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Transformando-se: Saúde e Bem-Estar

 

Controle de Peso II

Walther Hermann Kerth

Quando tratamos do assunto do controle de peso, tanto para pessoas que estejam acima como para outras que estejam abaixo do peso desejado, devemos ter em mente que pode haver distintas razões para pessoas diferentes. O mesmo efeito chamado descontrole de peso possui causas muito variadas.

Entretanto, um elemento que pode estar presente em vários casos é um enfraquecimento na autoestima e uma autoimagem distorcida. Portanto, uma questão importante que podemos considerar é responder à seguinte pergunta: "Quem sou eu?". Se o assunto do peso aparecer nessa resposta, então sua identidade está envolvida no tema.

Talvez você prefira responder a outra pergunta: "Como eu sei quem sou, pela manhã, quando acordo?". Você precisa olhar na cédula de identidade ou no espelho para se lembrar de quem é? Não.

Nós possuímos uma memória de quem somos nós. Dessa forma, nos reconhecemos em nossas formas de pensar, sentir, agir, olhar, comer, acordar, ir ao banheiro, etc. É exatamente essa memória de quem somos que, na dimensão de nossos hábitos musculares e fisiológicos, mantém nossa aparência física.

Uma significativa parte da população com forma física fora dos padrões culturais não sofre absolutamente nada com o peso que possui... Existem pessoas dentro do peso ideal que se consideram fora dele, bem como pessoas completamente fora do peso adequado para sua estatura que se consideram em ótima forma física. Há meninas magérrimas que se consideram obesas, assim como pessoas obesas que se sentem muito bem e justificam-se dizendo que tem excelente saúde e sua forma é parte de sua identidade.

Nossa reflexão neste breve texto está, portanto, orientada para aquelas pessoas que sofrem por não terem conquistado o peso que desejam.

Grande parte de nossas formas de ser e de nos movimentar são aprendidas inconscientemente em nossos comportamentos familiares. Você já percebeu que os filhos andam, falam, comem de formas semelhantes aos próprios pais? Que também possuem doenças e sintomas semelhantes, de vez em quando? É quase tudo aprendido!

Talvez você discorde, afirmando que seja genético, colocando um ponto final em suas conclusões de que estou falando bobagens. Então como explicar o fato de que filhos adotivos muitas vezes se pareçam com os pais adotivos e que casais bem-sucedidos em suas vidas conjugais, após vários anos, possuam expressões faciais e comportamentais semelhantes?

Grande parte do que somos aprendemos inconscientemente de nossos pais, modelos ou mestres: movimentos, gestos, tensões e hábitos musculares, expressões faciais e a própria forma de respirar, postura, forma e tempo de se alimentar, o que comer, o que e quando beber, fumar etc.

Assim, um processo de transformação que mude nossa forma física é algo muito mais amplo do que simplesmente aumentar ou diminuir o nosso próprio peso ou mudar hábitos alimentares.

Costumo afirmar que a excelência é uma só, não importa em que setor de nossa vida ela esteja presente. Do ponto de vista da evolução humana: "Todos os caminhos levam a Roma!". Quer você seja excelente como político, palhaço, cozinheiro, policial, artista, engenheiro, dentista, etc., em qualquer um desses casos, desenvolveu as mesmas qualidades da excelência.

Algumas delas são: criatividade, paciência, inteligência, flexibilidade, determinação, perseverança, concentração, motivação, sensibilidade, discernimento, planejamento, boa memória etc.

Levando-se isso em conta, conquistar o seu peso ideal pode ser uma jornada bastante interessante. Os motivos que podem comovê-lo(a), entretanto, estarão estruturados em dimensões particulares para cada pessoa diferente.

Há quem busque engordar ou emagrecer por razões estéticas. Outros por questão de aceitação. Talvez por desafio. Ou ainda curiosidade, saúde e bem estar, brincadeira (só para saber se é capaz) etc.

Mas certamente haverá aqueles que empreenderão essa jornada por uma questão transcendente. Para forjar as qualidades da excelência... Mesmo que, conscientemente, não se deem conta disso.

Voltando um pouco ao nosso assunto sobre identidades... Experimente responder com bastante cuidado as perguntas seguintes. Elas serão úteis para compreendermos melhor o que significa isso. Para cada pergunta a seguir, pare durante alguns minutos e responda uma por vez, por escrito ou na sua imaginação, criando uma fantasia para a resposta.

Antes disso, construa uma fantasia ou resgate de sua memória uma representação de si mesmo(a) o mais completa possível: aparência, sensações, sentimentos, pensamentos, forma, etc. A ideia é você memorizar sua representação de si mesmo(a) para avaliarmos o que as perguntas seguintes podem fazer por você. Portanto tenha em mente quem você é em detalhes (mesmo que não consiga visualizar precisamente), mantenha em sua mente uma fantasia de quem é a ponto de poder utilizá-la para explicar a qualquer pessoa quem você é? Memorize essa identidade e, em seguida, responda às próximas perguntas (tome o tempo necessário para fazer isso sem pressa, caso queira colher algum resultado desta leitura):

  1. Quem sou eu? (responda da forma mais completa que conseguir)
  2. Se não morasse onde moro... Onde eu moraria?
  3. Se não trabalhasse onde trabalho... Onde eu trabalharia?
  4. Se não tivesse estudado o que estudei... O que teria estudado?
  5. Se não pensasse o que penso... O que eu pensaria?
  6. Se não sentisse o que sinto... O que eu sentiria?
  7. Se não fizesse o que faço profissionalmente... O que eu faria?
  8. Se não vivesse na cidade em que vivo... Onde eu viveria?
  9. Se não convivesse com as pessoas com as quais convivo... Com quem conviveria?
  10. Se não tivesse a história de vida que tive... Qual seria a minha história?
  11. Se não tivesse os pais e irmãos que tenho... Quem eu seria? Quem eu teria?
  12. Se não comesse exatamente o que como... O que eu comeria?
  13. Se eu não tivesse o peso que tenho... Que peso eu teria?

Você ainda pode generalizar essas perguntas para cada atributo que queira escolher (não se restringindo à sua forma física) para responder a primeira pergunta. Isso o ajudará a flexibilizar sua noção de identidade e criar uma fresta para que algo novo aconteça.

Caso você tenha decidido que realmente quer fazer uma mudança definitiva em sua aparência ou forma física, é importante saber que essa transformação será tanto mais natural e sem esforço quanto maior for a quantidade de respostas que você estiver disposto(a) a tornar realidade e implementar em sua vida.

Enfim, para concluirmos esta reflexão, busque recuperar a sua representação interior de si mesmo(a) construída antes de começar a responder às perguntas. Avalie se a representação é a mesma ou se naturalmente mudou algo na forma, nas sensações, nos sentimentos, etc. Se algo mudou, saiba que essa representação interior é um excelente medidor dos resultados possíveis de serem alcançadas. Caso não tenha mudado nada, então você precisará aprofundar mais sua pesquisa sobre si mesmo, pois talvez ainda não tenha permissão interior para fazer tais mudanças em sua vida.

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