos que signifiquem algo para
o praticante – algo que o convide, inconscientemente, a entrar em primeira
pessoa. Até aqui, você deverá encontrar pelo menos oitocentas a mil palavras
diferentes, se escolher bem as músicas. Gosto muito de sugerir as músicas
do disco Simon & Garfunkel’s Greatest Hits pela qualidade do inglês (“novaiorquino”
e britânico) de Paul Simon e Art Garfunkel. Especificamente, como ilustração,
apresento algumas contagens interessantes para esse disco: se você ordenar
aquelas músicas na seqüência aqui proposta, cada uma delas acrescentará
ao seu repertório de vocabulário as quantidades de palavras mencionadas
na coluna ao lado (parta da suposição de não ter tido contato anterior
com a língua inglesa):
1. El Condor Pasa 44 palavras diferentes
2. Bridge over Troubled Water 59 palavras novas
3. The 59th Street Bridge Song 40 palavras novas
4. Homeward Bound 61 palavras novas
5. Mrs. Robinson 55 palavras novas
6. Scarborough Fair 35 palavras novas
7. America 51 palavras novas
8. The Sounds of Silence 68 palavras novas
9. The Boxer 51 palavras novas
10. Cecilia 14 palavras novas
11. For Emily, Whenever I May Find Her 33 palavras novas
12. Bookends Theme 5 palavras novas
13. I am a Rock 32 palavras novas
14. Kathy’s Song 26 palavras novas
TOTAL: 574 palavras diferentes
Sugiro, ainda, que nunca (ou muito poucas vezes) se utilize de um dicionário de Inglês – Português (ou vice-versa), no caso da língua inglesa, para evitar possibilidades de praticar traduções literais. Deixe para aprender o idioma no contexto dele mesmo. Inicialmente, como uma criança, mesmo que não possua clareza do significado das palavras, saiba que, lentamente, os sentidos vão se individualizando de forma natural. Então, durante a prática de todas essas músicas, quando necessitar, peça ajuda a alguém que possua domínio e fluência no idioma (eventualmente, um professor) ou consulte um dicionário do tipo “Corpus” ou “Bank of English” (dicionários de línguas cujas definições utilizam um vocabulário restrito – entre 1.200 e 2.000 palavras, no máximo), para ajudar na construção dos cenários ou compreensão das palavras. Nesta fase, contratar um professor, ocasionalmente, para traduções ou tirar dúvidas de compreensão da língua, desde que as sessões sejam somente no idioma estrangeiro, pode ser muito proveitoso.
Após as músicas, “devore” um ou dois filmes! Então, o passo seguinte é consultar e ler materiais que o agradem. Busque assuntos de seu interesse apresentados na língua que está aprendendo. Eventualmente, aqui podem ser iniciados estudos de gramática, interpretação de texto etc., de acordo com as inclinações ou interesses naturais. Aqui também pode ser iniciada a Fase de Ativação: encontrar alguém para conversar naquela língua – se for um falante nativo será incomparavelmente melhor, pelas razões já apresentadas de sonoridades, ritmos e entonações.
Ativação
Conversar, conversar, conversar... Não existe outro segredo para colocar em prática. “Horas de vôo”. Palestras, filmes, grupos de estudo, clubes de línguas estrangeiras, viagens, revistas, livros etc.
Apresentação do Seminário
Aprendizagem Acelerada de Línguas é um programa de treinamento instrumental e intensivo em estratégias de aprendizagem de línguas estrangeiras com o objetivo de abreviar a jornada de aprendizagem de habilidades de comunicação e expressão em outras línguas.
Este seminário foi especialmente desenvolvido para todos que desejam aprender de forma mais rápida, simples e agradável ou para quem não tem se adaptado às metodologias convencionais de estudo de idiomas. O público principal deste seminário constitui-se de pessoas que desejam ou necessitam falar outras línguas, sejam iniciantes absolutos, pessoas que já lêem e/ou escrevem ou mesmo aquelas que já falam outros idiomas, mas ainda não aprenderam a pensar na própria língua estrangeira.
O caminho mais curto para compreender este programa é por comparação com um curso convencional de idiomas. Quando uma pessoa se matricula em um curso tradicional de línguas, metaforicamente podemos compará-la a quem compra um “peixe”. Este seminário possui como objetivo “ensinar a pescar”. Muitos de nós já ouvimos falar em pessoas que possuem uma grande facilidade de aprender idiomas, que aprendem sem esforço algum. Possivelmente também já tenhamos ouvido falar que existem alguns professores de línguas que nunca freqüentaram um curso formal de idiomas: são autodidatas. Cada um de nós, um dia, já participou de, pelo menos, um desses grupos. E essas pessoas não possuem, de fato, “um olho ou um ouvido a mais”! Apenas usam seu aparato sensorial de uma forma mais útil para essas aprendizagens específicas.

Este programa, portanto, pretende instalar e ativar esses instrumentos e ferramentas de alto desempenho, próprios de processos naturais e inconscientes de aprendizagem, para que o indivíduo adquira autonomia para orientar-se durante o seu processo de aprendizagem de idiomas. Efetivamente, todos nós já fomos extremamente bem-sucedidos na mais complexa das tarefas: aprender a “primeira grande língua estrangeira”, antes da qual sequer tínhamos o pensamento lógico estruturado, e que, normalmente, é chamada língua mãe. Considerando esse sucesso precoce, podemos nos perguntar: por que deixamos de nos utilizar daquela forma natural e simples de aprender?
As habilidades treinadas neste curso também permitem aos participantes a descoberta de significativos ganhos secundários que incluem as aprendizagens inconscientes, soluções terapêuticas, planejamento pessoal e descoberta do infinito manancial de conhecimento que reside dentro de cada um de nós. Graças a essa outra dimensão do curso, ele também se destina a pessoas que desejam melhorar a comunicação em público, sua concentração, sua criatividade, automotivação e aprender a gerenciar o estresse decorrente dos processos de aprendizagem e mudança.
As tecnologias utilizadas incluem o uso da Hipnose na Educação, do Aprendizado com o Hemisfério Cerebral Direito, da Programação Neurolingüística e da Aprendizagem Acelerada. Os treinamentos possuem dezenove horas de duração e são realizados em finais de semana ou durante uma única semana, de segunda a sexta (ocasionalmente, foi apresentado fora de São Paulo, também num formato compacto de dez horas).
“Encontre um ponto de apoio, e será possível levantar o mundo!” é uma frase célebre de um filósofo do passado que havia descoberto como realizar grandes tarefas com pequenos esforços – o princípio da alavancagem. É quase unânime a ponderação de que a melhor forma de aprendermos línguas estrangeiras é nos mudarmos para o país de origem dessas línguas. Nessas circunstâncias, o aprendizado é, consensualmente, completamente caótico. Contraditório, não? Por que, então, as escolas convencionais tornam as aulas tão organizadas e lineares?
Há algo ainda bastante interessante. Todos nós temos dito que talvez seja mais difícil aprender a primeira língua estrangeira, porém ao aprendermos a segunda, terceira etc., torna-se progressivamente mais fácil! O que aprendemos além da língua que torna os próximos aprendizados mais fáceis? Aprendemos a aprender! Aprendemos o que é importante e o que não é, aprendemos a perceber, a nos concentrar e a nos expressar com outras sonoridades.
O Programa de Treinamento Aprendizagem Acelerada de Línguas é uma moderna tecnologia elaborada com o objetivo de instrumentalizar pessoas para a aprendizagem rápida e efetiva de comunicação e expressão em línguas estrangeiras. É um curso direcionado a pessoas que ainda não conhecem o potencial de recursos de aprendizagem que reside em suas mentes não conscientes (dizem que um humano mediano utiliza-se de apenas 5% de suas capacidades mentais!). Também resulta da participação neste curso a abertura da percepção para utilizar uma parte bastante maior do potencial inconsciente de discernir e aprender.
Tarefa
Após todo esse trabalho, reflita um pouco e sinteticamente explique o que
é este programa. A título de curiosidade, a elaboração dessa definição
condensada ocupou-me durante dois anos. Se tiver sugestões sobre o programa
OLeLaS – FEEA, novos exercícios ou comentários, por favor, comunique-se
conosco:
e-mail: potencial.humano@idph.com.br
telefones: (011) 262-2877, 214-0147
ou 3676-0078 – São Paulo – SP
Aprendizagem de Idiomas
Curiosidades e Paradoxos
Recentemente foi publicado, no jornal “A Folha de São Paulo”, um caderno especial sobre a aprendizagem de idiomas (Classificados Empregos de 28/02/99) cuja capa fazia menção, em letras garrafais, a chamada de 600 horas. Esse título referia-se ao tempo necessário para a conquista do domínio de uma língua estrangeira.
As escolas mais conceituadas ofereciam programas de 640 a 870 horas de curso a um custo aproximado de R$ 15 a R$ 20 por hora. Qualquer pessoa que receba como remuneração um valor superior a R$ 20 por hora de trabalho, certamente estará investindo muito mais em tempo do que em dinheiro.
Essa reportagem, enfática na abordagem tradicional, parecia desprezar as evidências daqueles casos de pessoas que aprendem a falar outros idiomas sem nunca freqüentar uma escola convencional de línguas. Muitas das quais são até professores em algumas dessas instituições.
Naturalmente, deve-se ler completamente a matéria para constatar que o modelo presente de prática e ensino de línguas estrangeiras necessita de algumas modificações que incorporem o conhecimento atual das ciências e tecnologias relacionadas à aprendizagem, tais como: as neurociências, pesquisas sobre realidade virtual e comportamento e, principalmente, um levantamento de dados mais preciso que diferencie as pessoas que se submetem a tais programas educacionais, quais são bem-sucedidas e quais fracassam (considere os diferentes estilos de aprendizagem, interesses e disponibilidade).

Tenho um amigo inglês, recém-chegado ao Brasil, instrutor de uma dessas escolas famosas que foram apresentadas, que se surpreendeu com o fato de muitos de seus alunos não possuírem interesse sério em aprender, mas apenas em serem aprovados nas avaliações e receberem certificados de conclusão. Para a sua mentalidade de europeu, isso é chocante.
Acredito que em nenhuma outra cidade do planeta exista uma densidade populacional de escolas de idiomas tão grande como aquela que temos em São Paulo. No mesmo mês, nas regiões nas quais circulo mais freqüentemente, observei que talvez 20% dos “outdoors” de rua eram sobre escolas e cursos de idiomas. Embora essas competências – falar fluentemente inglês e espanhol – sejam cada vez mais importantes para a vida profissional, o futuro dessas escolas pode ser sombrio!
No exato dia da elaboração desse artigo, vi na televisão uma propaganda sobre os processadores Pentium 3. Recebi também a informação de que, neste ano de 1.999, entrou em operação uma linha telefônica entre Estados Unidos e Japão com tradução simultânea.
Acredito que, em muito poucos anos, talvez dez ou quinze no máximo, todo esse mercado será pulverizado pela evolução da tecnologia. Se desconsiderarmos a dimensão social (ambientes nos quais as pessoas também exercitam seus relacionamentos pessoais e sociais) de tais empreendimentos, certamente essas empresas terão que se reposicionar ou desaparecerão do mercado.
Somente como curiosidade, vivemos numa época em que os adolescentes e jovens adultos tiveram como heróis, desde pequenos, seres com habilidades super-humanas – por mais fantasiosos que sejam, são esses modelos que possivelmente guiarão as buscas de nossa futura humanidade (assim como, um dia no passado, chegar a colocar os pés no solo lunar era pura fantasia). A humanidade, cada vez mais, anseia por um desenvolvimento das tecnologias educacionais que façam frente à evolução das nossas atuais engenharia eletrônica, biotecnologia, nanorrobótica etc. E, no âmbito da aprendizagem de línguas, quase nada acontece de novo há décadas.
Se você agora possui dúvidas sobre a efetividade dos cursos aos quais se submete, poderá avaliar algo a partir das seguintes questões:
1.
Como você se sente durante a aula: tratado como um adulto ou como uma criança? Os métodos mais modernos tratam o adulto como adulto, por isso existem pessoas que aprendem um idioma em apenas seis meses. Não há necessidade de que um adulto inicie seu aprendizado apenas na linguagem concreta. Poderá abordar a nova língua com todas as suas dimensões de percepção ativadas e incluindo as habilidades já conquistadas.
