Apresentação
Conforme toda a filosofia apresentada nos livros desta coleção, as idéias e sugestões contidas neste volume possuem muita simplicidade e custam muito pouco dinheiro.
Creio que possam ajudar muitas pessoas, mas não todas. Assim é a diversidade, condição básica da nossa existência.
Infelizmente, soluções simples e baratas somente são buscadas pela maioria quando muitas outras respostas já foram experimentadas, falharam e muito dinheiro já foi gasto.
Se, conforme a mitologia grega, houvesse algo de muito precioso, uma verdadeira jóia, a ser escondida definitivamente do ser humano, certamente o melhor lugar para guardá-la seria dentro do próprio homem.
Raramente, em nossa cultura, somos educados a buscar nossas soluções em nosso interior.
Essa proposta e convite de comparar nossos desafios com nossos caminhos para a busca interior pode parecer bastante piegas e infantil para algumas pessoas.
Entretanto, se não existissem inúmeros exemplos de sucesso nesse percurso, eu mesmo não teria coragem de propor tais reflexões abertamente. Minha formação básica é exata e meu principal compromisso não é com teorias, mas sim com resultados mensuráveis e palpáveis.
Por isso, as histórias e casos que descreverei neste livro ilustram uma nova compreensão da insatisfação de não possuirmos aquele peso e forma física que consideramos ideais para nós.
Se algo em sua percepção mudar, se alguma de suas crenças amolecer ou se seus sentimentos para consigo se transformarem, então considero minha missão cumprida, mesmo que seu peso porventura permaneça ainda o mesmo.
Além disso, imagino que alguns dos leitores deste pequeno livro não estejam buscando exatamente os resultados propostos no título, isto é, quem sabe sejam daquelas pessoas que, entusiasmadas com a leitura de outros livros da coleção, queiram conhecer toda a série.
Nesse caso, ainda assim acredito que colherão bons frutos. Pois mais uma vez a atmosfera de aprendizagem mantém o clima do aprendizado inconsciente. Neste caso específico, sugiro que, acima de tudo, divirta-se.
Gordo por Acaso?
Tenho um amigo que, um dia, foi meu cliente. Quando o conheci, viera em busca de um de meus seminários. Ficou tão satisfeito que logo se inscreveu em outro.
Apesar de alto e de constituição física bastante forte, dissera que já emagrecera mais de sessenta quilos. Logo que participou dos cursos, entretanto, contou-me que passara a controlar o seu peso com muita facilidade e naturalidade.
O tempo passou e nos tornamos amigos. Numa outra época, novamente o aumento de peso passou a incomodá-lo significativamente. Entre outros, procurou um médico homeopata, pensou em lipoaspiração, fez regimes, controle de peso e alimentação... Até que me pediu ajuda uma vez mais.
Perguntei-lhe o que aquilo que considerava ser seu problema causava de mal em sua vida e ele respondeu que estava atrás de uma solução definitiva, pois aquilo era a única coisa que o mantinha insatisfeito naquela época, embora não considerasse algo que o atrapalhasse.
Sua vida financeira estava ótima. Também estavam muito boas as suas vidas afetiva, profissional, pessoal e social. Tudo estava perfeito. Exceto sua obesidade, que ainda o incomodava e o mantinha inquieto, buscando uma solução.
Então perguntei-lhe se conseguia imaginar as causas de seu problema. Disse que não, embora tenha mencionado ansiedade e um impulso de acumular, poupar (segundo sua interpretação).
Perguntei-lhe então o que fazia com o seu problema, isto é, o que esse desafio fazia consigo em última instância.
Contou-me que estivera buscando a solução em várias indicações e possibilidades. Então lhe disse: “Nesse caso, seu problema é a sua grande solução!”. Ele respondeu imediatamente: “Solução para quê?!”.
Uma solução inconsciente para que continuasse buscando alternativas, mantivesse seu interesse por continuar melhorando sua vida permanentemente. Uma resposta interior para capturar sua atenção em relação ao cuidado com seu próprio corpo.
Muitos dos sentidos e interpretações que podemos dar ou retirar dos sinais e desafios que a vida nos oferece somente possuem significado na medida que compreendemos seus efeitos... E não as suas causas!
No caso desse amigo, quando perguntara sobre as causas, conforme comentei antes, respondera que era sua ansiedade. Essa fora a resposta que aprendera.
Ocasionalmente, interpretara sua obesidade como um impulso a acumular. Como se fossem reservas de energia e vitalidade, talvez prosperidade. Associara tais conclusões, numa lógica simples, a fases de sua vida não tão prósperas.
Propus a ele, então, a leitura de parte do texto apresentado neste volume. Passou então a reclamar da falta de disciplina e que não se lembrava de colocar em prática algumas sugestões propostas.
Isso me fez lembrar duas ocasiões bastante curiosas que vivi.
Parando de Fumar
Tenho uma grande amiga que por muitos anos se queixava que queria parar de fumar, porém não conseguia. Eu detesto cigarros, mas até providenciava a compra quando ela precisava, pois acreditava que era realmente difícil mudar esse hábito por causa da dependência química.
