Aprendizagem Acelerada de Línguas é um programa de treinamento rápido para desbloquear o aprendizado de outros idiomas. Seu principal objetivo é reativar aquela curiosidade natural, a motivação e as formas espontâneas e agradáveis que uma criança possui ao aprender a falar.
Este programa foi especialmente desenvolvido para pessoas que querem aprender de forma mais simples, rápida e agradável ou para aquelas que não têm se adaptado às metodologias convencionais de estudo de idiomas.
O público principal deste programa constitui-se de pessoas que desejam ou necessitam falar outras línguas, sejam iniciantes absolutos, pessoas que já lêem e escrevem ou mesmo aquelas que já falam outros idiomas, mas ainda não aprenderam a pensar na própria língua estrangeira. Também tem sido útil para muitos professores de idiomas que se interessam por uma familiaridade maior com os obstáculos de aprendizagem mais comuns enfrentados por seus alunos.
A característica mais marcante deste método, no princípio desenvolvido para o ensino de adultos, é tratá-los realmente como adultos durante o aprendizado, levando-se em consideração suas habilidades já desenvolvidas e oferecendo-lhes, ao mesmo tempo, a aprendizagem da linguagem concreta e abstrata (níveis objetivo e metafórico).
O caminho mais curto para compreender este programa é por comparação com um curso convencional de idiomas. Quando uma pessoa se matricula em um curso tradicional de línguas, metaforicamente, podemos compará-la a quem compra um “peixe”. Este seminário possui como objetivo “ensinar a pescar”.
Muitos de nós já ouvimos falar em pessoas que possuem uma grande facilidade de aprender outros idiomas, pessoas que aprendem sem esforço algum. É possível também já termos ouvido falar da existência de alguns professores de línguas estrangeiras que nunca freqüentaram um curso formal de idiomas: são autodidatas. Essas pessoas não possuem, de fato, “um olho a mais” nem “dois ouvidos adicionais”! Apenas usam seu aparato sensorial de forma mais útil e efetiva para essas aprendizagens específicas. Cada um de nós, um dia, já fez parte de pelo menos um desses grupos.

Efetivamente, todos nós já fomos muito bem-sucedidos na mais complexa das tarefas: aprender a “primeira grande língua estrangeira”. Antes dela, nem sabíamos falar, nem sequer tínhamos o pensamento lógico estruturado. É a nossa língua mãe. Considerando esse sucesso precoce, podemos nos perguntar: por que deixamos de nos utilizar daquela forma natural e simples de aprender?
Um dado interessante é que 93% da comunicação interpessoal humana é não-verbal (não efetivada pelas palavras!). Tanto quanto saber que 99,9% da matéria física é espaço vazio, essa é uma informação que poucas vezes encontra ressonância em nossa percepção. Porém, grande parte das pessoas que se considera inapta para comunicação em língua estrangeira trata os 7% da comunicação verbal como se fossem os 93% da comunicação integral (esses índices são mágicos, se acreditarmos neles).
Portanto, é muito simples: somente 7% da comunicação deve ser reaprendida pelo hemisfério cerebral esquerdo, objetivando conhecer outras palavras para expressão em língua estrangeira. Observação: os 93% de mensagens não-verbais são divididos em padrões de linguagem não-verbais sonoras – 36% (ritmos, entonações e padrões sonoros) – e padrões de linguagem não-verbais de expressão corporal – 57% (gestos, movimentos etc). Necessariamente, ao aprendermos a expressão em língua estrangeira, aprenderemos menos de 50% de novidades, porém, aqueles 36% não demandam esforço, pois não precisam ser conscientes.
Dessa forma, o programa pretende instalar e ativar esses “instrumentos” e “ferramentas” de alto desempenho, próprios de processos naturais e inconscientes de aprendizagem, para que o indivíduo adquira autonomia para se orientar durante o seu processo de aprendizagem de idiomas.