2.
O tipo de aula é suficientemente caótico? 95% das pessoas acreditam que a melhor forma de aprender uma nova língua é se mudarem para o país de origem desse idioma – nessas condições, nossa mente inconsciente é convidada a trabalhar para sintetizar as percepções. Essa é a melhor forma de aprender… E esse aprendizado se processa no caos!
3.
Após cada seis meses de curso, foi agregado algum resultado específico à sua habilidade de falar e compreender? Pesquisas de laboratório sobre comportamento e interação humana atestam que 93% da comunicação é não-verbal. Portanto, uma ênfase extrema em aprendizagem de vocabulário e gramática não garantem ou agregam resultados à habilidade de conversar imediatamente. No entanto, observando o processo natural de aprendizado de uma criança, chegamos à conclusão de que tudo fica mais fácil quando já se fala a língua cujo estudo será mais detalhado semântica e gramaticalmente.
Na prática, ligue a televisão a cada seis meses, pelo menos, e observe se sua compreensão melhorou. Alguns dados irão ajudá-lo: para se falar fluentemente uma língua é necessário ter de 2.000 a 3.000 palavras em vocabulário ativo. Uma pesquisa da USP constatou que o nosso português falado no dia-a-dia se utiliza de apenas 600 palavras. Muitas pessoas “morrem na praia” nesse empreendimento. Estabeleça metas de compreensão e perceba se seu curso o ajuda a atingi-las ou superá-las.
4.
Num período que varia de 2 a 6 meses de curso, você já teve o primeiro sonho naquele novo idioma? Quando alguém se muda para o país de origem de uma determinada língua estrangeira, leva de 2 a 6 meses para falar aquela língua. Não obstante, a “primeira bandeira” de conquista dessa habilidade é representada pelas primeiras ocasiões nas quais nossa mente inconsciente nos oferece suas evidências de resultados de aprendizagem: o sonho nesse idioma! Caso você não tenha sonhado até o primeiro ano de estudo, desconfie… Não está sendo investido o necessário na construção de sua identidade de falante de outro idioma e sua mente inconsciente não está sendo suficientemente estimulada.
Enfim, existem muitas perguntas que podem nos orientar as percepções e a compreensão para a antiguidade dos métodos tradicionais. Entretanto, nossa curiosidade talvez nos convide a sonhar com um dia no qual, como num passe de mágica, aprenderemos muito rapidamente, com muito mais autonomia e conforto. Já fizemos isso de sonhar com uma época na qual as máquinas trabalhassem por nós – o dia chegou, e agora?
Lembre-se, as novas gerações tiveram como modelos os super-heróis. Isso representa uma mudança de perspectiva essencial no curso da história de nossa civilização – pense bem, pelo menos na nossa imaginação já existem tais possibilidades. No futuro, já com 11 ou 12 anos um indivíduo terá adquirido o conhecimento correspondente a um nível de doutoramento na universidade, é isso o que prometem as pesquisas em realidade virtual e aprendizagem profunda.
Prospectando Novos Tesouros
Preparando-se para Viver no Caos
Era uma vez uma era de grandes transformações. Muitos profetas dessa época diziam que tudo iria mudar, que teriam que se adequar aos novos tempos e às profundas mudanças. De formas bastante variadas, parecia que todos eles diziam as mesmas coisas: “Tudo tem que mudar para se adaptar às novas transformações…” Porém, nunca ninguém sabia dizer como mudar ou se adaptar ao novo! Como mudar… Os chineses, já naquela época, diziam que crise e oportunidade eram dois lados da mesma moeda! Mas, enquanto o tempo passava, poucos conseguiam entender aquela mensagem enigmática dos orientais.
Tantas e tantas mudanças… Progressivamente os profissionais começam a estabelecer seus escritórios personalizados em casa – acompanhando tendências mundiais, muitas vezes decorrentes dos processos de terceirização e quarteirização, de “Telecommuting” (“Trabalho em Casa”) e “Homebased Business” (“Negócio Próprio em Casa”). O mais surpreendente é que muitos dos grandes gênios profissionais não atuam em suas áreas de formação acadêmica (atualmente, nem mesmo a formação superior garante sucesso). Quase dois por cento dos mendigos de rua têm nível educacional de terceiro grau!
Era uma vez uma época na qual garotos de catorze ou dezesseis anos, “experts” em informática, cobravam até mais de cem dólares por hora de trabalho para resolver problemas de computação, em casas ou em escritórios. O caos parecia ter se instalado. Qualquer empresa cujo diretor de informática, segundo um conhecido “guru” dos negócios da época, tivesse mais que doze anos de idade, estaria desperdiçando recursos! De fato, os indivíduos daquela época viviam um período de profundas transformações. Antigas leis e normas de comportamento já não serviam mais. Alguns alucinados chegavam a afirmar que a abundância aumentaria o valor dos bens (uma possível negação implícita à Lei da Oferta e da Procura): quanto mais pessoas tivessem um aparelho de fac-símile (fax) maior seria a importância de se ter um; ou, quanto mais pessoas plugadas nas “world nets”, mais valioso seria também estar. Pior que isso, alguns chegavam ao cúmulo de dizer que o nosso presente era conseqüência do futuro!

Sou profissional da área de educação e percebo algumas distorções bastante curiosas nesse segmento: conheço professores que recebem um salário de aproximadamente quinhentos dólares por mês com jornada integral de trabalho. Também conheço profissionais (“professores”) que ganham dois mil dólares por dia de trabalho. E existem aqueles professores, consultores chamados de “papas da administração”, que recebem até oitenta mil dólares por dia de trabalho. Qual é a diferença entre eles? Algumas vezes tenho a impressão de que uns “vendem” coisas que as pessoas não querem mais ou não consideram importante, enquanto outros oferecem aquilo que todos querem ou necessitam – porém ainda não estou certo dessas conclusões. Mas estou certo de um fato: cada vez mais, os bens intangíveis (conhecimento, por exemplo, representa um dos tesouros de nossa época – o “ouro sem peso”) valem progressivamente mais que os bens tangíveis (produtos, coisas materiais). Cada vez valem mais as habilidades de orientação, auto-organização, discernimento, flexibilidade, criatividade e capacidade de aprender. Sim, posso perguntar: “Qual é a diferença entre aquelas pessoas que criam ou descobrem coisas valiosas e aquelas que não obtêm esses resultados?” Até parece que alguns possuem um certo “faro”, uma certa intuição ou, se você preferir, “sorte” de perceber o que outros não percebem!
Meu principal campo de pesquisa e estudo é a aprendizagem inconsciente e a educação. Uma área específica está na aprendizagem de línguas estrangeiras. Nessa região do conhecimento me deparo com algumas contradições. E elas ficaram evidentes para mim por ter construído uma metodologia nova de aprendizagem de idiomas.
Muitos de nós conhecemos alguém que tenha a chamada grande facilidade para aprender línguas estrangeiras: pessoas que aprendem naturalmente, sem esforço, ou mesmo aqueles que são capazes de aprender uma nova língua em apenas seis meses ou um ano. Questão de capacidade ou necessidade? Todos nós também já ouvimos falar que, talvez, seja mais difícil aprender a primeira língua estrangeira mas, aprender a segunda, terceira ou quarta se torna progressivamente mais simples. Cada vez mais fácil! Então, o que é que as pessoas sabem ou aprendem além do novo idioma que torna as próximas aprendizagens mais e mais fáceis? Elas aprendem a aprender! Elas apreendem o que é importante. Aprendem a selecionar o significativo e descartar o insignificante. Desenvolvem discernimento, ativam a concentração, resgatam a curiosidade natural, organizam a memória e acreditam que é impossível falhar, mesmo num mundo caótico e poluído de informações.
Pense bem. Todos consideram que a melhor forma de aprender uma nova língua é mudar-se para o país de origem desse idioma. Perceba que contradição: nesse lugar, o aprendizado é extremamente caótico, não existe a necessidade de entender gramática, não existem simplificações nem análises de significados, apenas a convivência continuada e integral com a sonoridade e com as repetições de sons próprias de cada língua. Se você me perguntar por que a contradição, eu responderei que quase todos os sistemas de aprendizagem de idiomas (métodos e escolas de línguas) constroem um processo analítico de comunicação e expressão verbal, mantendo a convicção de que a única forma de aprender é através do intelecto, lógica e linearmente – desconfie… Eles estão subestimando exageradamente as nossas competências de aprendizagem inconscientes. Consensualmente, a melhor forma de aprender é se expor ao aparente caos de permanecer alguns meses no país estrangeiro, enquanto as escolas oferecem sistemas organizados. Esquisito, não é?
Há no mercado um filme de treinamento gerencial da Siamar, no qual Joel Barker (autor e palestrante americano) conta a história de um homem que, dirigindo seu carro em uma estrada de terra, ao desviar de um acidente, escutou uma mulher gritando em sua direção: “Porco…” Imediatamente retrucou: “Vaca!!!” Ao contornar a próxima curva, ainda sentindo-se injustiçado pelo insulto, atropelou um porco! A mulher? Ela somente queria avisá-lo de um perigo do qual desviara com bastante dificuldade e, com o carro ainda meio desgovernado, quase lhe causara um acidente.
Finalmente, graças à tecnologia (TV a cabo, multimídia, teleconferência etc.), é simples concluir que as nossas motivações de aprender e conhecer serão cada vez mais influenciadas pelas profundas transformações culturais e que, invariavelmente, conhecimento e informação estarão cada vez mais disponíveis e democratizados para quem souber buscá-los e encontrá-los. Digo isso por acreditar que no prazo máximo de vinte anos não haverá mais mercado para escolas de línguas. Haverá, sim, espaço para as pessoas aprenderem a aprender. Mas todos terão o conhecimento disponível nos canais de televisão digital. E sabe-se lá o que mais vem por aí! Não obstante, os computadores, tradutores eletrônicos pessoais e a realidade virtual permitirão que as mais fantasiosas cenas de filmes de ficção científica se tornem realidade!
“Regando as Sementes no Jardim até que elas Germinem”
Vivemos uma época na qual vários valores, paradigmas e comportamentos têm sido questionados quanto a sua validade e atualidade. Também muitas crenças, diariamente, em alguma parte do planeta, cientistas encarregam-se de contradizê-las ou cuidam para que uma nova possibilidade seja estabelecida ou limite ultrapassado. Essa disponibilidade e abertura mental para aceitar tantas mudanças e revoluções são bastante úteis para nós vivermos este final de milênio em plena transformação. E, garanto, existem “pérolas” do nosso conhecimento acumulado durante séculos totalmente disponíveis para quem quiser procurá-las. Na minha opinião, essa flexibilidade talvez seja uma das mais importantes capacidades para nós que estamos a construir o século XXI.
Comentei anteriormente sobre o genérico baixo aproveitamento de nossas faculdades mentais. Desde que consideremos os Estados Alterados de Consciência como aqueles estados de consciência pouco percebidos e conhecidos no início, posteriormente, após certa prática e vivência, serão apenas outros estados mentais ou de consciência, outras possibilidades de estabilização da consciência. A utilização deliberada desses estados “alterados” em processos de aprendizagem ou hipnose aplicada à educação (também auto-hipnose) incorpora alguns procedimentos da prática terapêutica. Porém, suas premissas essenciais preservam mais significativamente a vontade, a escolha e o discernimento do sujeito: é o interessado que buscará, conscientemente ou não, estados de consciência mais apropriados para os seus objetivos. A responsabilidade do educador é apenas ser capaz de criar um ambiente adequado e de apresentar os conteúdos de uma forma útil para serem apreendidos nessas dimensões.