Trato-me com homeopatia desde os oito anos de idade, uma época na qual essa medicina era uma prática completamente alternativa. Livrei-me de uma cirurgia de amígdalas graças a esse tratamento.
Embora a homeopatia tenha se tornado uma corrente bastante moderna e aceita nos dias de hoje, atualmente me utilizo de uma linhagem homeopática ainda alternativa dentro dessa própria ciência: o uso de dosagens milesimais – extremamente potente em seus resultados para mim.
Naquela ocasião, levei essa minha amiga ao meu médico homeopata. Ele lhe receitou um medicamento e ela começou a tomá-lo.
Por uma ou duas semanas começou a perceber que ficava enjoada cada vez que começava a fumar. Que o cigarro a estava incomodando. Nessa oportunidade, então, parou de tomar o medicamento!
Na primeira vez que tivera realmente possibilidade de se livrar da dependência química, que era sua desculpa para manter o hábito, não quis concretizá-la.
Talvez você considere frustrada minha intenção. Pelo menos ela parou de dizer aos quatro ventos que queria parar de fumar e assumiu que gostava desse hábito. A grande fantasia se dissolveu.
Lidando com o Poder
Em outra ocasião, tive uma namorada que se preocupava exageradamente com a possibilidade da proliferação do mosquito responsável pela transmissão da dengue.
De acordo com as orientações dos órgãos sanitários pela televisão, acreditava que a própria água da privada poderia ser a residência das larvas desse inseto.
Começou a me pedir para não deixar a tampa do vaso sanitário aberta, e fechá-lo sempre que o usasse. Por descuido ou por desatenção, esquecia-me muitas vezes de suas solicitações. Isso deu muita confusão e desentendimento algumas vezes...
Enfim, aprendi a fechar a tampa da privada. A tal ponto que mantenho esse hábito há quase vinte anos!
Porém, no exato momento que adquiri esse hábito, curiosamente ela passou a deixar a tampa aberta!
Os mecanismos de comportamento que desenvolvemos inconscientemente para gerenciar as tensões da vida cotidiana, muitas vezes, somente podem ser interpretados à luz de seus ganhos ou resultados. Por isso, os hábitos em si mesmos não são os problemas. O que conta, consciente ou inconcientemente, podem ser as...
Intenções
Quando aprendi minhas primeiras habilidades culinárias (não me considero cozinheiro, porém, não “passo fome” na cozinha), uma das aprendizagens mais curiosas foi o “fazer o arroz”.
No princípio, sempre seguia a mesma receita: lavava os grãos, deixava-os de molho na água, preparava um refogado com óleo, cebola, alho, fritava o arroz nesse refogado, fervia a água e acrescentava, sempre proporcionalmente, o sal, salsinha, às vezes caldo de carne, tomate ou cebolinha etc. E os resultados eram sempre bastante diferentes!
Certo dia concluí que, finalmente, aprendera a fazer o arroz. Hoje, sempre que cozinho o arroz, faço de uma forma diferente. Inverto a ordem dos ingredientes, não coloco outros e, quando estou com pressa, jogo tudo junto na panela... E ele sai sempre igual. Qual é a diferença?
Naturalmente, o tempo que cada pessoa diferente leva para amadurecer uma determinada habilidade ou vontade pode ser a verdadeira diferença entre a efetividade dos resultados de qualquer tecnologia.
Creio que seja essa a razão pela qual todos os métodos ou técnicas funcionem para pelo menos uma pessoa. Não pelo formalismo dos procedimentos, mas sim pelo momento de maturação de nossa tolerância ou intenção no qual ela foi colocada em prática.
Gorda ou Magra?
Tenho uma amiga de quem gosto muito. Conheci-a em uma conferência na qual ambos éramos palestrantes. E sua apresentação foi um verdadeiro sucesso. Aplaudida de pé por todos os presentes.
Nunca tinha visto um palestrante utilizar o silêncio com tamanha habilidade em uma palestra! Aprendi muito com ela.
Quando a conheci, já era insatisfeita com seu próprio peso. Era casada com um construtor bastante obeso, e tinha uma vida razoavelmente próspera.
Ficamos algum tempo sem nos ver, falávamos pelo telefone.
Na última ocasião que a encontrei, estava bastante magra... E não fizera nenhum regime ou mudança de dieta, pelo que sei. A única coisa que aconteceu fora que seu marido tinha feito uma viagem de longa duração e deixara tudo por sua conta durante alguns meses.
Qual é a diferença que faz a diferença?
... Emagrecer sem Dieta
Uma amiga, certa vez, participando de um seminário meu que durava seis noites, de segunda a quarta-feira, durante duas semanas, contou-me o seguinte acontecimento: há três meses, vinha fazendo noventa minutos diários de exercícios com o objetivo de emagrecer e entrar em forma para o verão próximo.
Após esses três meses de atividades físicas regulares, desanimara ao descobrir que seu peso tinha se rebaixado apenas em meio quilo e que, duas semanas antes, num sábado, tinha recuperado o peso anterior num jantar de final de ano.