As habilidades ativadas neste curso também permitem aos participantes a descoberta de significativos ganhos secundários que incluem as aprendizagens inconscientes, soluções terapêuticas, planejamento pessoal e a descoberta do infinito manancial de conhecimento que reside dentro de cada um de nós. Graças a essa outra dimensão, o curso também se destina a pessoas que querem melhorar a comunicação em público, sua concentração, sua criatividade, sua automotivação e aprender a gerenciar o estresse decorrente dos processos de aprendizagem e mudança.
As tecnologias utilizadas incluem o uso da Hipnose na Educação, Aprendizado com o Hemisfério Cerebral Direito, Programação Neurolingüística, PEI – Programa de Enriquecimento Instrumental do Dr. Reuven Feuerstein, Aprendizagem Acelerada, Sugestopedia e outros. Em geral, o seminário prático possui dezenove horas de duração.
“Encontre um ponto de apoio e será possível levantar o mundo!” é uma frase célebre de um filósofo do passado que havia descoberto como realizar grandes tarefas com pequenos esforços – o princípio da alavancagem. Em educação, o valor e aplicação desse princípio nos oferece ganhos inestimáveis.
Faço parte de um grupo de educadores e cientistas da aprendizagem que acredita que, quando essas tecnologias tiverem equiparado o seu desenvolvimento ao de nossas tecnologias de vanguarda, como Engenharia Eletrônica, Engenharia Genética, Engenharia Micromecânica e Nanorrobótica, então muito provavelmente uma criança com onze ou doze anos terá completado sua formação técnica correspondente a um grau de doutoramento. O comentário de um grande amigo, consultor de empresas, que foi diretor de uma grande montadora, ilustra bem esse futuro: “Walther, quando eu era criança, meus heróis eram soldadinhos de chumbo e cowboys. Hoje, as crianças e adolescentes possuem heróis e têm como modelo seres com habilidades super-humanas. Seres que voam, vêem através da matéria, têm forças sobrenaturais. Pense que isso representa uma nova categoria de indivíduos. Uma transformação na humanidade nunca antes sonhada. Está sendo projetada uma nova realidade, imagine!”
O Programa de Treinamento Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras é uma moderna tecnologia elaborada com o objetivo de instrumentalizar pessoas para a aprendizagem rápida e efetiva de comunicação e expressão em línguas estrangeiras. É um curso direcionado a pessoas que ainda não conhecem o potencial de recursos de aprendizagem que reside em suas mentes não conscientes – dizem que um humano mediano utiliza apenas cinco por cento de suas capacidades mentais! Também resulta da participação neste curso a abertura da percepção para utilizar uma parte bastante maior do potencial inconsciente de discernir e aprender.
Há dois anos publiquei um livro cuja apresentação e formato foram um pouco incomuns, alguns diriam estranho. Na apresentação, alertei os leitores que a obra não fora escrita para ser entendida, mas sim para ser sentida; também informei que era um conjunto de artigos e ensaios ordenados, em dois índices diferentes: um cronológico e outro por áreas de interesse. Percebi, de acordo com alguns comentários, que isso era incômodo para algumas pessoas, ou seja, a liberdade de leitura em seqüência aleatória não é algo que muitas pessoas esperam da proposta de um livro (afinal de contas, esses são os arquivos do conhecimento e nos informam o que é certo e o que é errado!).
No caso deste exemplar, as coisas parecem estar um pouco mais ordenadas... Só parecem! Apesar desta iniciativa ter um único índice e uma seqüência mais explícita, a linguagem é circular. Os próprios mapas mentais apresentados servem para auxiliar o entendimento do processo sistêmico de aprendizagem. Não estranhe, portanto. A maior parte deste empreendimento foi arquitetada e construída com base na intenção de gerar o aprendizado profundo e ativar a compreensão da lógica não linear das percepções – características próprias do processamento do hemisfério cerebral direito, para a grande maioria das pessoas (de acordo com alguns modelos de funcionamento do cérebro humano). Assim, sinta-se à vontade para improvisar e divirta-se!