Simplificadamente, é o educando que estabiliza uma determinada freqüência mental (entra em transe) e não o educador que o coloca nesse estado. Algumas vezes, porém, observo que essa linguagem é um pouco rejeitada pela mistificação resultante do mau uso dessa prática. Por isso, gosto de lembrar que o processo de entrar em transe (que, para algumas pessoas, não é conhecido conscientemente) é natural e cotidiano: do estado de vigília ao estado de sono profundo, nossa mente “percorre regiões” de percepção correspondentes a várias freqüências eletroencefalográficas conhecidas, de modo geral, como ondas b, a, q e d (respectivamente, beta, alfa, teta e delta). O estado de vigília corresponde às ondas b; os estados de relaxamento e transes leves, às ondas a; os estados de sono leve ou de transe profundo, às ondas q; e, finalmente, o sono profundo, às ondas d. Mesmo ao longo de uma noite de sono, nosso sistema, ocasionalmente, transita entre diferentes estados ou freqüências várias vezes, espontaneamente.
Não obstante nossa cultura racionalista tenha nos treinado intensamente nos estados de consciência de vigília (que, ainda assim, se dividem em subestados correspondentes a freqüências de processamento de informações proprioceptivas e sensações, passando pelo processamento da linguagem estruturada – discursos e diálogos internos -, até os cenários e representações imaginárias e memórias visuais), nossa mente inconsciente conhece bastante bem aqueles outros estados nos quais ocorre uma grande parte da existência humana, normalmente simultânea e inconscientemente. Portanto, na eterna busca de crescimento e desenvolvimento, quem sabe, estarão algumas das respostas há tanto desejadas.
Pode ser bastante interessante para nossa consciência reconhecer e encontrar “ferramentas” do nosso ser até então pouco ou não utilizadas. Possivelmente, entretanto, esses instrumentos de percepção ou estratégias mentais não correspondam a nossa identidade consciente. Mas, “por que continuarmos sendo quem somos se podemos ser melhores”? A busca do desenvolvimento dessas potencialidades se apresenta para muitas pessoas como uma solução para uma melhor adequação às necessidades e contingências de nossa vida. Muitos não buscam autoconhecimento, mas sim ferramentas – a competitividade em nosso mundo nos pressiona a buscar qualidades distintivas e diferenciais que nos tornem aptos a encontrar um papel social mais genuíno, confortável e próspero.
Nestes tempos, como formador e educador de empreendedores, acredito existirem três especiais fontes de riqueza: qualquer pessoa que tenha dinheiro (propriamente dito), conhecimento ou bons relacionamentos pode sobreviver neste nosso mundo capitalista com bastante desenvoltura. Então, lembrando que vivemos num mundo de extrema flexibilidade para mudanças de status e condições socioeconômicas, acredito ser de vital importância a capacidade e a habilidade de aprender. Essas se tornaram, talvez, o mais importante fator diferencial competitivo. E a busca de um maior aproveitamento de nossas potencialidades tem se mostrado não somente uma curiosidade, mas também uma necessidade.
Essencialmente, todo este programa de treinamento foi elaborado para convocar a intervenção e a participação de nossa mente inconsciente no processo de conscientização e desenvolvimento de “novos” padrões de percepção e aprendizagem com finalidades últimas bastante nobres. Considere:
Assim, se num nível bem profundo de suas motivações houver ressonância para esses destinos, você poderá ter essa certeza através da manifestação de algum sinal ou evidência (sensação, pensamento ou idéia) proveniente de seu interior que, neste momento, absorva espontaneamente sua atenção. Não há necessidade efetiva de aceitar ou acreditar nessas considerações como significativas. Apenas continue se divertindo. Também permita-se acompanhar essas idéias e raciocínios assim como, a cada manhã, acordamos após termos nos permitido adormecer, na noite anterior, com a certeza de despertar melhor e mais vitalizados no dia seguinte. Para uma criança pequena, deixar-se ir, ao adormecer, seria, muitas vezes, uma experiência de contato com o absoluto desconhecido, não fosse a familiaridade inconsciente com essas dimensões de existência desde que começamos a respirar.
Todos esses pensamentos nos convidariam a imaginar que talvez aqueles 95% de nossa capacidade mental latente e pouco utilizada residam adormecidos em nossa mente inconsciente. Se isso for verdadeiro, talvez você possa ser agraciado com uma percepção interessante a respeito desse fato. Dentro desse “novo” modelo de compreensão da mente humana, os vários estados de percepção e processamento coexistem simultânea e sucessivamente. Nessa dimensão, o próprio fluir do tempo possui uma estrutura bastante diferente daquela que conceituamos e aceitamos como real. Muitas outras culturas já manifestaram essa compreensão. Os gregos já definiam o fluir do tempo de duas maneiras diferentes, como já comentamos anteriormente: o Chronos (tempo medido pelo relógio que se relaciona com a rotação e translação de nosso planeta) e o Kairós (o fluir do tempo em nossa consciência – experimente marcar no relógio quanto dura “um minuto de silêncio” de sua percepção consciente: faça um intervalo de tempo que você estime durar um minuto e depois olhe no relógio para saber quanto tempo se escoou).
Toda essa discussão parece se afastar de nossos objetivos, mas só parece! Para construirmos uma nova identidade, na qual seja possível sermos ilimitados na forma de aprender e perceber, inicialmente necessitamos abrir portas e romper limites culturais. Lembre-se, também, de que as gerações de adultos mais jovens tiveram como modelos seres e heróis super-humanos.
Retornemos àquele evento de percepção que nossa mente inconsciente pode nos proporcionar para demonstrar que, talvez, esteja na hora de reavaliarmos nossas habilidades e necessidades. Como disse há pouco, nossa mente funciona simultaneamente em muitas dimensões que coexistem e se interpenetram e, caso seja interessante para nós, enquanto estamos processando esta leitura, de fato, nossa mente consciente poderá ser seqüestrada e conduzida a uma outra dimensão ou cenário de compreensão e entendimento. Sim! Os estados alternativos de consciência podem nos conduzir a diversas percepções diferentes. Mesmo lendo, eventualmente, sua consciência poderá ser deslocada do texto para alguma memória, fantasia ou compreensão particular, de modo que esteja em algum cenário útil ou aleatório enquanto seus olhos se mantenham percorrendo estas palavras. Talvez possamos chamar isso de leitura automática. Como demonstração, há evidências desse fenômeno que podem ser bastante interessantes. Aproveite essa oportunidade sem tentar entendê-la conscientemente, de imediato.
No caminho do desenvolvimento, transformação e crescimento, você deve ter vivido algumas experiências de escolha ou tomada de decisão bastante significativas. De um modo geral, acredito que viver é tomar decisões. Muitos de nós observamos que o fluir do tempo parece cada vez mais intenso. Embora não seja aquele tempo mensurado no relógio, pense bem, é muito mais a quantidade cada vez maior de informações captadas e decisões sintetizadas a cada dia que nos proporciona essa impressão – basta você se retirar de sua intensa vida profissional ou social para o campo e perceberá que o tempo já flui diferente.
Porém, de todas as escolhas e decisões, quero considerar uma categoria especial de opções: aquelas muito significativas. Aquelas que foram realizadas em momentos de grandes mudanças. Aquelas decisões essenciais de vida que nos orientam para uma nova profissão, estado civil ou de abandono de algo em que acreditamos por um longo período. Usualmente, esses eventos muito importantes ocorrem poucas vezes na vida: aquelas decisões que, muitas vezes, tomaram dias, semanas ou meses para serem sintetizadas.
Nesse tipo de decisão, normalmente nossa experiência anterior, nosso currículo e nossas habilidades conscientes, muitas vezes, não são suficientes para uma escolha segura, simples, rápida e objetiva. Eu pergunto: como você se sentia no período que antecedeu a grande síntese, escolha ou decisão? Faça uma lista das sensações e sentimentos que vivenciava antes de chegar à grande conclusão desse processo de escolha. Já fiz essa pergunta para muitas pessoas e, geralmente, recebo como respostas as seguintes percepções: insegurança, medo, ansiedade, insônia, tensão, desconforto etc.
Basicamente, não gosto dessas classificações, prefiro o termo confusão! Sim, pelo que conheço, todo processo criativo profundo é antecedido de uma grande confusão como meio de demolir idéias, pensamentos, comportamentos e padrões antigos que já não servem mais. Esse valioso estado de confusão é uma condição preciosa que nos permite entrar em contato com soluções ainda não pensadas conscientemente. Afinal de contas, se nós continuarmos a fazer as coisas como sempre fizemos, continuaremos a obter os resultados que sempre obtivemos! Nossa mente inconsciente sabe quão importantes e valiosos são os estados de confusão para que ela possa indicar novos caminhos, muitas vezes completamente desconhecidos por nossa consciência.
Numa ocasião, voltando de viagem de um seminário com uma nova amiga, tive a oportunidade de discutir com ela o lançamento de meu primeiro livro. Ela, certamente, me deu idéias muito interessantes com relação ao título que eu havia escolhido. Além disso, aproveitei o encontro para lhe perguntar algo que ainda era intrigante para mim. Perguntei-lhe: “O que você faria se estivesse lendo um livro no qual você não entendesse algumas coisas, mas se sentisse muito bem e confortável ao lê-lo?” Lembro-me de que sua resposta foi algo como: “Se eu não entendesse… Talvez eu não estivesse pronta para ler o livro… Provavelmente, eu colocaria o livro de lado e o retomaria numa época posterior, quando estivesse mais preparada para entendê-lo”. Continuei: “Mas, lembre-se, você estaria se sentindo muito bem… Suponha que o livro não tivesse sido escrito para ser entendido, mas sim, para ser sentido. Você estaria se sentindo muito bem, por que abandonaria o livro então? Não vale nada o bem-estar?” Então ela retornou: “Eu provavelmente ainda estivesse aquém daquilo que o autor estava propondo no livro…” Interrompi: “Não! Não! Não! Não importa estar aquém, junto ou além do conhecimento do autor! O fato é que o livro não havia sido escrito para ser entendido, e sim, para ser sentido… Entendeu?” Ela, ainda confusa, acenou a cabeça e disse um sim sem convicção. Interrompi novamente: “Não! Não! Não! Não era para você entender… era só para sentir”.
Parece que a maior parte do nosso canal de contato com aquilo que chamamos de realidade deve ser por intermédio exclusivo da nossa compreensão e do nosso entendimento! Uma herança que nos afasta paulatinamente de nossas percepções e sentimentos mais essenciais e familiares, apesar da resistência natural que, desde crianças, oferecemos a esse adestramento. Quantas e quantas outras percepções são ignoradas ou eliminadas, simplesmente, por não serem inteligíveis. Sinta isso. Não pense a respeito… Apenas sinta.
Os antigos egípcios, já adoradores do Sol, a cada madrugada acordavam antes do amanhecer para contemplar o nascer do Grande Astro – para eles era uma divindade, a mais importante em uma determinada época. Eles não tinham certeza de que o Sol nasceria a cada dia. Receavam que um dia seu Deus pudesse estar indisposto, ou indignado (um ser antropomorfizado, como costuma-se concebê-lo), e não aparecer. Imaginem, temos tanta certeza, garantida pelos nossos estudos ou conhecimentos de mecânica celeste e astronomia, de que o Astro-Rei irá aparecer no dia seguinte, que poucas vezes experimentamos o surpreendente fato de contemplar-Lhe a chegada. Não somente a beleza desse evento, mas o fascínio mesmo! Eles não tinham a certeza que temos!
Retornando mais uma vez. Uma das funções dessas histórias anteriores era, conforme a conveniência de sua mente inconsciente, oferecer-lhe a ocasião de ter evidências e perceber, conscientemente, os múltiplos níveis de processamento mental que ocorrem simultaneamente. Retorne sua leitura a seis parágrafos atrás (onde estava escrito “Aproveite essa oportunidade sem tentar entendê-la conscientemente, de imediato”, ao final de um parágrafo), repita a leitura desde então e observe se uma segunda compreensão ou percepção das linhas subseqüentes até aqui se apresenta de alguma forma. Se isso ocorreu ou se você descobriu que leu outra coisa, agradeça a sua mente inconsciente por essa demonstração de suas capacidades e habilidades multidimensionais. Todo este programa, apesar de possuir um objetivo definido de desenvolver habilidades de se comunicar melhor em línguas estrangeiras, serve para instrumentalizar as pessoas para aprender qualquer coisa e se submeter a novos padrões de comportamento, realidade, percepção e consciência. Afinal de contas, já estamos no início do século XXI! E, dizem, este será o século da intuição!
