Dicas Úteis sobre o Aprendizado da Língua Inglesa

  • Grande parte dos fracassos em dominar a língua inglesa é resultado de se ignorar uma regra muito simples do aprendizado de idiomas estrangeiros:
      1. Se você deseja dominar a competência da leitura, deve ler! Parece simples demais dizer isso, mas as pessoas frequentemente pensam que melhorarão a leitura estudando gramática! Não é verdade, na língua materna só aprendemos gramática depois de dominar as quatro competências essenciais, cuja ordem natural é: audição e compreensão, expressão verbal (falar), leitura e compreensão e, finalmente, redação. Nunca aprendemos gramática antes disso…
      2. Só se conquista a habilidade de ouvir e compreender o discurso de língua inglesa ouvindo… Ler ou escrever não desenvolve a habilidade de ouvir. Falar contribui um pouco. Há pessoas que falam inglês mas não conseguem entender o que ouvem pois não treinaram a audição o suficiente!
      3. Pode parecer redundância, mas você não tem ideia da quantidade de pessoas que ignoram esta simples regra: só é possível aprender a falar a língua inglesa, falando-a! Não se aprende conversação somente ouvindo, lendo ou escrevendo. Existem muitas pessoas iludidas no desenvolvimento desta competência. Temos depoimentos de clientes que diziam fazer três aulas individuais de conversação por semana, com uma hora de duração cada uma, nas quais, de fato, exercitavam conversação somente dez minutos por aula! A primeira parte da aula era destinada à ler, compreender textos, aprender a gramática, etc. Esses clientes estavam sendo iludidos! É necessário pelo menos 180 a 250 horas de prática de conversação para se adquirir alguma fluência. A maioria das pessoas não alcançam os resultados desejados por ignorarem esta regra simples.
      4. Finalmente, você já deve ter imaginado, para aprender a escrever em inglês é necessário praticar a redação. A regra é muito simples. Existem muitos analfabetos em língua portuguesa que são poetas repentistas no nordeste brasileiro. Eles compõem poesia e música tocando um instrumento ao mesmo tempo… Porém não sabem nem ler nem escrever.

Obs: em nenhum destes casos a gramática contribuirá! O estudo da gramática antes das competências anteriores serem desenvolverá o perfeccionismo e o medo de errar que, por sua vez, inibirá a prática livre das habilidades acima. A maior parte das pessoas que se acham bloqueadas começaram a estudar o idioma estrangeiro pela gramática!.

  • Levando-se em conta a carga horária de prática necessária para se dominar cada uma das quatro competências essenciais (leitura, redação, compreensão auditiva e conversação), muitas pessoas pensam que será necessária muita displina para se adquirir tais habilidades. Bem, frequentemente recomendo que não se use disciplina para isso, pois não é uma característica do brasileiro o exercício da disciplina. Para nós, um povo extremamente criativo e flexível disciplina pode representar monotonia. Tudo ficará muito mais fácil se colocarmos o prazer como principal propulsor deste empreendimento. Minha sugestão é que você encontre conteúdos do seu interesse e prazer na língua estrangeira que deseja aprender. Caso faça isso, a aquisição do idioma será um resultado secundário da experiência de prazer de aprender aquilo que é do seu interesse. Portanto, você pode aprender o idioma através arte em geral (música, ópera, teatro, cinema, literatura), games e jogos na internet, salas de bate papo, leituras, turismo, relações sociais, vídeos, buscando informações sobre o que gosta no idioma que precisa. Dessa forma vinculará o idioma ao seu prazer e facilitará sua relação com a língua. Posteriormente, quando tiver um domínio mínimo do idioma e não o considerar mais um obstáculo, então ficará mais fácil refinar suas competências através de algum estudo sistemático caso necessite disso.
  • Desde 1996, ano da realização da primeira turma experimental do método OLeLaS [Open Learning Languagem System (Sistema de Aprendizado Aberto de Idiomas)] apresentado neste site, encontrei com muito poucas pessoas realmente bloqueadas no aprendizado do idioma inglês. A maior parte delas apenas tinha memórias de estresse no contato com a língua ou não praticara o suficiente para desenvolver as habilidades. Uma história ilustra isso muito bem… Certa vez, um indivíduo que cumprimentava um pianista famoso, logo após assistir a um maravilhoso recital de piano, disse-lhe que seu sonho sempre fora tocar tão bem quanto o concertista. O artista respondeu a tal comentário de uma forma um tanto inesperada: “Não, você nunca quis tocar como eu.” Um pouco desorientado o espectador insistiu que apreciara muito o espetáculo que, sim, sempre desejara tal competência de tocar piano tão bem. Mais uma vez obteve uma resposta impactante: “Não, você não queria isso… Se quisesse, passaria dez horas por dia praticando, como eu faço, para conseguir tal resultado!”

A maior parte dos estudantes de idiomas não alcançam os resultados desejados por não se dedicarem o suficiente à conquista de tal habilidade, ou por serem iludidos em relação a como praticar ou por não praticarem o suficiente. Portanto, antes de tudo, pergunte-se: “Eu realmente quero isso?”.