Quanto à forma de ler este livro, quero apresentar algumas sugestões. Está dividido em partes complementares que podem ser abordadas em qualquer seqüência, de acordo com o estilo predominante de aprendizagem de cada um. Isto é, há pessoas que gostam de um roteiro definido – mentes mais lógicas e seqüenciais; há pessoas que preferem ter, primeiramente, uma noção do todo, para, posteriormente, ir detalhando a percepção – mentes mais intuitivas e de pensamento circular ou “mosaico”; há pessoas que gostam mais do aspecto prático e técnico – mentes mais objetivas e pragmáticas. A estrutura básica deste programa é sistêmica: cada parte é uma dimensão da representação do mesmo todo – a linguagem e o esqueleto são essencialmente circulares, sendo indiferente por onde começar. Sugiro, portanto, iniciar a leitura na dimensão mais habitual e familiar a cada leitor. Aqui está a descrição básica de cada parte:
Neste livro, a liberdade de ir e vir, de iniciar a leitura em locais diferentes conforme o interesse e estilo de aprendizagem, serve para proporcionar um conforto, talvez, bastante maior que no seminário, onde os participantes geralmente têm que administrar a aparente desordem no roteiro do curso. Por outro lado, o impacto inconsciente ou emocional de algumas seqüências de experiências também pode ser atenuado graças a essa liberdade.
Atualmente, tenho formulado algumas perguntas aos participantes das minhas palestras de apresentação destas novas tecnologias de aprendizagem – um extenso trabalho missionário de conscientização para novas oportunidades e necessidades. Em geral, me utilizo de uma abordagem adaptada de uma palestra de John Kao, um consultor sino-americano de criatividade e gestão empresarial. São as seguintes:
Assim, agora podemos oferecer uma definição: Flexibilização de Estados de Excelência em Aprendizagem (FEEA) é uma metodologia educacional que possui como premissa fundamental a crença de que “EXISTE PELO MENOS UM AMBIENTE, EM NOSSAS VIDAS, NO QUAL SOMOS EXCELENTES”. Analisemos o contexto no qual isso é possível.
A Jornalista Preguiçosa
Como palestrante, é comum ser convidado para dar entrevistas. Sejam elas na mídia impressa ou eletrônica, sempre tomo muito cuidado com a linguagem para evitar, na medida do possível, muitas distorções decorrentes do rápido estudo de conceitos tão complexos por parte dos jornalistas. Não obstante, possuo um estilo circular de organizar o discurso – isso já é mais que suficiente para gerar confusão. Então, o cuidado é redobrado quando a entrevista é ao vivo. Chego o mais cedo possível para encontrar e conversar com o entrevistador para que possa aproveitar melhor as perguntas. Quando as entrevistas são sobre Hipnose, é bastante freqüente que a pergunta da pauta que encabece a entrevista seja: “O que é Hipnose?” Essa é a primeira que peço que retirem – estudo essa ciência há vinte anos e ainda não consigo defini-la em poucas palavras (evidentemente, abomino esta resposta: “Hipnose vem da palavra grega Hypnos, que quer dizer sono”, zzzzzzz...).
Mais cedo ou mais tarde, nessas prévias conversas com entrevistadores, geralmente algum deles acaba por fazer a seguinte colocação: “Sabe, Walther, estou achando muito interessante esse seu trabalho. Eu mesmo tenho o seguinte problema... Acho que você pode me ajudar...” Comparo isso àquelas consultas que se faz ao médico quando encontramos um no elevador: “Doutor, eu tenho uma dorzinha aqui, o que o senhor acha que pode ser? Será que é sério? E se...”
Enfim, numa dessas ocasiões, a entrevistadora disse-me que tinha uma dificuldade muito séria: “Walther, eu tenho uma p-r-e-g-u-i-ç-a de fazer as coisas...” Nas empresas, esse problema chama-se, muitas vezes, procrastinação.