Durante todo este projeto, estaremos trabalhando percepções e idéias que nos possibilitem acrescentar mais intensidade e potência a nossos recursos conscientes ou não e, não obstante, torná-los ativos e operantes.
Resgatando Percepções ou
Construindo uma Nova Identidade de Consciência
É bastante comum, no desenvolvimento e educação de “novos” padrões de percepção, que as pessoas afirmem não conseguir realizar algumas tarefas ou tomar consciência de algumas percepções. Vale lembrar a jornalista que resgatou um recurso de objetividade de linguagem quando, numa dinâmica de teatralização, se imaginou sendo observadora do ponto de vista de um cinzeiro (uma simples brincadeira lhe indicou um “instrumento” inconsciente). Como no modelo computacional, quando não sabemos o comando adequado, muitas vezes não conseguimos acessar determinadas operações ou arquivos.
Assim, muitas vezes, em seminários ou cursos, solicitamos algumas percepções e o iniciante ou praticante inexperiente nos responde: “Não consigo!”, “Não sou visual!”, “Não sou auditivo!” etc.
Como profissional da área de aprendizagem, observo que essas percepções ocorrem de fato, em algum nível, em alguns casos, não conscientemente. Inconsciente ou conscientemente, certamente ocorrem. Se essas afirmações são, de fato, verdadeiras, não importa. Importa, sim, que, acreditando-se nelas, abrimos possibilidades muito interessantes. Haja visto que a existência de processos de consciência periférica sejam comprovadamente possíveis, como por exemplo: a visão periférica, a audição ou o tato periféricos. Observe a sensação de estar sentado, deitado ou de pé, neste instante: essas percepções estão aí, mesmo que você somente tenha se dado conta delas quando eu as apontei.

Para que você tenha acesso a essa dimensão de percepção, basta observar que a extensão do seu ângulo de visão é algo próximo de cento e oitenta graus. Observe! Todas essas informações do ambiente que podem não ser conscientes estão sendo captadas pela sua mente não-consciente, de tal forma que, muitas vezes, dirigindo, caminhando etc., você realiza ajustes ou movimentos de esquiva de obstáculos e somente depois toma consciência disso: “Ufa! Essa foi por pouco!” De fato. Agradeça!
Muito bom. O passo inicial é aceitar a idéia de que essas habilidades ou esses instrumentos estão em “algum lugar” do seu sistema. Isso no caso específico de você considerar alguma limitação ou restrição como sendo sua! Portanto, toda vez que alguém propuser uma nova experiência, considere, inicialmente, a possibilidade de que seu trabalho seja apenas “localizar” a percepção, não questionar a sua existência.
O passo seguinte é descobrir o quão úteis podem ser esses instrumentos aos seus objetivos mais profundos. Explico melhor: aquelas categorias de que, em treinamentos de Programação Neurolingüística, tanto ouvimos falar (ou não!?), tais como visual, auditiva, cinestésica, digital, proprioceptiva etc. (também identificadas no modelo das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner ou no PEI – Programa de Enriquecimento Instrumental do Dr. Reuven Feuerstein com outros nomes e outra sistematização) são apenas atributos de nossa estrutura de funcionamento consciente. Se considerarmos as possibilidades, ou a mente inconsciente, essas classificações não servem! Quando você pensar ou escutar algo a respeito da “realidade” ou identidade de alguém, saiba que isso é apenas uma parcela bastante pequena da realidade ou das possibilidades. Somente uma fotografia, se considerarmos que a vida é um filme inteiro. Pode ser apenas uma consideração sobre identidade consciente ou sobre a “operação consciente” do indivíduo (a expressão operação consciente, nesse contexto, é pobre se observarmos que o fluxo dessas operações particulares é automático e inconsciente, porém, pode ser útil considerá-la uma das construções possíveis de nossa identidade consciente realizadas pela nossa mente inconsciente a partir de nossa auto-imagem. Lembre-se de que nossa “máquina” – corpo humano e mente(s) – é infinitamente mais potente do que somos capazes de usar ou imaginar ainda!).
Especificamente, aqui vale um exemplo pessoal. Em muitas ocasiões, durante seminários e treinamentos, me foi solicitado que imaginasse ou que visualizasse determinadas memórias ou mesmo fantasias. Curiosamente, minha tela mental ficava especialmente vazia nessas ocasiões. Era um grande conflito, para mim, não conseguir realizar essas práticas – pelo menos eu achava isso! Porém, oportunamente as coisas foram se esclarecendo, pois as evidências que eu tinha do passado contradiziam esses fatos: durante todo o meu processo de aprendizagem, tanto do tênis como do Tai Chi Chuan, a memória visual e a simulação imaginária de gestos e movimentos foi um de meus importantes recursos de desenvolvimento (aprendi posteriormente que é uma das mais importantes técnicas da psicologia esportiva para a aprendizagem e melhora de desempenho). Além disso, pude lembrar depois, fui aluno média dez em desenho técnico e geometria descritiva, tanto no segundo grau quanto no curso de engenharia (com grande facilidade, consigo ver formas tridimensionais e suas projeções ou rotações espaciais). Também tenho um senso de orientação espacial e de localização bastante treinados.
Esse exemplo tem o intuito de mostrar que, para mim, a habilidade de visualizar e construir imagens ocorre precisamente, porém fora da consciência: todas as vezes que realmente necessito dessas informações ou habilidades, elas vêm à consciência. Porém, em situações de simulação ou laboratório, não tomo consciência desses processos integralmente.
Incomodado com essa “incapacidade”, perguntei-me, em transe: “Por que diabos não consigo visualizar conscientemente quando quero?” A resposta, bastante esclarecedora, foi que eu não precisava, de fato, tomar consciência de todos os processos que operavam dentro de mim. Mais: “Você conhece muitas pessoas que possuem um discernimento pouco aguçado e débil contato com a realidade por terem uma grande capacidade de visualização que lhes confunde as percepções objetivas…” Essas respostas foram suficientes para que eu aceitasse o significado e a razão de funcionar de uma maneira particular: era a sabedoria de minha mente inconsciente expressando-se naturalmente e, além disso, explicando-me que seus comportamentos eram muito oportunos para aqueles objetivos mais amplos e significativos que tínhamos estabelecido juntos.
Desde então, quando me perguntam se eu sou visual, auditivo ou cinestésico, respondo que não sei. Depende da ocasião. No nível inconsciente, sou qualquer uma dessas coisas e também sou todas elas conforme a necessidade: novos padrões de identidade foram estabelecidos incluindo as habilidades e significados de meu sistema completo: mentes consciente e inconsciente.
Nesse caminho, desconfie quando uma pessoa tentar convencê-lo de que não possui determinada habilidade de processamento mental, cerebral ou emocional. Basicamente, essa habilidade pode não fazer parte de sua identidade consciente, porém, via de regra, é mais útil acreditar que só precisamos ativá-la do que acreditar que ela não existe.
Em eventuais atendimentos individuais, como comentei, muitas vezes as pessoas têm uma grande motivação para explicar, nos mínimos detalhes, os seus problemas: como são, como se originaram etc. Escuto. Porém, o que mais me interessa é exatamente aquilo que essa determinada pessoa ainda não sabe conscientemente! Lá, talvez, esteja a solução! Afinal, tudo aquilo que sabe e entende não foi suficiente para encontrar uma solução prática.
Muitas vezes já ouvi pessoas dizerem que não possuem muitas sensações, não sentem ou não se percebem corporalmente. Pergunto: “Você sente fome?”, “Como você sabe quando deve parar de beber água?”, “Como você sabe quando é hora de dormir ou de acordar?” etc. Perceba que tudo funciona. Algumas vezes, desconectado da consciência. Porém, tudo funciona!
Certa ocasião, fiz um trabalho com uma pessoa que afirmava não ter memória! Como podia lembrar então que era exatamente ela que não tinha memória? Eh! Eh! Um prato cheio! De fato, ela não tinha uma forma regular de lembrar-se de alguns eventos do seu dia-a-dia. O mais significativo, entretanto, é que qualquer técnica que lhe fosse ensinada, na minha opinião, estava condenada ao fracasso. Isso porque ela deixou evidente, nas entrelinhas, que sua mãe passava todo o tempo lembrando-se de coisas ruins do passado! Para que ter uma boa memória? Para se sentir mal? A intenção positiva de tal comportamento preservava-a de momentos de descontentamento. Então, um processo de ressignificação de seus comportamentos inconscientes devia anteceder qualquer instalação de estratégias de recordação.
Na minha experiência ainda não encontrei alguém que não possuísse a voz interior. O que ocorre, muitas vezes, é que a consciência desse padrão de comunicação interna é pouco consciente para identificação de submodalidades. Por comparação, entretanto, com “outras vozes internas”, usualmente tais percepções vêm à consciência.
A Hipnose Aplicada à Educação I
Arquitetura de Aprendizado
A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo – também entendido como “insight” (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (“ecológicas”).
Tecnicamente, consiste em uma determinada forma de estruturar a linguagem e na organização de algumas experiências, vivências e exercícios de imaginação e introspecção. É uma adaptação de conceituações e práticas de diferentes campos do conhecimento, desde alguns padrões da Hipnose Terapêutica até as habilidades dos contadores de histórias; desde exercícios de aumento de sensibilidade e percepção, até formas características dos maiores canais indutores de estados alterados de consciência de nossa época: o cinema e seus insistentes convites à percepção de todas as fantasias, emoções e sentimentos a que ele nos induz (considere “A Jornada do Herói”, modelo mítico arquetípico aceito como esqueleto básico da cinematografia americana atual – vide Joseph Campbell em “O Herói de Mil Faces”).
Nesse estilo de atividade não existem induções formais como na hipnose terapêutica, muito menos algo que se relacione com as apresentações de palco e de televisão. De fato, existem convites ocasionais feitos ao participante a experimentar diferentes pontos de vista de observação a respeito de assuntos cotidianos (ressignificação). Isso oferece condições propícias para entrar em estados naturais de absorção em suas fantasias, devaneios e conseqüentes julgamentos e reavaliações. Os eventuais processos regressivos não são deliberadamente induzidos, porém ocorrem totalmente consciente e espontaneamente na busca de referências passadas (em memória) que sejam associáveis à experiência presente.

Lembrando-nos de que, enquanto seres humanos, ao nascermos, não recebemos um manual de instruções de como operar melhor o nosso “grande computador” – o cérebro e o corpo humanos – e nossos pais também não, esta tecnologia serve para adaptar e flexibilizar nossos hábitos na construção de maior bem estar e eficácia na forma de conduzir nossas vidas.
Na prática, utilizamo-nos de cenários ou enredos nos quais as metáforas são construídas e apresentadas como ambientes para o apoio da mente consciente tão ávida de entendimento. Simultaneamente, através das estruturas metafóricas, oferecemos outras alternativas à mente inconsciente para que ela possa percorrer outros caminhos de percepção e compreensão. Em certos momentos ocorrem seqüestros espontâneos da mente consciente que passa a experienciar alguns fenômenos hipnóticos comuns: regressão, distorção ou projeção temporal, ampliação ou redução do campo de percepção sensorial, agitação, hiperatividade, sonolência ou torpor que se aproximam e se afastam muito rapidamente, comoções emocionais e, principalmente, uma grande quantidade de “insights” aparentemente desordenados.
Os resultados do uso destas tecnologias aplicadas à educação consistem em hiperestimular, ativar e reintegrar estilos de processamento cerebral dos hemisférios direito e esquerdo. Não obstante, a melhor metáfora para diferenciar do processo terapêutico formal é imaginar as diferentes atitudes do terapeuta e do educador caso se dispusessem a obter um copo de água limpa a partir de um com água suja: o terapeuta, possivelmente, elaboraria um complexo sistema de filtragem para retirar as impurezas daquela água (problemas), enquanto o educador possivelmente procuraria uma fonte com água limpa e, misturando com a antiga, após transbordar, atingiria os níveis de pureza adequados.
