Este empreendimento, que se transformou em livro, é a transcrição adaptada de um seminário intensivo instrumental de Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras, realizado a partir da utilização de uma metodologia de aprendizagem denominada Flexibilização de Estados de Excelência em Aprendizagem (FEEA).

A principal finalidade dessa iniciativa é desmistificar e desobstruir o caminho para que as pessoas possam obter, finalmente, competência para falar fluentemente outros idiomas.

Se eu pudesse afirmar, diria que, hoje, em nosso país, talvez entre 80% e 90% das pessoas que se iniciam no aprendizado de idiomas em algum método convencional não conseguem atingir com sucesso os objetivos que, inicialmente, as conduziram a essas escolas. A quantidade de insucessos dos cursos tradicionais de línguas tem levado a maioria dos candidatos a aprender a falar outros idiomas a acreditar que é bloqueada ou que possui alguma dificuldade.

Porém, sabemos que, em outros países, por exemplo, na Europa, dominar um idioma já é parte da cultura, e cada indivíduo sabe, em média, três ou quatro deles. Certamente, também a quantidade de escolas de línguas, nesses países, não se aproxima da nossa densidade populacional de cursos.

O programa Open Learning Language System (OLeLaS) tem por objetivo principal “lubrificar” nossas “ferramentas” mentais para resgatar a competência de aprender naturalmente – afinal, cada um de nós, provavelmente, conhece alguém que aprende um outro idioma com facilidade.

Quando iniciei a divulgação desta tecnologia junto a escolas de idiomas, buscava despertar o interesse dos empresários e coordenadores dessa área de ensino para a importância do aprendizado natural. Propunha-me a fazer um trabalho específico, com os “piores alunos”. Não encontrei interesse. Concluí que aquelas instituições não estavam dispostas a modificar o status dessa realidade – triste.

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Então, por uma questão conceitual e mercadológica, escolhi uma forma de apresentar os conteúdos aqui expressos de forma bastante agressiva: “Aprenda Inglês Através da Hipnose”. Minhas intenções eram diferenciar, definitivamente, meus trabalhos, pesquisas e descobertas do que havia disponível no mercado até então.

Evidentemente, essa “embalagem” do produto atraía uma pequena parcela da população insatisfeita com os resultados obtidos nos métodos convencionais: aqueles que, tendo acesso às informações divulgadas, integravam o grupo dos 5% de pessoas disponíveis, receptivas, curiosas ou já beneficiadas pelas práticas relacionadas à utilização da Hipnose.

A julgar pelas experiências de vida presentes em minha educação, afirmo que a hipnose é uma prática bem mais sofisticada do que aquela divulgada pela imprensa. De início, graças à minha formação básica acadêmica exata, tive muitos preconceitos. Iniciei-me nessas práticas sem saber que integravam o corpo de práticas de hipnose, como atleta. Tinha como principais objetivos melhorar o meu desempenho esportivo. Por essas razões, concluí que essa ciência, a Hipnose, é muito mais do que consideram, individualmente apenas, os modelos médico, terapêutico, de demonstrações de palco, esportivo, místico ou religioso. Hipnose é apenas uma das possíveis formas de se cultivar os diferentes estados de consciência nos quais existimos, o transe – parte das mais universais experiências humanas. Por intermédio dessas considerações, fica evidente a grande dificuldade de definir o que é Hipnose – ciência e prática com a qual convivo já há vinte anos.

A própria escolha do título deste livro foi povoada de dúvidas. Principalmente considerando os mais diversos resultados obtidos e descritos pelos clientes participantes deste programa.

Atualmente, entretanto, evito uma menção muito explícita a esta palavra tão controvertida que é a Hipnose, para poder proporcionar os seus resultados a uma quantidade maior de pessoas. Não obstante, ficaria muito feliz se este empreendimento pudesse também ser reconhecido como um manual de Hipnose Aplicada à Educação. Enfim, estaria concretizando um dos meus sonhos: desmistificar essa ciência que conquistou uma fama tão ruim, em minha opinião, graças às demonstrações de palco – em geral, apresentações de poderes e influências que não acrescentam nenhum resultado positivo ao sujeito, exceto o temor de ser manipulado ou de ser ridicularizado.

Assim, o presente desafio ainda me encoraja a permanecer nesse caminho, especialmente pelo índice de aproveitamento do programa. O seminário Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras – OLeLaS mantém até hoje, início de 1.999, um grau de satisfação dos participantes que permanece entre 90% e 95% – atestados, em geral, pelos depoimentos de acompanhamento dos resultados obtidos por esses clientes, uma ou duas semanas depois de concluído o seminário. Desde a primeira turma experimental, foram realizadas aproximadamente quarenta turmas com quase quinhentos alunos no total. Naturalmente, algumas adaptações foram feitas, incluindo-se contribuições de muitos de meus clientes numa dimensão cognitiva e experimental e, com certeza, de todos os participantes numa dimensão inconsciente – desde os mais atuantes até os menos participativos aparentemente, incluindo os que desafiaram e transgrediram os limites do meu conhecimento e experiência profissional. Sou grato a todos. Aqui estão os resultados de todas essas relações e interações.

Enquanto educador de profissão, não de formação, tenho convivido já, há quase vinte anos, com muitas experiências que me conduziram a formular algumas conclusões. Vivências, livros e incontáveis horas de cursos, seminários e conversas me levaram, através da observação, intuição, experimentação, raciocínio e quem sabe o que mais, a formular muitas idéias e pensamentos já existentes, talvez, há muito tempo nas mentes e corações de outros cientistas. Quem sabe essas contribuições sejam tão antigas quanto o anseio humano de se comunicar. Não obstante, lembrando os comentários de um colega, também acredito ser um cientista – há muitos anos pesquiso ciência, consciência, pratico paciência, obediência, “etciência”.

Não sou representante do pensamento acadêmico. Também não tenho participado da construção de nenhum modelo científico ou conhecimento formal academicamente constituído. Sou um explorador. Dessa forma, muitos dados precisos podem ter-me escapado e as citações de fontes científicas, com certeza, deixam muito a desejar – alguns dados esperaram em minha memória por talvez quinze ou vinte anos para serem registrados. Se tivesse me ocupado com o rigor e a precisão, possivelmente a publicação desta obra estaria consideravelmente atrasada no tempo. Além disso, lembro uma resposta de Niels Bohr que, ao ser argüido sobre o conceito complementar ao de clareza, respondera, depois de alguns instantes de meditação, que “era a precisão: para conseguir-se clareza, importa ser simples, logo, a precisão se perde; para ser preciso, a complexidade e o rigor são o caminho; invariavelmente, a clareza é sacrificada”. Neste caso, escolhi a clareza.

Certamente, se este programa oferecer os mesmos resultados práticos aos leitores, da mesma forma que o seminário vivencial tem proporcionado aos seus participantes, então pesquisadores e cientistas se encarregarão de fazer os ajustes que a ciência formal e o meio universitário exigem. Perdoem-me, portanto, as eventuais falhas ou imprecisão nos dados.