Mudei de assunto, sem que ela percebesse. Quando já estava suficientemente distraída daquela questão, perguntei-lhe: “Diga-me uma coisa, afinal de contas, o que você gosta de fazer?” Ainda um pouco confusa, precisei repetir a pergunta para obter a seguinte resposta: “Ah, eu gosto de ir à praia, gosto de dançar, ouvir música, encontrar meus amigos e tomar um chopinho...” Então disparei o tiro de misericórdia: “E você tem preguiça de fazer essas coisas?” Touché!!! “Não, não, não!!!” Plenamente convicta! Não tinha preguiça de pegar o carro, viajar duzentos quilômetros até o litoral norte no final de semana, “torrar” debaixo do sol e ainda viajar mais duzentos quilômetros de volta! Ela não tinha preguiça de sair de casa às 23 h, dançar a noite inteira, às vezes, beber um pouco a mais, retornar às 6 h ou 7 h e amargar uma ressaca! Também não tinha preguiça de ouvir músicas o dia todo!
Flexibilização de Estados de Excelência em Aprendizagem (FEEA) é uma tecnologia de transferência de competências e habilidades inconscientes. É um método para construir o Aprendizado Profundo, isto é, uma forma de expandir e transferir os nossos estados de excelência para outros ambientes em nossa vida: “existe pelo menos um ambiente, em nossas vidas, no qual somos excelentes”.
Pense bem, existe pelo menos um ambiente em sua vida no qual você possui uma excelente memória: talvez na forma de se lembrar de piadas, de locais, capítulos da novela. Talvez na forma de se lembrar de receitas de doces ou salgados. Talvez na forma de se lembrar de problemas – e não os esquecer jamais!
Existe pelo menos um ambiente em nossas vidas onde temos a concentração de um mestre – e não conheço nenhuma definição melhor para a boa concentração do que o estado de atenção de uma criança brincando! Sensibilidade? Talvez na maneira de tocar alguém e transmitir bons sentimentos, talvez na forma de provocar ou ironizar algum fato. Talvez na cozinha, no campo de futebol ou na forma de combinar as roupas. Quem sabe ao apreciar música.
Excelência é um atributo da natureza humana. É só procurar para encontrar. Acredite nisso, mesmo que todas as evidências e comentários, ou mesmo nossa educação, tenham inadvertidamente querido nos adestrar contra essas observações. Ao proferir tais afirmações em público, até hoje, ninguém conseguiu negar essa realidade. Não obstante, a ativação e expansão dessas condições de excelência (em geral restritas a alguns ambientes de nossas vidas) dependem de outras considerações.
Ciclo do Aprendizado Profundo
Peter Senge, um reconhecido autor e consultor americano de aprendizagem nas empresas, define em seu livro “A Quinta Disciplina – Caderno de Campo” um esquema muito interessante, apresentado a seguir (adaptado para nossos fins):
Esse modelo explica as razões pelas quais muitas de nossas aprendizagens, inúmeras vezes, não se disponibilizam em nosso comportamento natural ou em nossa consciência: qualquer mudança efetiva deve estar fundamentada nessas três dimensões, caso contrário, as interações sistêmicas entre elas tendem a reverter o quadro da aprendizagem e estabilizar o sistema em uma condição de equilíbrio já conhecida e estruturada. Por essa razão, também, este programa está subdividido naquelas três abordagens já mencionadas: Intuitiva, Cognitiva e Experiencial.
Resumo
O sistema OLeLaS – FEEA é uma metodologia que serve como um “lubrificante” no aprendizado de idiomas com a finalidade de poupar até 60% do tempo total necessário para desenvolver a competência de falar outras línguas. Os principais fatores diferenciais correspondem à abordagem estratégica da aprendizagem, podendo ser comparada ao “aprender a pescar” em vez de, apenas, comprar “peixes”. O conceito central desta tecnologia é a AUTONOMIA decorrente da ativação de habilidades de aprendizagem inconsciente.
Tarefas
Daquilo que leu até aqui, proponho que relacione a principais idéias com as quais você:
a)
concorda; se possível, justifique;
b)
discorda; idem.
Mantenha por perto essa breve classificação, para colaborar no processo de equacionamento de suas percepções de uma forma integrada com suas experiências anteriores.