No final de semana durante o curso, entretanto, faltara ao compromisso de jogar tênis comigo, pois um antigo namorado chileno havia chegado ao Brasil com um amigo. Ela, os convidados, a filha e a mãe viajaram para o litoral a fim de aproveitar o feriado prolongado.
Durante quatro dias, estivera à beira da praia comendo salgadinhos, camarão, petiscos etc.; bebendo caipirinha, chope, cerveja, refrigerantes etc.; tomando sol, vento, mar etc.; conversando, descansando etc.; e constatara, finalmente, ao retornar para São Paulo, que seu peso tinha se reduzido em dois quilos. Afinal de contas, “qual foi a diferença que fez a diferença”?
Uma Oriental Caminhando na
Avenida Paulista
Certa vez, caminhava pela Avenida Paulista, em São Paulo, em direção a um banco (não era um dia de descanso, tampouco um dia de extrema agitação), num ritmo regido pela idéia de que “tempo é dinheiro”.
Aproveito essas caminhadas para refletir sobre várias coisas do dia-a-dia e do trabalho. Num dado momento, percebi que se aproximava alguém pelas minhas costas; mantive-me atento. Conforme ia caminhando, num certo estreitamento da área de circulação de pedestres na calçada, percebi que tal pessoa começava a emparelhar comigo na caminhada.
Olhei para o lado e, ligeiramente atrás, observei que era uma moça, oriental, possivelmente coreana, e que tinha aproximadamente um metro e cinqüenta centímetros de altura. Surpreendi-me com seu jeito de caminhar.
Tinha um ritmo bastante característico e um certo oscilar de altura, como se dançasse, subindo e descendo a cada passo. Sem alterar o meu próprio ritmo nem o tamanho dos meus passos, apesar de possuir um metro e oitenta e cinco centímetros, ela progressivamente me ultrapassou e começou a se distanciar.
Ao observá-la pelas costas, ainda notei que tinha um biotipo comum aos orientais, com o tronco maior que as pernas e a coluna particularmente reta. Fui atleta, treinador de atletas e pratico Tai Chi Chuan há muitos anos – o movimento corporal e a harmonia dos gestos são as primeiras referências que capturo ao observar uma pessoa.
Também fica evidente aos olhos treinados quando uma pessoa está fazendo mais esforço do que o necessário durante um gesto ou movimento.
Garanto, aquela moça caminhava com grande rendimento, naturalidade, coordenação e ritmo. Pensei: se eu tivesse aquela forma de caminhar, considerando que minhas pernas eram quase trinta por cento maiores que as dela, provavelmente caminharia duas vezes mais rápido com o mesmo esforço que eu estava utilizando!
Creio que não era apenas uma questão de aptidão ou predisposição genética. Acredito que poderia aprender e treinar aquela forma de caminhar. Possivelmente, entretanto, isso representaria uma mudança mais significativa em termos de hábitos musculares, coordenação e postura geral do meu corpo. Uma mudança dessas deveria então ser dividida em várias dimensões e estágios.
Identidades
Em qualquer dos exemplos anteriores, uma das questões mais importantes que podemos considerar pode ser ponderada ao respondermos a seguintes pergunta: “Quem sou eu?”.
Talvez você prefira responder a outra pergunta: “Como eu sei quem sou, pela manhã, quando acordo?”. Você precisa olhar na cédula de identidade ou no espelho para se lembrar de quem é? Não.
Nós possuímos uma memória de quem somos nós. Dessa forma, nos reconhecemos em nossas formas de pensar, sentir, agir, olhar, comer, acordar, ir ao banheiro etc. É exatamente essa memória de quem somos que, na dimensão de nossos hábitos musculares e fisiológicos, mantém nossa aparência física.
Grande parte de nossas formas de ser e de nos movimentar são aprendidas inconscientemente em nossos comportamentos familiares. Você já percebeu que os filhos andam, falam, comem de formas semelhantes aos próprios pais? Que também possuem doenças e sintomas semelhantes, de vez em quando? É quase tudo aprendido!
Talvez você discorde, afirmando que seja genético, colocando um ponto final em suas conclusões de que estou falando bobagens. Então como explicar o fato de que filhos adotivos muitas vezes se pareçam com os pais adotivos e que casais bem-sucedidos em suas vidas conjugais, após vários anos, possuam expressões faciais e comportamentais semelhantes?
Grande parte do que somos aprendemos inconscientemente de nossos pais ou mestres: movimentos, gestos, tensões e hábitos musculares, expressões faciais e a própria forma de respirar, postura, forma e tempo de se alimentar, o que comer, o que e quando beber, fumar etc.
Assim, um processo de transformação que mude nossa forma física é algo muito mais amplo do que simplesmente aumentar ou diminuir o nosso próprio peso.
Excelência
Costumo afirmar que a excelência é uma só, não importa em que setor de nossa vida ela esteja presente. Do ponto de vista da elevação humana, “todos os caminhos levam a Roma!”. Quer você seja excelente como político, cozinheiro, policial, artista, engenheiro, dentista etc., em qualquer um desses casos, desenvolveu as mesmas qualidades da excelência.
Algumas delas são: criatividade, paciência, inteligência, flexibilidade, determinação, perseverança, concentração, motivação, sensibilidade, discernimento, planejamento, boa memória etc.