Essas pesquisas e desenvolvimentos, no campo do comportamento e interações humanas, apontam para uma época na qual poderemos dizer que a educação terá se desenvolvido proporcionalmente às nossas ciências de alta tecnologia, tais como engenharias eletrônica, genética e micro-mecânica etc. Aí, então, provavelmente com apenas onze ou doze anos de idade, um indivíduo poderá acumular o conhecimento técnico correspondente a uma graduação superior em nível de doutoramento.
A Hipnose Aplicada à Educação II
Tenha certeza de que qualquer indução hipnótica, seja ela educacional, terapêutica ou espontânea, é somente um convite à sua consciência para abandonar o controle e observar outras realidades ou à sua mente inconsciente para seqüestrar a atenção (ou tensão) conscientes para poder expressar e atuar de uma forma mais livre e plena. Portanto, a atitude do cético, comumente, é bastante genuína e importante para o equilíbrio interior e a auto-identificação conscientes (atividade regular de reconhecer a própria identidade).
Vale lembrar mais uma vez que os estados de consciência, desde os mais conscientes até os mais inconscientes, são vivenciados com grande naturalidade, diariamente, do estado de vigília (das ondas b e seus subníveis) até o sono profundo.
Um modelo simples de como entender esses processos é pensar no funcionamento de um rádio. Nossas mentes (a consciente e a inconsciente em seus vários níveis) podem ser entendidas como um ambiente povoado de ondas de rádio e televisão. Como na sala de televisão da sua casa, por exemplo. Porém, sem um aparelho receptor não tomamos consciência de nada. Se ligarmos, entretanto, uma TV ou um rádio, poderemos capturar cada um dos programas apresentados nas diferentes emissoras.
Da mesma forma, você pode experimentar esse processo dentro de você mesmo: escolha diferentes estados interiores, como a sensação de estar sentado, deitado ou em pé, todas as coisas que você pode ver ao seu redor, todos os sons do ambiente que você pode escutar. Sintonize agora algumas percepções de fronteira: uma sensação suave do corpo, um som quase inaudível no ambiente, uma cena que usualmente passa despercebida em seu ambiente.

De fato, não importa se você estiver se lembrando, percebendo, fantasiando ou imaginando, são apenas estados diferentes. Procure agora algumas memórias: a lembrança de um lugar no qual você esteve, algo que você se lembra de ter escutado (uma música, por exemplo), uma sensação que esteja em sua memória. Observe se as informações procuradas, através dos cinco sentidos ou em suas memórias e fantasias, produzem estados diferentes. Perceba que, para gerar lembranças na forma de cenários, nos sintonizamos em um determinado tipo de informação (conseqüentemente, temos determinadas percepções e impressões). Entretanto, se buscarmos lembranças ou elaborações na forma de sons, então nos colocaremos em outro estado; se ainda procurarmos por nossas sensações, ainda existirá outra forma de nos percebermos. Em cada uma dessas buscas por informações, nossa atenção se desloca de forma diversa para um ambiente diferente. É tão automático e natural que nem nos damos conta de como “localizamos” essas percepções. Sabemos de antemão em que “gaveta” encontraremos essas informações.
Nesse modelo simples, a inabilidade de acessar imagens, sons ou sensações significa apenas que não sintonizamos uma determinada estação com facilidade. Como se não soubéssemos qual é a estação adequada em um momento, mas tudo está lá! Essas ferramentas, essas formas de saber sintonizar as percepções ou memórias, nos proporcionam muito mais flexibilidade de percepção e alternativas para nossos comportamentos. Então, o possível fato de não termos acesso consciente a determinadas estações de nosso rádio não significa que elas não existam, e sim, que ainda não sabemos como operá-las melhor ou encontrá-las.
Se você tiver interesse em entender ou construir um modelo mais preciso desses processos, basta começar a observar como você faz para se abandonar ao adormecer. Os hábitos de sono e descanso vividos por um indivíduo acabam por configurar uma certa parcela de sua identidade: “Eu sou assim…”. Eventualmente, uma mudança “casual” em seus comportamentos habituais de dormir serão lentamente incorporados à sua forma de se entender e se perceber (identidade), mantendo a certeza de que acordará oportunamente, seja na manhã seguinte, seja durante a noite, para efetuar alguma necessidade biológica.
Perceba também que, por mais cética que uma pessoa seja, ainda assim possui um tipo de certeza (crença) de que acordará no dia seguinte, ou mesmo a certeza de que amanhecerá (o Sol se levantará). Tais fenômenos são considerados inquestionáveis e cientificamente comprovados até certo ponto. Essas certezas são apenas comprováveis, respectivamente, pela história pessoal (memória) ou pela crença na veracidade da ciência em afirmar que, necessariamente, o planeta Terra gravita em torno da estrela Sol (Sim! O Sol é uma estrela!), embora nossos sentidos e percepções nos iludam, oferecendo-nos a idéia de que é o Sol que percorre a abóbada celeste.
Perguntas e Respostas
Esta é uma seção de apoio e organização rápida de algumas informações que já estão presentes no livro de uma forma mais ou menos explícita. Como o roteiro proposto para leitura e estudo pode, eventualmente, se iniciar por aqui, sugiro que pule ou passe rapidamente os olhos sobre aquelas respostas que estiver encontrando pela segunda ou terceira vez. Estas são, em geral, as perguntas mais comuns que se repetem em vários seminários ou palestras de apresentação da metodologia utilizada FEEA.
1)
Qual é a diferença entre este método e os métodos convencionais?
São algumas. É crença comum que a melhor forma de aprender a falar um novo idioma acontece quando nos mudamos para o país de origem dessa língua. Nessas circunstâncias, o aprendizado da nova língua não é intelectual ou racional. O maior impacto de aprendizagem, processado fora da consciência, num “rapport” forçado por algumas semanas de exposição plena, é provocado na atmosfera mental e perceptual daquela cultura. Para a nossa compreensão, a resposta é aprender no “caos”, não obstante, repito, o aprendizado real se processe fora da consciência até que as evidências se apresentem à mente consciente na forma da habilidade de abstrair os padrões de repetição e de perceber distinções. Em nossa abordagem, isso é apresentado de uma forma própria, porém, oferecendo-se a percepção consciente dessa etapa.
O segundo aspecto fundamentalmente diferente é que todos os bons falantes de idiomas estrangeiros atestam que uma pessoa somente aprende um novo idioma, de fato, quando consegue formular seus pensamentos nessa língua – a famosa habilidade de pensar naquela língua. Entretanto, nenhum desses métodos ensina como fazer isso e ainda admitem que, após a prática repetida e freqüente, essa competência se apresente de forma natural. Evidentemente, ou as pessoas conquistam a devida prática poucas vezes, ou permanecem quase “eternamente” sem falar com a qualidade adequada – mantendo o tradutor interior funcionando com regularidade. Em nosso método, aprender a pensar e sentir a outra língua é um dos pontos de partida – com método e técnica para conduzir a esse resultado desejado.

O terceiro aspecto, filosoficamente importante, é que o papel e o valor do professor é consideravelmente descaracterizado. Principalmente lembrando que muitos desses instrutores de idiomas, ou mesmo muitos bons falantes de outras línguas, nunca freqüentaram uma escola formal de idiomas. Em nossa abordagem, acreditamos que, quando as pessoas adquirem as “ferramentas e instrumentos” de aprendizagem, elas mesmas podem se orientar em seu caminho, fazendo uso de qualquer método ou material conforme pede seu melhor estilo de aprendizagem. Não obstante, aqui, o aprendiz que não assume a responsabilidade pelos seus objetivos não será avaliado ou fará provas, e seu desenvolvimento dependerá do oportuno amadurecer de seus interesses. Assim como quando vai a outro país, as verdadeiras provas são diárias e práticas!
Outra questão importante é que nesta abordagem, essencialmente com foco
no aprendizado e não no ensino, o aluno tem a possibilidade de escolher
por quais caminhos quer caminhar. Invariavelmente, para atingir excelência
em seus objetivos, ele necessitará percorrer cada uma das etapas do caminho,
desde o treinamento descontraído e informal até os necessários conhecimentos
formais do idioma, tais como gramática e semântica, quem sabe até poesia
e literatura! Porém, assim como, inicialmente, uma criança aprende a falar
e depois vem o resto, conforme sua necessidade e interesse (reflita: todos
nós somos submetidos ao estudo de gramática, interpretação de textos e
literatura e, apesar de alguns de nós atingirem a faculdade, já pude observar
que, mesmo no terceiro grau, existem pessoas que conhecem muito pouco sua
própria língua do ponto de vista formal). Repetindo: no processo OLeLaS
o indivíduo pode escolher o que aprender, quando quiser ou necessitar aprender.
Liberdade e flexibilidade são conceitos essenciais à aprendizagem inconsciente.
Isso significa que aqui o adulto é tratado como adulto – não há necessidade
de exercitar a linguagem concreta antes da linguagem abstrata (âmbito metafórico
da comunicação). Já tendo desenvolvido o pensamento abstrato, poderá conviver
com ele desde o início. Simplificadamente, este sistema possui como característica
predominante e distintiva a autonomia do aprendiz.
2)
Em que medida o método OLeLaS se relaciona com o “Aprenda Dormindo”? Ou com o “Sleep Learning”? Ou com o “Hipnopédia”?
Vamos por partes… No modelo da aprendizagem inconsciente, simplificadamente, aprender é sintetizar, sistematizar e distinguir estímulos que impactam nosso sistema mente-corpo. Assim sendo, aprendemos o tempo todo, mesmo que inconscientemente. O grande segredo, enfim, não é aprender, mas sim como resgatar esses conhecimentos adquiridos de nossa mente inconsciente, ou mais profundamente até, dos conhecimentos armazenados em nossa mente inconsciente coletiva. Esse é o assunto de muitos praticantes de autoconhecimento. Os hindus se referem a dois tipos diferentes de conhecimento humano: um deles tem vida curta, não sobrevive a um século; o outro atravessa milênios. Este último, sobre a natureza e funcionamento do ser humano, está disponível para cada um de nós, dentro de nós mesmos!
Sendo o grande segredo, então, a ativação do conhecimento apreendido (seja dormindo ou acordado), tudo vai depender das técnicas de realização dessa exploração. Em nosso sistema, as pessoas estudam línguas em estados de hiperconsciência e não de semiconsciência, como por exemplo dormindo ou no pré-sono (ondas alfa e teta).
Não conheci, até a data de publicação deste livro, alguém que falasse fluentemente outro idioma e o tivesse aprendido por esses métodos de aprendizado durante o sono. Tive uma cliente que estudou japonês com o apoio desses sistemas – segundo recomendação de sua professora de japonês. Entretanto, essa moça tornou-se minha cliente para o trabalho com a língua inglesa. Tive uma outra cliente, na academia, cuja irmã, no Chile, aprendera a falar inglês fluentemente por esse método, segundo me contou.
Técnica e teoricamente, acredito ser completamente possível. Entretanto, essas abordagens dependem de uma grande disciplina pessoal interior. Não creio que essa característica seja típica do povo brasileiro, portanto, talvez seja aí que ele falhe, pois a cada noite de estudo, deve se seguir o primeiro período da manhã de estudo e ativação conscientes, religiosamente. Esses métodos teriam tudo para ser bem-sucedidos, em minha opinião, e ser um grande sucesso de vendas. Talvez um dia ainda se tornem – porém não me parece.
Em nosso método, exceto pela complementação com os trabalhos de Sugestopedia
(apreendidos em estados de consciência de padrões de ondas cerebrais alfa),
eu diria que todo o sistema opera em estados de consciência que gosto de
chamar de b+ (embora não tenha realizado uma avaliação científica – apenas
para distinguir dos estados de relaxamento). Consulte o Apêndice 4.
3)
Que outros resultados devo esperar? O que devo considerar como resultados do programa? Como eu sei se deu resultados?
Os resultados relacionados à dimensão técnica do programa são, estatisticamente, os seguintes: uma melhora considerável na percepção e discernimento auditivos (em média, os participantes do seminário atestam 40% ou mais); para quem já possui vocabulário, lê e/ou escreve na língua estrangeira que quer falar, uma fluência maior da língua falada e um descompromisso com o medo de errar – o foco da comunicação se desloca para o interlocutor e não para o “tradutor interior” -, maior espontaneidade em se lembrar de palavras já aprendidas, porém há muito esquecidas, e até algumas memórias relacionadas ao idioma já estudado começam, naturalmente, a “boiar” na superfície da consciência.