Levando-se isso em conta, conquistar o seu peso ideal pode ser uma jornada bastante interessante. Os motivos que podem comovê-lo(a), entretanto, estarão estruturados em dimensões particulares para cada pessoa diferente.
Há quem busque engordar ou emagrecer por razões estéticas. Outros por questão de aceitação. Talvez por desafio. Ou ainda curiosidade, saúde e bem estar, brincadeira (só para saber se é capaz) etc.
Mas certamente haverá aqueles que empreenderão essa jornada por uma questão transcendente: para forjar as qualidades da excelência... Mesmo que, conscientemente, não se dêem conta disso.
Voltando um pouco ao nosso assunto sobre identidades... Algumas perguntas serão úteis para compreendermos melhor o que significa isso. Para cada pergunta a seguir, pare durante alguns instantes e responda uma por vez, por escrito, ou na sua imaginação, criando uma fantasia para a resposta:
1.
Quem sou eu? Responda da forma mais completa que conseguir.
2.
Se não morasse onde moro... onde eu moraria?
3.
Se não trabalhasse onde trabalho... onde eu trabalharia?
4.
Se não fizesse o que faço profissionalmente... o que eu faria?
5.
Se não vivesse na cidade em que vivo... onde eu viveria?
6.
Se não convivesse com as pessoas com as quais convivo... com quem conviveria?
7.
Se não tivesse estudado o que estudei... o que teria estudado?
8.
Se não tivesse os pais e irmãos que tenho... quem eu seria? Quem eu teria?
9.
Se não comesse exatamente o que como... o que eu comeria?
10.
Se não tivesse a história de vida que tive... qual seria a minha história?
(19).
Se não pensasse o que penso... o que eu pensaria?
12.
Se não sentisse o que sinto... o que eu sentiria?
Você ainda pode generalizar essas perguntas para cada atributo que escolheu para responder a primeira pergunta. Isso o ajudará a flexibilizar sua noção de identidade e criar uma fresta para que algo novo aconteça.
Caso você tenha decidido que realmente quer fazer uma mudança definitiva em sua aparência ou forma física, é importante saber que tanto mais natural e sem esforço será essa transformação, quanto maior for a quantidade de respostas que você estiver disposto a tornar realidade e implementar em sua vida.
Entrando em Forma sem Dieta
Este texto sobre forma física seria mais um entre tantos outros se não tivesse sido escrito por um educador. Pelo menos quero crer que não há a mínima intenção de lição de moral nestas linhas, mesmo porque, enquanto hipnólogo, muito me interessam os resultados obtidos sem esforço que proporcionem maior prazer e bem estar.
Eu sou um arquiteto do aprendizado (se é que essa profissão existe!), e o que relatarei aqui são alguns resultados de percepções e observações de um estudioso do fenômeno de aprender.
Eu mesmo não vivi a experiência de ser obeso ou de querer ou me esforçar para perder peso. Porém, aprendi muitas coisas que acredito serem úteis para aquelas pessoas que estão insatisfeitas com o próprio peso (acima ou abaixo).
Com os meus olhos de pesquisador, o ato de entrar em forma pode ser abordado a partir de dois pontos de vista complementares:
1)
Direto: se alguém, em qualquer momento, conseguiu atingir o objetivo de entrar em forma alterando o próprio peso e forma física, então, pergunto, como fez isso? Evidentemente, muitas pessoas conseguiram por caminhos os mais diversos;
2)
Transcendente: independentemente de ter o resultado alcançado, o que será que pode-se aprender de útil nesse caminho a respeito de mudanças, transformações, planejamento, concretização de sonhos etc.?
Com olhos de educador, qualquer empreendimento humano acaba por exercitar nossa vontade, nossa paciência e várias outras habilidades empreendedoras.
Ao conceber esses pensamentos, duas questões me ocorreram:
1)
Como estruturar essas informações de modo a serem de utilidade para os leitores sem que fosse oferecida uma longa lista de procedimentos;
2)
Como construir, através da linguagem escrita, a motivação necessária para serem estabelecidas novas metas e tomadas algumas decisões.
Assim, daqui para frente, você poderá ler estas linhas de, pelo menos, duas formas diferentes: como leitor normal ou como observador de suas reações, sensações e sentimentos ao acompanhar o texto.
Tenho um amigo que era um fumante inveterado e que abandonou o hábito de fumar quando percebeu que estava dependente desse ato. Num feriado em que acabaram todos os cigarros, o seu desespero foi o sinal de alerta: sentiu-se visceralmente desafiado a superar o impulso.
Isso foi suficiente para que decidisse nunca mais passar por situação semelhante. Essa história apenas indica um fenômeno bastante freqüente na existência humana, que é representado por aquilo que chamo de motivação profunda, convicção e tomada de decisão: “Chega!”. De fato, provavelmente alguns anos tenham se passado e muitos conflitos tenham sido vivenciados antes desse desfecho.
Entretanto, o que me interessa é como ele mobilizou essa potência e certeza interiores nesse momento oportuno. Cada um de nós teria pelo menos um episódio para contar, da própria experiência de entrar em contato com essa dimensão de nosso poder.
Para as minhas pesquisas sobre hipnose e aprendizagens inconscientes, esse tipo de evento possui uma estrutura bastante importante, que poderia ser apresentada na seguinte questão: “Qual é a diferença entre aqueles objetivos que nós planejamos e realizamos e aqueles outros objetivos que nós planejamos, muitas vezes até nos esforçamos, e nunca atingimos?”.
Se eu tivesse coragem, eu responderia que o sucesso de um empreendimento (no sentido amplo) depende da “conspiração” de nossa mente interior. Mas, de fato, não tenho essa coragem.
Abordando, agora, o aspecto prático dessas questões, provavelmente acabaremos por considerar várias crenças, mitos e sabedoria popular. Tenho alguns amigos que me surpreendem com o pouco que comem e, no entanto, são obesos.
Separemos então aquilo que poderíamos chamar de obesidade daquilo chamado retenção de líquidos. Independentemente de acreditarmos inicialmente em causas genéticas, talvez seja útil considerarmos a hipótese de, ao longo da vida, de alguma forma, sermos capazes de alterar o destino genético.
Então esta conversa passará a ter o tom de uma fantasia, talvez. Porém muito útil do ponto de vista prático. E, acreditem em mim, algumas pessoas que não acreditaram nas sentenças da medicina, ao longo de toda a história, ainda assim, foram capazes de construir resultados bastante interessantes para elas mesmas que contrariaram tais crenças e modelos científicos.
Daqui em diante, mantenha os olhos e os ouvidos bem abertos para evidências que você traga em sua memória ou experiências que corroborem algumas percepções que irei apresentar.
A primeira delas é bastante simples, porém, impossível de ignorar: quando você está ingerindo algum alimento ou bebida, já deve ter notado que, num determinado momento, há uma mudança no paladar e, por mais agradáveis e saborosos que fossem no início, subitamente o gosto muda.
Leve isso em conta na próxima vez como um sinal de que a quantidade ingerida chegou ao seu limite. São pequenas percepções como essa, na própria linguagem dos sentidos e sensações, que temos à nossa disposição para tomarmos decisões a respeito da forma de nos alimentarmos.
Com uma pitada de irreverência, um de meus grandes mestres atesta convictamente que a Natureza é muito sábia. Afirma que o nariz humano está localizado acima da boca para poder cheirar (farejar) o alimento que entrará no corpo, ou seja, que será ingerido.
Caso contrário, o nariz teria seu lugar na base da coluna vertebral, para cheirar os alimentos que saem do corpo.
Irônico, não? De fato, se observarmos com detalhe, lembraremos que o homem é o único animal que não cheira o que come (apesar de estar preparado para isso). Consideram falta de educação: já fui ameaçado de ser privado de uma refeição, por uma cozinheira, se continuasse a cheirar a sua comida!
Na prática, ao sentirmos o aroma do alimento, informamos ao nosso sistema nervoso autônomo que tipo de suco gástrico deverá ser produzido para digerir aquele alimento. Além disso, recebemos imediatamente na forma de sensações se devemos ou não comer aquele alimento naquele momento.
Eu, por exemplo, adoro doces (tenho até o apelido de “Formigão”), porém, existem ocasiões nas quais não suporto ingerir doces.
Como instrutor de Tai Chi Chuan, pude observar que a aparência física, tônus muscular, coordenação motora, propriocepção (percepção do próprio corpo, sensações, consciência corporal, percepções de movimentos e posições, distâncias e tamanhos) e sensibilidade estão intimamente relacionados àquilo que podemos chamar de auto-imagem.
Essa auto-imagem é construída inconscientemente a partir de nossas experiências, aprendizagens e percepções do ambiente e está completamente associada a quem nós pensamos e acreditamos ser: nossa própria identidade.
Esse assunto é bastante técnico e poderá ser aprofundado lendo-se a primeira parte do livro “Consciência pelo Movimento”, de Moshe Feldenkrais, Summus Editorial.
Já aqui, nesta dimensão, muitas aprendizagens podem ser desencadeadas e muitos maus hábitos podem ser enfraquecidos, durante o processo de desenvolvimento de novos e diferentes padrões motores e de movimentação corporal, como no caso de uma prática esportiva ou até mesmo de mastigar.
Faça uma experiência de educação da percepção: um dia em que lhe sobre tempo para tomar banho, confortavelmente, lave algo em seu corpo que você nunca lavou antes, e deixe de lavar algo que você sempre lavou.
Também enxugue algo que você nunca enxugou e deixe de enxugar algo que você sempre enxugou. Apenas a título de curiosidade.
A mastigação, principalmente para aqueles animais que se alimentam de vegetais e cereais ou derivados, ainda apoiando-nos na sabedoria instintiva do próprio reino animal, nos oferecerá três dimensões de descoberta: fragmentar adequadamente os alimentos, estimular a necessária salivação e, certamente, ainda muito mais importante, nos dar a oportunidade de sentir o gosto dos alimentos. Sim! Sentir o gosto!
Dar tempo para cada porção de alimento chegar tranqüilamente ao esôfago e sentir prazer e saborear cada bocado. Quanto à salivação, vale lembrar que algumas substâncias, tais como amidos e alguns carboidratos, têm o início de sua digestão promovidos pela saliva.