Entretanto, numa dimensão mais profunda, própria da aprendizagem inconsciente, os resultados mais consistentes não são aqueles que, em uma determinada tarefa ou atividade, você pare e pense: “Ah, isso eu fiz sempre assim… Agora, depois de ler aquele livro ou participar daquele curso, aprendi e vou fazer diferente”. Essas não são as constatações mais valiosas, apesar de também possuírem o seu valor. As aprendizagens mais valiosas e naturais são aquelas que percebemos no dia-a-dia, depois de fazer algo, quando nos damos conta de que fizemos de uma forma diferente e constatamos: “Puxa, eu nunca tinha feito assim… que engraçado!”
Assim, descobrir ou não resultados de aprendizagens inconscientes é como constatar que está ventando lá fora, ao observar as folhas e árvores oscilando, apesar de, estando aqui dentro, protegidos atrás de uma janela, não estarmos sentindo a pressão do vento.
Comumente, essas evidências nos serão apresentadas pelas pessoas com as quais convivemos, quando não possuímos o hábito da auto-observação (para a aprendizagem inconsciente, é essencial perceber que auto-observação é solidamente diferente de auto-policiamento; este último chega a provocar verdadeiros vícios mentais).
Os ganhos secundários mais comuns são:
a)
uma melhora significativa em nossa expressividade e comunicação pessoal, se praticarmos os exercícios de ritmos e interação com maior variedade de parceiros; lembre-se, flexibilidade na comunicação também depende da variedade de oportunidades;
b)
uma atenuação no nível de estresse negativo (“o mundo torna-se mais leve”); em média os participantes do seminário atestam 50% (evidentemente, esse número é bastante subjetivo);
c)
um aumento de sensibilidade e percepção na interação com as pessoas;
d)
algumas mudanças perceptíveis nas formas de tomar decisões: quem é muito reflexivo desenvolve uma forma alternativa mais intuitiva de decidir, assim como quem é muito impulsivo torna-se um pouco mais reflexivo e ponderado;
e)
uma dinamização da criatividade, motivação, concentração, memória e a eventual descoberta de alguma característica útil;
f)
uma facilidade um pouco maior de se expressar em público;
g)
uma pressão natural para resolver “pendências” e tomar decisões em fase de espera, ou seja, uma estimulação nos processos de incubação de idéias e decisões.
De modo geral, esses resultados se relacionam com uma ativação dos padrões
de comunicação intrapessoal. Poderíamos chamar de um incremento do Quociente
Emocional ou da Inteligência Intrapessoal e Interpessoal no modelo de Howard
Gardner.
4)
Considerando que o seminário é intensivo, o que eu faço se surgir alguma dúvida durante o meu estudo em casa?
Avalie uma das seguintes cinco alternativas. A primeira é estudar, pesquisar
e buscar as soluções na bibliografia deste programa; a segunda é meditar
profundamente sobre essa questão ou dúvida e esperar uma resposta oportuna
de sua mente inconsciente; a terceira é pegar o telefone ou o correio eletrônico
e enviar-me essa dúvida para saber se talvez eu mesmo tenha a solução;
a quarta é você criar a sua própria alternativa; a quinta, que considero
a mais efetiva em resultados, é lembrar que esta é uma abordagem extremamente
natural (se aproxima ao máximo da forma que uma criança aprende), portanto,
busque a resposta através da observação de como uma criança aprende a própria
língua mãe (a primeira grande língua estrangeira) e você obterá as evidências
que o conduzirão à sua resposta. Lembre-se sempre, o conceito-chave deste
método é percepção e sensibilidade – durante o programa. O resultado final
possui como conceito essencial a autonomia.
5)
Gostei muito do curso, o que eu faço depois que terminar o seminário?
Novamente, várias respostas… Com relação às habilidades e ganhos secundários obtidos, eles se estabilizarão em um patamar após uma ou duas semanas que se manterá, naturalmente, independente de muita prática. Evidentemente, existem inúmeros outros livros, caminhos e programas para continuar essa jornada.
Do ponto de vista da aprendizagem de idiomas, tenho observado que, após cada seminário, muitas vezes, formam-se grupos de estudos com o objetivo de praticar e compartilhar experiências que, durante o curso, agregaram tantos benefícios.
Nós, do Instituto, estamos empenhados em divulgar e popularizar esta metodologia
que desmistifica a aprendizagem autônoma. Não obstante, em nossa sede,
oferecemos as etapas de apoio e continuação do programa OLeLaS – FEEA conforme
arquitetura básica do Sistema de Aprendizado Aberto de Línguas apresentada
no Apêndice 1, juntamente com alguns grupos de estudos. Na Internet, mantemos
alguns artigos, letras de músicas e mais informações que também podem ser
obtidas pessoalmente ou por correspondência. Há também outros seminários
com a aplicação desta metodologia, relacionando-se, entretanto, com outras
áreas da aprendizagem. Estão principalmente incluídos nos projetos Qualidade
de Vida, Empreendedorismo, Instrumentos e Ferramentas Educacionais.
6)
O que faço com o curso regular ou escola de idiomas que estou freqüentando?
Esta nossa metodologia é compatível e complementar a qualquer outro tipo de curso de línguas. Entretanto, alguns conhecimentos obtidos nesta abordagem acabam por invalidar algumas práticas de ensino durante alguns estágios de desenvolvimento. Cada método disponível no mercado foi eficaz para pelo menos uma pessoa, isso é muito importante. Porém, pode não corresponder à necessidade particular ou estilo de aprendizagem de algum estudante – por isso sempre há pessoas com as quais falham.
Lembre-se sempre de que o conceito-chave é AUTONOMIA. Se o curso original
estiver agregando resultados, o melhor a fazer é continuá-lo. Porém, se
ele estiver conduzindo-o a um beco sem saída, o melhor a fazer é trocá-lo
por outro. Tudo vai depender do seu discernimento.
7)
O que eu faço com o meu professor de idiomas?
Há uma grande transformação em andamento em todos os setores da cultura e sociedade humanas. O futuro papel de um professor será diferente dos atuais. As pessoas, tendo aprendido a aprender, contratarão os profissionais de ensino apenas como consultores e guias no seu desenvolvimento quando, por fim, assumirem definitivamente sua real responsabilidade de “aprendedores”. Observe isso em si mesmo(a): pense naquilo que você sabe fazer bem, muito bem.
Possivelmente seja cozinhar, talvez escrever, ensinar, alguma atividade técnica ou seja lá o que for. Se você tem alguma grande habilidade, analise como você a conquistou. Provavelmente, não houve um professor único que o conduziu pelas mãos o tempo todo, não. Você conquistou sua excelência buscando, explorando, praticando, experimentando e, cada instrutor no seu caminho, um professor propriamente dito, um colega ou mesmo um aluno pode ter sido co-responsável em agregar as mais variadas percepções e evidências tornadas nas peças do grande quebra-cabeça da excelência humana. Esse é o caminho do aprendiz.
Assim, a educação está finalmente entrando na era do marketing, isto é,
quanto mais hábeis em aprender, mais autônomos vão ser os aprendizes. Isso
criará uma grande necessidade de flexibilidade e adaptabilidade por parte
dos educadores. Então, se o seu professor atual for capaz de se flexibilizar
exatamente às suas necessidades, ele será um ótimo companheiro em seu caminho
de aprendiz. Porém, se ele for rígido a ponto de querer que você se enquadre
no método dele, então talvez seja o momento de conhecer outras opções.
8)
O que é a Sugestopedia? O que é a Sugestologia? O que é a Aprendizagem Acelerada?
Sugestopedia ou Sugestologia é uma metodologia construída por um búlgaro chamado Georgi Lozanov, na metade do século XX. A essência dessa tecnologia é a ativação da percepção de ritmos e sonoridades que acompanham a comunicação verbal ou induzem determinados padrões de ondas cerebrais. Suas sessões de aprendizagem mais comuns são realizadas em estados de relaxamento próprios de padrões de ondas cerebrais alfa, muitas vezes induzidos por auto-sugestão e música clássica barroca ao fundo. Aprendizagem Acelerada é um conjunto de tecnologias, incluindo especialmente os trabalhos originais de Lozanov, várias pesquisas das neurociências, Programação Neurolingüística e outros. Suas principais características de rapidez na aprendizagem relacionam-se com técnicas de ativar padrões mentais como os canais visual, auditivo e cinestésico com o objetivo de construir uma memória mais profunda e permanente própria de aprendizados com ambos os hemisférios cerebrais.
Curiosamente, apesar de as pesquisas terem indicado uma potência muito
rara nos resultados de aprendizagem pela aplicação deste método de Lozanov,
ele ainda é muito pouco conhecido e difundido. Consulte a Bibliografia
para indicações de leitura e estudo. Nosso método é chamado de Aprendizagem
Acelerada pelos resultados obtidos, porém não se relaciona unicamente com
os trabalhos de Lozanov, exceto pelo fato de incluí-lo, como uma fase complementar,
na etapa de Conteúdo, e de utilizar os materiais de Aprendizagem Acelerada
com Música do Lind Institute (P.O. Box 14.487, San Francisco, CA 94.114,
USA).
9)
O que é a Programação Neurolingüística? O que é a PNL?
Programação Neurolingüística é o nome de uma tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos. Seus criadores são Richard Bandler e John Grinder. Também é conhecida como a ciência da Modelagem da Excelência. Tem evoluído muito e recebido contribuições das mais diversas áreas do conhecimento sobre o comportamento. Apesar de criada e apresentada ao público na década de 70, tem suas origens nos trabalhos de vários outros cientistas e pesquisadores do comportamento humano: Milton Erickson, M.D., Gregory Bateson, Fritz Perls e Virginia Satir.
Por muitas pessoas, é considerada uma “caixa de mágicas”. Inclui algumas técnicas e métodos que, originalmente, foram desenvolvidos em outras abordagens comportamentais. Creio que, essencialmente, seja uma atitude. Uma forma de observar a vida com os olhos, ouvidos e percepções bem abertos, tendo o intuito de identificar o como fazer melhor…Tem sido considerada, também, a apresentação do “Manual de Instruções” do funcionamento da experiência subjetiva humana.
Ultimamente, várias outras tecnologias têm sido apresentadas, com outros
nomes, porém, nascidas a partir do estudo original da PNL. As que considero
mais interessantes são a Hipnose Aplicada à Educação, Design Human Engineering
(Richard Bandler), Transformação Essencial (Connirae Andreas) e New Code
(John Grinder).
10)
Como podem pessoas de diferentes níveis de conhecimento de línguas conviverem na mesma sala de estudos? Os grupos não deveriam ser homogêneos?
Esse é um exemplo típico de quanto o paradigma educacional antigo contaminou nossa percepção e nossa sensibilidade. Para poder considerar esta resposta, é fundamental que nos lembremos da “primeira sala de aula de línguas” em que entramos neste mundo: a nossa própria casa com nossa própria família!
Durante o processo de aprendizagem da língua mãe, consciente ou inconscientemente, os adultos que convivem neste ambiente aprendem e apreendem várias novas experiências sobre aquela língua universal que já vem “instalada” na criança. Além disso, ao aprender um idioma em um país estrangeiro, pela necessidade de interagir, se relacionar e se comunicar, os níveis de conhecimento da língua concorrem para a construção de um mosaico de experiências que serão captadas, organizadas e sintetizadas inconscientemente e se constituirão na nossa nova identidade de falantes desse idioma.
Lembre-se sempre, quanto mais caótico é o aprendizado do idioma, mais somos
induzidos a distinguir o que é fundamental do que é apenas secundário!
Portanto, ao convivermos com colegas de níveis de conhecimento do idioma
em estudo inferiores aos nossos, isso nos proporciona a vivência de aprendermos
a nos comunicar utilizando-nos mais da comunicação não-verbal para nos
fazer compreender; quando nossos colegas conhecem mais do que nós, eles
têm essa oportunidade, enquanto nos oferecem suas explicações e, também,
nos mostram aonde chegaremos em pouco tempo (servem de referência ou meta
de desenvolvimento) – em minha opinião, são relações muito saudáveis e
bem mais naturais e cotidianas.