Novamente, através do paladar, estaremos confirmando e complementando a informação enviada ao nosso sistema orgânico sobre qual é a melhor composição química do suco gástrico a ser sintetizado para aquela refeição ou ingestão.
Essas simples práticas servem rapidamente para eliminar muitos tipos de problemas gástricos: flatulência (os famosos gases), alguns tipos de gastrite e, algumas vezes, até mal funcionamento dos intestinos.
Evidentemente, todas essas propostas não integram um plano de mudança radical de comportamento. Principalmente porque as grandes e rápidas transformações agridem o equilíbrio interior por ultrapassar a nossa flexibilidade às mudanças.
Um plano de mudanças gradual se apresenta como uma alternativa bastante sábia. Como experimentação, na próxima refeição, reserve uma garfada, e apenas uma, para sentir plena e intensamente o sabor do alimento e para mastigá-lo e, até mesmo antes de engoli-lo, ter tempo para sorver o suco natural resultante da mastigação e da salivação.
Gandhi dizia que devíamos mastigar os líquidos e beber os sólidos, referindo-se à salivação dos líquidos e à extrema fragmentação dos sólidos através da mastigação. Ocasionalmente, você até poderá se surpreender com quão automática tem sido realizada essa prática tão nobre e nutritiva.
Observe também alguns outros automatismos: em que lado da boca você tem o hábito de mastigar mais freqüentemente, que tipo de alimentos você ingere e em que ordem etc.
Então, todo esse processo de reeducação alimentar se tornará uma grande brincadeira, repleta de descobertas e surpresas – ou você acredita que existe um estado de espírito melhor que a curiosidade para aprender.
Um dia, conversando com um amigo, soube que ele considerava ter um problema sério de obesidade que o incomodava sempre que se “descuidava de si mesmo”. Devia manter uma preocupação constante com sua forma física, caso contrário, engordava.
Quando lhe contei que sua obesidade ocasional mais parecia ser um mecanismo inconsciente de controle de estresse, percebi por sua expressão não-verbal que havia ressonância inconsciente.
Ou seja, todas as vezes que começava a engordar, era por extrema atividade profissional e conseqüente descuido de seus hábitos e rituais de descanso e de auto-estima. Imediatamente, soava um “alarme” na consciência (na forma de aumento de peso).
Quando seu peso e aparência atingiam um limite estabelecido como máximo (“tantos quilos”, “tanta barriga”), nesse momento, incomodado, automaticamente passava a se responsabilizar por mudar. Começava a se cuidar e, novamente, emagrecer. Aliás, como bom empresário, passava a vida engordando e emagrecendo, num ciclo quase infinito.
Essa história ilustra o complexo jogo de forças dessas dimensões de nossa mente interior que nos conduz por nossas decisões e caminhos de como nos comportar. Muitos, talvez, vistam a carapuça.
A solução? Negociações, negociações e negociações em muitas conversas de travesseiro consigo mesmos, desde que vocês passem a respeitar as motivações mais profundas do seu interior e aprendam a preservar os sentidos e significados mais profundos instalados por vocês mesmos ou por suas jornadas de adequação social.
Como atleta, me atrevo a conjecturar que considerar o mito do acúmulo e queima de calorias como a causa da obesidade ou boa forma é um raciocínio que possui uma lógica muito comum, e me parece uma conclusão muito simplista para explicar todo o complexo sistema de interação de enzimas, proteínas e outras substâncias orgânicas.
Digo isso porque informações que chegam a público parecem reforçar a crença de que as causas simples da obesidade são um tipo de descompensação no balanceamento entre ingestão de alimentos e consumo de calorias.
Tenho uma amiga que só come um pouco de salada em cada refeição e não está nada satisfeita com o seu peso. Mais ainda.
Tanto Freud quanto Jung, no início de suas carreiras, começaram pelo estudo da hipnose e nos deixaram de herança potentes conceituações a respeito da psique humana. Observo que talvez as mais significativas sejam as idéias de inconsciente e inconsciente coletivo.
Isso significa simplificadamente que nossa vida, nossos desejos, nossas motivações não são apenas condicionadas pelo que pensamos ou aprendemos conscientemente... Há outros fatores que podemos desconhecer e que concorrem na formulação de nossas ações e conclusões.
Para este artigo, porém, quero abordar o que eu chamaria de consciente coletivo. Muito evidente para pessoas que viajam para outros países e têm oportunidade de observar as diferenças culturais, étnicas e de comportamento próprias de outros povos.
Não tenho intenção de chocar os leitores, mas a questão estética, devemos lembrar, possui padrões definidos no tempo, no espaço e na cultura: o que se convencionou aceitar como beleza ocidental na Idade Média é bastante próximo dos padrões de beleza atuais no Oriente Médio – as mulheres mais “cheinhas” fazem muito mais sucesso.
Como curiosidade, também ao abrir o Kama Sutra (texto sagrado da cultura sexual extremo oriental), descobriremos que o abdômen proeminente (a vulgar barriga) parece possuir um significado enobrecedor.
Quando ensinava Tai Chi Chuan regularmente, costumava dizer que o abdômen “reto” muitas vezes está associado a intestino preso, em geral, e a cólicas menstruais, nas mulheres (a forma mais natural do abdômen, quando a musculatura está relaxada, é curva, porém, quando contraída, está diretamente associada à tensão anal e da musculatura abdominal – por isso a prisão de ventre).
Vale lembrar, ainda, que o sentimento de culpa que acompanha algumas pessoas na hora do deleite gastronômico, com relação ao aumento de peso ou à forma física, pode ser amolecido ou reenquadrado a partir dessas ponderações.
Todas essas dicas e sugestões, poderíamos dizer que integram um sistema de emagrecimento. Não posso deixar de incluir também o ganho de peso. Comumente, chamamos a isso “regime” e, como outro qualquer, também tem suas limitações.
Entretanto, diferente de qualquer outro, esse é muito mais agradável e respeitoso com nossos impulsos mais espontâneos – regra essencial para conquistarmos a cooperação de nossas dimensões inconscientes na busca e obtenção de resultados mais dignos de bem-estar.
Não obstante, se avaliarmos os ganhos secundários (princípio da alavancagem na aprendizagem inconsciente), a transcendência dos resultados, o aumento de consciência (auto-conhecimento), auto-respeito e auto-estima, possivelmente, a longo prazo, atinjamos resultados inimagináveis inicialmente e que nos surpreendam positivamente, ou mesmo que superem em muito as pequenas expectativas iniciais.
Afinal de contas, estamos entrando na era de encantar o cliente. Época na qual a lei do levar vantagem parece estar sendo dissolvida na consciência coletiva do brasileiro e, finalmente, cada um de nós, enquanto profissional ou pessoa, esforça-se para superar os desejos e anseios dos clientes e para surpreendê-los com a qualidade dos resultados.
Essa atitude básica é valiosíssima, acima de tudo se começarmos a usá-la com nós mesmos ao considerar cada parte de nós como clientes internos. Vá adiante e divirta-se.
Algumas Conclusões
A importância das idéias e percepções tratadas nos livros da coleção “Histórias que Libertam” está muito relacionada ao Aprendizado Profundo ou Integral: um método que proporciona a estimulação e ativação de ambos os hemisférios cerebrais e a colocação das “sementes” de aprendizado, sensibilidade e mudança em solos férteis para seu “germinar”.
Não se afastando desses objetivos, um certo temperamento de contador de histórias do autor – conhecido entre alguns de seus amigos como amante da confusão – pode ajudar nesse processo e tornar mais divertida a transformação.
Não desanime, foram vários anos aprendendo e percorrendo esses caminhos. Ao abraçar o desafio de elaborar essa coleção, em algumas ocasiões se confunde o estilo do escritor com o trabalho técnico de estimular a expressividade de dimensões mais criativas e curiosas da mente inconsciente.
Eventualmente, você pode chegar à conclusão de que este livro parece um tanto incompleto. Que várias histórias se iniciam e não terminam. Se essa impressão for muito forte, receito uma segunda leitura completa.
E bastante atenção para perceber se suas conclusões e a sua compreensão permanecem as mesmas ou se algo mudou. Entretanto, se ainda permanecer essa percepção, saiba que me sentirei completamente satisfeito, pois estará na hora de você fazer a sua parte: consciente e inconscientemente.
Afinal de contas, aprender é trilharmos por nós mesmos os caminhos que escolhemos consciente ou inconscientemente. Tirar nossas conclusões a partir de nossas experiências. Essa coleção não traz soluções ou receitas de bolo. Ela apenas estimula sua criatividade para que encontre as suas próprias soluções.
Enquanto “aprendedor”, tenho sido um cientista do aprendizado mesmo antes de tomar conhecimento dessa trilha que se mostrou em minha vida pessoal e profissional.
Essas habilidades vêm sendo esculpidas nas mais diversas áreas do conhecimento: formação acadêmica, prática e ensino do tênis, prática e ensino do Tai Chi Chuan, hipnose, educação, empreendedorismo, comportamento, música, comércio, relacionamento etc.
Por essas razões, essencialmente pragmáticas, tenho uma grande preocupação em não oferecer conhecimento sem sua dimensão vivencial e seu significado profundo.
Definindo Melhor os Objetivos
As considerações a seguir são importantes para que você se organize interiormente e armazene essas aprendizagens em locais úteis, consciente e inconscientemente.
Por gerações e gerações temos aprendido que o nosso presente é conseqüência do nosso passado. Acreditamos tão profundamente nessa consideração que agimos como se a Lei da Causa e Efeito fosse algo definitivo.
Observando, porém, as grandes realizações humanas, talvez possamos formular uma outra grande lei: a Lei do Efeito e Causa. Isso mesmo! Para nós, seres humanos, essa lei é mais valiosa que a anterior: ela diz que o presente também é conseqüência do futuro!
Escolha um novo sonho ou plano e observe como mudam suas sensações, percepções e sentimentos. Perceba também que suas ações passam a se adequar ao futuro.