11)
Walther, você costuma dizer em seus seminários que para o bom aproveitamento do curso não importa se estivermos dormindo ou acordados, o resultado é o mesmo. Como você explica isso?
Em meus seminários eu trabalho intensamente para que meus alunos aprendam o máximo e tenham que trabalhar o mínimo possível. Porém, da minha experiência profissional, eu sei que os aprendizados mais importantes não são aqueles em que ouvimos e sabemos reproduzir exatamente o que escutamos, mas são de fato aqueles que nós incorporamos em nossas células, aqueles aprendizados que, mesmo que não saibamos dizer o que aconteceu, inconscientemente, estejam funcionando melhor.
Eu também sei que, se nossa consciência estiver ou não sendo deslocada para algum ambiente de devaneio ou mesmo descanso consciente, isso não significa que o inconsciente não esteja captando todo esse conhecimento em outras dimensões. Lembre-se, para nossos objetivos importa responder àquela pergunta: “Como escolhemos o que perceber, no que pensar ou do que se lembrar?”.
Admite-se que não devemos esperar ou exigir uma retenção de mais de 15% de uma palestra discursiva, exceto quando utilizada metodologia recursiva, exercícios e experiências práticas ou mesmo a cópia manuscrita propriamente dita. Considerando ainda que o aprendizado profundo ou integral, além de experiencial, deverá ser concluído, finalmente, nos momentos de estudo, pesquisa, meditação e reflexão a respeito do assunto, então, para cada presente em uma aula não será tanto desperdício dormir (se fosse isso que acontecesse, na verdade), de fato!
Mais do que isso, o tipo de “sono” que se apresenta em uma sala de aula,
muito, muito raramente, é aquele que vivemos durante a noite, ao dormir
– são de fato outras freqüências cerebrais. A grande maioria das vezes
são transes mais ou menos profundos, de acordo com as nossas necessidades
inconscientes. Num caso extremo, se as pessoas realmente estivessem dormindo
o sono fisiológico, ainda assim consideraria duas hipóteses: não teria
certeza se, nesse estado particular, não seria possível aprender (não gosto
de acreditar em limites); e supondo que não fosse possível aprender nesse
estado, certamente, o cansaço e o estresse que induzissem um participante
ao sono profundo, em uma sala de aula, hierarquicamente, são condições
que lhe limitariam a capacidade de aprendizagem mesmo que estivesse de
olhos abertos lutando contra o sono. Portanto, se foi somente durante o
seminário que tal pessoa encontrou uma oportunidade para dormir, sábia
e inconscientemente, não serei eu que terei coragem de contrariar essa
disposição. Eventualmente, como já aconteceu, se eu constatar que não houve
aproveitamento, convidarei esse participante para uma outra turma.
12)
Como você explica a incongruência de ter um compromisso visceral com números e exigir resultados em números e, ao mesmo tempo, nos mostrar a experiência do fluir dos tempos Chronos e Kairós.
Já há muitos anos eu aprendi a conviver com essa tensão, que você está chamando de incongruência. Eu percebo que ambas as dimensões coexistem dentro de mim. Até porque, eu tive uma formação muito cartesiana em termos educacionais, típica da cultura ocidental e, em outras fases da minha vida, tive um contato muito íntimo com a cultura oriental, que é basicamente do hemisfério cerebral direito: a própria escrita é ideogrâmica, não é uma escrita linear e lógica como a nossa.
Isso é a própria natureza da Hipnose Aplicada à Educação. Cada uma dessas extremidades opostas, ao interagirem entre si, provocam tensões que têm importância inimaginável para se chegar a níveis de percepção e síntese, talvez, ainda não imaginadas. Dentro da nossa cultura, isso foi chamado de dialética: a síntese coordena as tensões entre tese e antítese.
De fato, o hemisfério cerebral esquerdo tem um estilo mais racional e lógico de processamento, porém, isso não equaciona, nem soluciona, muitas das questões de nossa vida. Isso me conduziu a desenvolver as habilidades correspondentes “ao outro lado”, não-lógico e não-linear. Muitas vezes, para responder a uma pergunta apresentada de forma linear, dava uma volta maior, para que aquele que tivesse formulado a pergunta tivesse a resposta por “insight”. Para os demais presentes, minhas respostas não faziam sentido – por isso conquistei a fama de não responder a perguntas, ou até de enrolar nas respostas. Somente quem perguntava chegava, por introvisão, à resposta.
Enfim, quando decidi me tornar canhoto, não deixei de ser destro. O mais
interessante foi ter me tornado ambidestro!
13)
Qual é a diferença entre uma introspecção hipnótica e um relaxamento?
Acredito existir um mito sobre hipnose: associá-la a estados de sono! Por isso, comumente prefiro utilizar uma conceituação mais ampla sob o nome de Estados Alterados de Consciência em Aprendizagem ou, como tenho utilizado, Flexibilização de Estados de Excelência em Aprendizagem - FEEA. Soube recentemente que Airton Senna, corredor brasileiro, fazia treinamento hipnótico. Mike Tyson, boxeador, luta completamente hipnotizado (diria, até, alucinado). Hipnose não significa, necessariamente, relaxamento. Não obstante, muitas práticas hipnóticas e hipnoterapêuticas são realizadas nesses estados de consciência. Artes marciais de alto nível também são praticadas em estados alterados de consciência (prefiro chamar de estados incomuns de consciência, pois a denominação “alterados” só é apropriada para novos estados, ainda não estabilizados e apreendidos (caso contrário, são apenas “outros” estados), assim como não chamamos o sono de estado alterado, e sim, estado de consciência).
14)
Alguns dos exercícios que nos foram propostos tratam de telepatia?
Eu não apresentaria assim… Existe muita mistificação na aprendizagem. Quantas vezes você não teve uma experiência curiosa de sintonia com outra pessoa e brincou dizendo que era telepatia… Eu prefiro afirmar que é dessas “coisas” que se constitui a comunicação humana. Lembro-me de uma história que li há muitos anos: um antropólogo pesquisador perguntou a um indivíduo, pertencente a uma cultura tribal de um povo autóctone da América Central, por que se aproximava de uma determinada árvore para se comunicar com um outro membro daquela comunidade que viajara para longe. A resposta foi muito feliz: “É que nós não temos telefones aqui!”.
Não cabe a mim julgar conhecimentos disseminados pela maior parte das culturas humanas somente por não terem sido ainda apresentados pela ciência formal. Para todas essas outras culturas não é nada de estranho e talvez nem tenha um nome diferente de comunicação!
Há ainda mais curiosidades que acabaram por plantar questões existenciais em mim. Digo assim por acreditar que uma pergunta sem resposta é, talvez, infinitamente mais valiosa para a criatividade inconsciente. Principalmente se disser respeito aos muitos interesses mais profundos de cada indivíduo. Faça uma experiência: concentre-se em uma pergunta e dirija-se a uma pessoa para conversar, despretensiosamente.
Escolha perguntas simples no início e não formule verbalmente essas questões.
Também não conduza a conversa intencionalmente para aqueles assuntos. Não
é necessário, basta manter uma pergunta em mente. Apenas observe se, informalmente,
você obtém respostas ou orientações para as respostas a sua pergunta. Pratique,
é mágico! Tive uma amiga que, posso dizer, colocava palavras na minha boca!
Albert Einstein dizia que a única coisa que não queria perder em sua vida
era a capacidade de se surpreender. Isso mesmo, maravilhar-se! Também acreditava
que imaginação vale bem mais que conhecimento. Experimente e tire suas
próprias conclusões!
15)
Onde as pessoas aprendem tantos limites e bloqueios em relação a aprender uma nova língua?
Essa é uma longa história… Primeiramente, nossa cultura nos oferece essas aprendizagens (bloqueios), insistentemente, ao longo de nossa educação formal – a isso eu chamo o longo processo de sociabilização, que, para nossa sobrevivência como indivíduos, é extremamente importante de ser conquistado, ou seja, escolhemos aceitá-los e aprendê-los inconscientemente. Em segundo lugar, diferente dos países europeus ou mesmo das regiões de fronteira de nosso país, necessitamos apenas de nossa língua para nos comunicar, por um longo período.
Além disso, tomei conhecimento de que, quando a língua inglesa chegou ao Brasil, mercadologicamente, foi adotada uma estratégia de se formar uma grande quantidade de professores que permitisse sua disseminação mais generalizada – para que fosse possível expandir sua importância e, necessariamente, sua fontes. Muitos que se especializaram nessa profissão de instrutores de inglês acabaram por preterir a habilidade de falar em troca do conhecimento intelectual e analítico de gramática, semântica, leitura e compreensão de texto etc.
Por último, pelas minhas observações, arriscaria dizer que talvez 70% dos
professores de línguas de 1º e 2º graus não falam o idioma que ensinam.
Sabem ler, escrever, sabem o som das palavras, seguir livros-texto, corrigir
provas, mas não falam fluentemente. Isso somente ficou evidente porque,
entre meus clientes, alguns eram professores de línguas e não as falavam.
Entre outros instrutores que me procuram, a maioria está interessada em
atualização de tecnologia de ensino, mas há aqueles que precisam realmente
da fluência na língua. Como pode então, alguém que nunca se utilizou daquele
idioma para se comunicar verbalmente, saber o que é relevante ou como ensinar
alguém a falar? Há quem diga que esses conhecimentos se constituem numa
base sólida para aprender a falar. Eu diria que existem caminhos muito
mais econômicos, curtos, fáceis e agradáveis para obter resultados até
melhores.
16)
Não consigo ver cenários. Não tenho ritmo. O que eu faço?
Sugiro que não acredite em nenhum desses limites, mesmo que eles tenham sido apresentados por sua percepção consciente. Em nosso modelo de compreensão da mente humana, muitas coisas estão acontecendo simultaneamente, mesmo que não estejamos conscientes disso.
Portanto, sempre que alguém tenta me convencer de que não tem ritmo, secretamente
penso que essa pessoa não está dizendo a verdade, e nem sabe disso. Para
cada ser humano, ritmo é a única constante; pense bem, possuímos ritmo
cardíaco, ritmo respiratório, ritmo de atividade e descanso, ritmo de alimentação,
ritmo de caminhar, de digestão e excreção, de movimentos, de piscar os
olhos, de leitura, de fala etc… Se, entretanto, alguém se referir especificamente
à dificuldade de acompanhar ritmicamente uma música com o próprio corpo,
ah!… Isso é só uma questão de um pouco de prática para trazer à consciência
tais percepções. Quanto a outros possíveis limites, convido você a consultar
o Apêndice 5.
17)
Especificamente falando sobre os exercícios de ritmos propostos, por que temos que bater palmas? Não pode ser somente com os pés ou corpo?
No futuro, certamente sim. Entretanto, sugiro que, inicialmente, se utilizem das palmas ou estalar dos dedos. Algum aprofundamento dos porquês você obterá no livro “Consciência pelo Movimento”, citado na Bibliografia. Numa explicação breve, observe que a sensibilidade tátil das pontas de seus dedos, ou mesmo de suas mãos, é muito maior que a sensibilidade tátil de qualquer outra parte do seu corpo, exceto, talvez, da sua língua.
Essa estimulação inicial nas mãos proporciona uma quantidade maior de estímulos
nervosos sensores. Como a enervação motora das mãos e braços também é maior,
a quantidade de estímulos nervosos motores também será maior. Tanto para
a automatização e síntese desses aprendizados quanto pela interferência
que provoca nos processos automáticos de formulação da linguagem, quando
coordenamos estes dois universos, necessitamos disso para construir e instalar
um novo código lingüístico que flua naturalmente como uma alternativa de
expressão; as palmas são apenas um artifício para localizar um caminho
inconsciente mais curto para obter esses resultados naturalmente.
18)
Ainda sobre os exercícios, devo utilizar sempre aquele roteiro proposto?
Não!!! Ele é apenas um dedo apontando o caminho. Nunca o confunda com o próprio caminho! O roteiro ou estratégia formal serve apenas para estimular nossa percepção e nossa mente inconsciente a funcionar de uma determinada forma. No futuro, quando tudo já for natural, a única etapa essencial é a “PIZZA”. Todas as outras estarão funcionando automática e naturalmente.