Finalmente, as dimensões, os objetivos, intenções e habilidades a serem estimuladas mais importantes para nós, educadores, ainda pertencem a uma outra categoria que costumo denominar de metas implícitas.
Magicamente, se você efetivamente atingir os objetivos que definiu para serem alcançados com o apoio deste livro, ficará registrado o valor e a importância do Princípio da Alavancagem bem aplicado à Educação. Ele está sustentado pelos seguintes pilares:
Neste momento, se você apresentasse a pergunta “O que é essa tecnologia chamada de Aprendizagem Inconsciente?”, a resposta seria através de um exemplo. Observe a próxima figura com cuidado e responda: o que você está vendo?
A maior parte das pessoas responde que percebe um triângulo. Alguns dizem “packmans”, outros, um pedaço de pizza etc. Considere: se você vê um triângulo neste desenho, infelizmente tenho que afirmar que não existe nenhum!
Porém, podemos perceber um... Existe ou não existe algum triângulo? A resposta é: “Existe e não existe o triângulo!”. Isso, evidentemente, do ponto de vista da Aprendizagem Inconsciente.
A definição será: Aprendizagem Inconsciente é uma metodologia que nos estimula o aprendizado de como estabilizar na consciência pontos de vista contraditórios ou paradoxais.
As tensões decorrentes do esforço de manter em mente os paradoxos criam energia mental suficiente para projetar nossa consciência para níveis mais profundos de síntese e compreensão.
Essa é a verdadeira natureza da metodologia Aprendizagem Inconsciente. Essa é a natureza da Hipnose Aplicada à Educação: criar oportunidades de confinamento mental em paradoxos – o “combustível” da energia de síntese criativa. Este livro tem a finalidade de, repetidamente, provocar essas situações.
Por outro lado, o seu próprio papel de leitor, complementar ao do livro, será mais bem representado pelo desafio contido na ilustração da página seguinte.
Saiba que neste desenho existe uma estrela de cinco pontas geometricamente perfeita. Seu trabalho, durante o desenrolar do livro, é encontrá-la.
Essa será uma metáfora interessante que representa mais visceralmente a qualidade de sua participação e seu investimento neste programa: aprender a decodificar a ordem subjacente ao caos, desenvolver a habilidade de juntar evidências e sintetizar percepções capturadas num ambiente descontínuo.
Essa será apenas mais uma experiência para estimular a consolidação do seu “faro” para oportunidades.
Finalmente, ao definir de uma forma íntegra os seus objetivos, você chegará a experimentar uma condição de sentimentos e de sucessão de eventos muito curiosa em sua vida.
Uma determinada certeza e ritmo nos acontecimentos talvez, até então, desconhecida. Será perceptível para algumas pessoas, dessa forma, a assertiva de que “os grandes mestres não têm paciência... De fato, eles não precisam dela!”. Isso também fará sentido...
Sobre o Autor
Não posso dizer que tive problemas com o controle de peso. Tenho um metro e oitenta e cinco centímetros e peso algo que varia em torno de setenta e oito quilos. Porém já pesei noventa e dois, na época de faculdade, quando tomava muita cerveja.
Pratico Tai Chi Chuan regularmente e tênis semanalmente, como instrutor.
Tive muitos amigos obesos, mas também alguns muito magros, que gostariam de ter mais peso. Depois de alguns atendimentos individuais com pessoas que queriam controlar seu peso é que despertei para a necessidade desse material.
Mas não foi isso exatamente que me alertou para desenvolver as percepções que apresento neste livro. Tive que aprender a me alimentar melhor para me livrar de uma gastrite, azia e digestão muito lenta.
As abordagens médicas tradicionais para resolver esses problemas são muito pouco efetivas, em minha opinião. Assim, observo também que os gordos ou magros não encontram suas soluções.
Lentamente, aprendendo a reconhecer os sinais de meu próprio corpo, fui descobrindo que os alimentos adequados para uma pessoa podem ser verdadeiros “venenos” para outras.
Fui vegetariano por um tempo. E descobri que a dieta vegetariana é muito mais cara que aquela à base de carne! Pois temos que selecionar melhor os alimentos e promover certas compensações.
Consumi muito leite e seus derivados enquanto atleta, especialmente quando era “vegetariano” (comia peixe). Desenvolvi uma grande reação de saturação ao leite, e hoje tenho reações alérgicas imediatas ao ingerir qualquer derivado. Levei quinze anos para descobrir que era isso que me dava muita coceira e infecções nos ouvidos.
Descobri também, ao longo da vida, que o gás do refrigerante, da cerveja e da própria água gaseificada era extremamente ácido para mim, embora tenha levado muito tempo para descobrir isso.
Hoje não tomo álcool, embora não tenha nada contra. É apenas uma solução pessoal para meu bem estar. Também não tomo nem chá nem café, são muito excitantes para mim, e fico tremendo todo se não respeito essa restrição.
Descobri também que arroz é fundamental no funcionamento de meus intestinos. Isso além das verduras. Como carne, frutas, cereais, doces à base de leite com moderação etc. Meu paladar se tornou tão sensível que sinto gosto diferente em águas de diferentes procedências – prefiro aquelas de menor acidez.