O sistema de aprendizagem de idiomas apresentado neste livro não é uma “mágica”. Será necessário que o interessado em falar outras línguas invista um certo tempo na conquista dessa habilidade. Entretanto, creio que no futuro realmente parecerá mágica! Naturalmente, para aquelas pessoas que se interessam ou necessitam dessas competências.
Até que tais possibilidades sejam apresentadas para o grande público, as “ferramentas” aqui presentes certamente auxiliarão a encontrar alguns atalhos para a fala fluente de outros idiomas.
Todo este trabalho está sustentado por conceitos relacionados à Aprendizagem Inconsciente. Esta é uma abordagem muito mais natural do desenvolvimento humano: utilizarmos possibilidades que já integram nossa natureza.
Como já comentei, esta obra foi empreendida por um explorador. Espero que este método sirva para a maior quantidade possível de pessoas. Para outros pesquisadores, que seja um “trampolim” ou um tapete que os conduza a novas descobertas e elaborações.
A essência do programa é aproveitar o potencial e a capacidade de nossa mente inconsciente tanto de aprendizagem quanto de síntese. Naturalmente, o acesso a essas dimensões tem estado escondido para a maioria dos seres humanos, embora disponível todo o tempo. Quem sabe neste final de milênio a ciência e o conhecimento tenham alcançado o estágio que nos permitirá resgatar parte desses tesouros.
A natureza circular da linguagem tinha como principal finalidade criar uma atitude adequada para essas prospecções, descobertas e percepções. A consolidação das crenças e sentimentos necessários para o amadurecer desses processos de reencontro (consciente e inconsciente) se dará mais rápida ou lentamente conforme nossas necessidades mais íntimas. Seja numa dimensão individual ou mesmo numa dimensão coletiva.

Nesse contexto, esta obra não foi escrita por um indivíduo… Foi escrita por uma época, por determinadas necessidades e objetivos. Terá sua utilidade, mas, como todas as outras de natureza técnica, um dia será anacrônica. Pensando assim, agradeço à Providência a oportunidade de presenciar sua concretização.
Os resultados mais valiosos esperados pelos leitores possivelmente sejam representados por maior efetividade em seus investimentos na aprendizagem de idiomas. Seja como um “lubrificante”, seja como uma metodologia a ser utilizada no aprendizado de várias línguas estrangeiras.
Não obstante, minha esperança enquanto autor (co-autor ou apenas redator?) inclui uma dimensão bastante mais ampla de resultados: contribuir para que uma nova atitude se desenvolva em ralação a uma educação de um futuro. Que seja o melhor de todos os futuros!
Quando defini a arquitetura deste livro, incluí como último capítulo as conclusões. Não entendia, porém, por que não conseguia escrevê-lo. Hoje, ao redigir este texto, encontrei a resposta: num livro como este, as conclusões somente podem pertencer aos leitores! Por essa razão, somente consegui escrever isto que chamo de conclusões do autor. As verdadeiras conclusões somente poderão ser registradas pelos leitores.
Enfim, foi uma decisão difícil optar pela publicação que não incluísse inúmeras críticas e comentários de pessoas que quiseram contribuir para uma melhor qualidade no estilo, inteligibilidade e precisão do texto original. Aqueles comentários, para serem incluídos todos, atrasariam a edição em talvez seis meses ou mais. Eventualmente, uma próxima edição, revista e reorganizada, possa incluir todas essas contribuições. Nessa medida, as suas contribuições como leitor serão muito úteis, quer sejam comentários, fontes de dados mais precisas, novas evidências ou críticas.
Algumas das premissas e exercícios deste método, em filosofia do aprendizado, já foram apresentados em outro livro: “O SALTO DESCONTÍNUO – Novos Caminhos do Conhecimento”. Não seria possível repeti-las todas. As mais importantes, de fato, são reapresentadas, eventualmente, com outras vestes (porém, as estruturas isomórficas se mantêm – entenda-se, por esse termo, que apesar das metáforas possuírem enredos e cenários aparentemente diferentes, seus conteúdos e significados profundos se equivalem). Se for do seu interesse consultar o outro livro, perceberá que a atmosfera e as impressões básicas são semelhantes: essencialmente, estamos utilizando uma linguagem circular, falando sobre aprendizagem inconsciente, confiança na mente inconsciente, desenvolvimento de percepção e sensibilidade e, finalmente, ativação de estratégias e recursos que tornem a criatividade e a habilidade de expressão “afinadas e à altura do seu coração”.
Além disso, minha consciência transita por muitos caminhos diferentes durante as inúmeras horas de estudos, leituras e seminários. Muitas e muitas vezes acabei por aprender coisas e, no entanto, não identifico exatamente as fontes. Por isso, de imediato, quero dizer que apenas ocasionalmente consegui relacionar de onde provieram determinadas informações, frases, citações etc. Quero deixar, assim, firmado que o restante, em princípio, pode ter sido captado de um ou mais de meus mestres, professores ou clientes. Ao consultar a bibliografia, isso ficará bastante evidente.
O Programa de Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras é um treinamento de desenvolvimento de estratégias e recursos de comportamento criado a partir de pesquisas interdisciplinares e proposto como um novo empreendimento rumo à educação do século XXI.

Com tantos avanços de nossa tecnologia, filosofia, ciências etc., parece que a educação, finalmente, também será bastante diferente nas próximas décadas. Construa uma fantasia de como será o futuro e, provavelmente, você também saberá que os métodos de ensino e aprendizagem serão bastante diferentes: para um mundo melhor, no qual as máquinas trabalharão para os seres humanos e o trabalho será mais honrado, é bem possível que os indivíduos pensem, sintam e sonhem diferente.
Neste programa, portanto, querendo antecipar um futuro onde as pessoas se responsabilizarão pelos próprios sucessos e insucessos e suas aprendizagens, uma habilidade fundamental será o autodidatismo, necessário para conviver e escolher o que aprender dentro de um universo cuja quantidade de informações será astronômica e crescente. Talvez seja a Era da Intuição.
Nessa época, então, talvez os conteúdos dos processos de aprendizagem sejam simplesmente escolhidos pelas pessoas como uma tarefa simples. Algo como decidir o que comprar nas prateleiras de um supermercado. E na escola, se existir um lugar aonde as pessoas irão em grupos para aprender, acredito que irão para se relacionar, aprender a aprender, aprender a escolher e desenvolver suas sensibilidades.
Este projeto é, portanto, a materialização parcial de um sonho sobre dias e tempos melhores. Aprender uma língua em especial passa a ser secundário ou, somente, um resultado agregado ao desenvolvimento do potencial criativo e expressivo do ser humano.
Se, de fato, existem pessoas que se expressam em outros idiomas e fazem isso sem ter se esforçado para adquirir essa habilidade, então essa “ferramenta” de como aprender natural e espontaneamente deve ser mais valiosa do que simplesmente a língua escolhida.
Ensinar ou resgatar o como aprender mais rápido, mais fácil e mais agradavelmente é a principal missão deste empreendimento. A língua? De fato, um resultado, talvez, muito objetivo, porém, menos importante do que expressar o real potencial criador humano.
Bob Toben & Fred Alan Wolf – “Espaço, Tempo e Além” – Cultrix.
Carol S. Pearson – “O Despertar do Herói Interior” – Pensamento.
Carol S. Pearson – “O Herói Interior” – Cultrix.
Colin Rose – “Accelerated Learning” – Accelerated Learning Systems Ltd.
Connirae Andreas & Tamara Andreas – “Transformação Essencial” – Summus Editorial.
Dudley Lynch & Paul L. Kordis – “A Estratégia do Golfinho” – Cultrix/Amana.
Ernest Laurence Rossi – “A Psicobiologia de Cura Mente-Corpo” – Editorial Psy II.
Ernest L. Rossi – “The Symptom Path to Enlightenment” – Palisades Gateway Publishing.
Fernando Pessoa – “Ficções do Interlúdio/1” – Editora Nova Fronteira.
Fritjof Capra – “O Ponto de Mutação” – Cultrix.
Fritjof Capra – “O Tao da Física” – Cultrix.
Fritjof Capra – “A Teia da Vida” – Cultrix & Amana – Key.
George Land & Beth Jarman – “Ponto de Ruptura e Transformação” – Cultrix.
Gordon Dryden & Jeannette Vos – “Revolucionando o Aprendizado” – Makron Books.
Howard Gardner – “Estruturas da Mente – A Teoria das Inteligências Múltiplas” – Artes Médicas.
Howard Gardner – “Inteligências Múltiplas” – Artes Médicas.
Howard Gardner – “A Nova Ciência da Mente” – EDUSP.
Idries Shah – “Os Sufis” – Cultrix.
Jay Haley – “Terapia Não Convencional” – Summus Editorial.
Jeffrey Zeig – “Seminários Didáticos com Milton H. Erickson” – Psy Editorial.

Joseph Campbell – “O Herói de Mil Faces” – Pensamento.
Joseph Campbell – “Para Viver os Mitos” – Cultrix.
J. O’Connor & J. Seymour – “Introdução à Programação Neurolingüística” – Summus Editorial.
Joseph O’Connor e Ian McDermott – “PNL e Saúde” – Summus Editorial.
Linda Lloyd – “Classroom Magic” – Metamorphous Press.
Linda Verlee Williams – “Teaching for the Two – Sided Mind” – Touchstone Book/ Simon & Schuster.
Michael Talbot – “O Universo Holográfico” – Editora Best Seller.
Milton H. Erickson, Ernest L. Rossi & Sheila L. Rossi – “Hypnotic Realities” – Irvington Publishers.
Milton Erickson, M.D. & Dr. Ernest Rossi – “O Homem de Fevereiro” – Editorial Psy.
Moshe Feldenkrais – “Consciência pelo Movimento” – Summus Editorial.
Nancy Margulies, M.A. – “Mapping Inner Space” – Zephyr Press.
Nelson Spritzer, Dr. – “Pensamento e Mudança” – L&PM Editora.
Paul R. Scheele – “Fotoleitura” – Summus Editorial.
Peter Senge – “A Quinta Disciplina” – Editora Best Seller.
Peter Senge e outros – “A Quinta Disciplina – Caderno de Campo” – Qualitymark.
Richard Bandler, Dr. – “Hypnosis as an Application of NLP” (apostila de Seminário/ March 1.996) – The First Institute of Neuro-Linguistic Programming & Design Human Engineering.
Richard Bandler, Dr. – “Magic in Action” – Meta Publications.
Richard Bandler, Dr. & John Grinder, Dr. – “Sapos em Príncipes” – Summus Editorial.
Richard Bandler, Dr. – “Time for a Change” – Meta Publications.
Roberto Lira Miranda – “Dominando os Poderes da Mente” – Makron Books.
Rodolfo Lepri – “A Arte da Liderança” – Odisseus.
Roger Von Oech – “Um Chute na Rotina” – Cultura Editores Associados.
Roger Von Oech – “Um Toc na Cuca” – Livraria Cultura Editora.
Rousseau L. Castello Fº. & M. Aguiar – “Aprendizagem Acelerada” – Editora Gente.
Ruy Cézar do Espírito Santo – “Pedagogia da Transgressão” – Papirus.
Ruy Cézar do Espírito Santo – “O Renascimento do Sagrado na Educação” – Papirus.
Sidney Rosen – “Minha Voz Irá Contigo – Os Contos Didáticos de Milton Erickson” – Psy Editorial.
Sheila Ostrander & Lynn Schroeder – “Superaprendizagem pela Sugestologia” – Record.
Steve Andreas & C. Faulkner – “PNL – A Nova Tecnologia do Sucesso” – Editora Campus.
Terry W. Webb & Douglas Webb – “Accelerated Learning with Music” (Trainer’s Manual) – Acelerated Learning Systems.
Tom Chung, Dr. – “Qualidade Começa em Mim” – Maltese.
Tony Buzan – “Use Both Sides of Your Brain” – Plume.
Walther Hermann – “O Salto Descontínuo” – edição do autor.