  • O estudo da gramática antes da conquista das competências de uso do idioma é a causa mais frequente dos chamados “bloqueios” de uso ou aprendizado da língua estrangeira. Não se tratam de bloqueios reais, mas sim de inibições decorrentes do perfeccionismo resultante do conhecimento do que é certo e do desejo de evitar erros no uso do idioma. Mas como é possível evitar erros durante o processo de aprendizagem. Assim, nossa recomendação para transpor tal dificuldade, caso você tenha começado pela gramática, é que você estabeleça a meta de cometer pelo menos duzentos erros por sessão de pratica, de forma que não pare de se exercitar por inibições. Ao praticar incorporará o certo e reduzirá gradualmente a quantidade de erros.
  • Andragogia é a ciência da educação de adultos. Ela explica a razão de muitas pessoas abandonarem cursos de idiomas, mesmo insistindo em retornar a eles periodicamente. Muitas vezes o adulto vive se culpando por não conseguir continuar seus cursos de inglês, sem se dar conta que abandonou os anteriores por aplicar sua inteligência, inconscientemente. Se alguma das condições abaixo não estiver sendo atendida um adulto frequentemente terá sua motivação enfraquecida e abandonará em breve seu curso:
      1. É necessário que o curso frequentado respeite a inteligência e a lógica do adulto… Um adulto não tolera muito tempo ser tratado como criança ou como idiota estudando conteúdos distantes de sua realidade. Não tem sentido para um adulto fazer provas… Suas verdadeiras provas são as experiências diárias: se ele consegue ou não aplicar o que aprendeu em sala. Muitos são iludidos com notas altas obtidas nas provas e com a frustração de não conseguirem utilizar nada daquilo nas situações reais do dia a dia;
      2. O que o adulto aprende deve ser imediatamente utilizável em sua vida diária para que ele consolide o aprendizado. Logo os conteúdos aprendidos devem ter relação com suas necessidades. Um adulto não vai se manter motivado estudando aspectos irrelevantes do idioma. Um adulto tem muitos papeis e uma agenda lotada de compromissos. Ele privilegiará aqueles compromissos e atividades que lhe proporcionem retornos mais rápidos sobre seus investimentos de tempo, dinheiro e esforço.
      3. Relacionada com os itens anterior vem a terceira condição: é necessário obter resultados mensuráveis em curtos períodos de tempo de dedicação. Um adulto não frequentará um curso por sete anos para conseguir ler no quarto ou quinto ano e falar somente no oitavo! Os métodos de ensino de adultos permitem que a cada dois ou três meses ele consiga medir as conquistas, não através de provas de gramática, mas nas situações reais de vida! Leitura e compreensão de textos fluente se adquire em um período de três a seis meses! Compreensão auditiva para músicas e filmes se desenvolve em seis a doze meses; o mesmo acontece com as competências de conversação e redação, respeitados os prerrequisitos: é funcional dominar a compreensão auditiva para treinar a conversação e saber ler para desenvolver a redação.

Logo, abandonar cursos que não gerem resultados rápidos é sinal de inteligência!

  • O desenvolvimento de uma nova competência, segundo a doutrina do C.H.A. vigente no treinamento corporativo, é construída a partir de três pilares: a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento da habilidade de usá-lo e a manifestação da atitude adequada. O conhecimento a ser adquirido é o idioma da sua escolha; a habilidade se conquista com a prática e a atitude, que muitos autores assumem somente como a motivação, é o conjunto de todas as competências prévias que tornam o indivíduo apto, disposto e disponível, a aprender e se transformar através do aprendizado e a expressar suas novas competências em contextos adequados. Em nossa abordagem fazemos uma distinção adicional que facilita e acelera processo de aprendizado. Trata-se de entender a diferença entre conteúdo e estratégia:
      1. A estratégia é o como fazer: a receita de bolo, o caminho das pedras… É sabedoria popular que uma pessoa que já fala algum idioma estrangeiro terá mais facilidade para aprender o seguinte. Se tal pessoa fala vários idiomas, atribuímos a ela uma facilidade ou aptidão maior. A pergunta é: o que ela aprendeu além de cada idioma que torna mais fácil aprender o seguinte? A resposta é: ela aprendeu a aprender. Ela sabe o como estudar, como memorizar, quando e quanto fazer de cada atividade. Ela já tem a memória auditiva mais treinada, já compreende que o processo leva algum tempo e sabe pensar e sentir no novo idioma se for um bom falante de outras línguas. Todas essas competências que incluem o planejamento, a prática e o uso não dependem do idioma escolhido, são aquilo que chamamos de estratégia de aprendizagem.
      2. Conteúdo é o idioma que você deseja aprender. Não importa qual seja ele, você poderá utilizar sempre a mesma estratégia.
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Se você investir algum tempo prévio em conhecer como funciona o processo, ou seja, conhecer o software antes ou durante a busca de conteúdos, conseguirá otimizar o seu rendimento e obterá maior retorno sobre seu investimento de dinheiro, tempo e esforço.

  • Compreendemos que, no caso da língua inglesa em nosso país, grande parte das pessoas já dedicou muito tempo e esforço a tal idioma, portanto tais investimentos não devem ser desperdiçados. Por essa razão acreditamos que a melhor opção para um adulto que busca a língua inglesa seja um método de aprendizado aberto que possibilite o desenvolvimento de competências específicas na ordem desejada pelo estudante.

Isso significa que é possível aprender apenas a leitura e compreensão de textos (Inglês Instrumental) ou somente a audição e compreensão do discurso. Há estudantes que já leem e/ou escrevem fluentemente na língua inglesa que necessitam ou desejam apenas compreensão auditiva ou somente conversação, quando já tem a audição funcionando bem.

Para isso elaboramos um método oferecido para complementar as competências já adquiridas. Em nossa abordagem você treina apenas o que desejar. Não oferecemos estágios: pessoas de níveis diferentes podem aprender juntas. Nós disponibilizamos atividades específicas, parte delas individualizadas, para o desenvolvimento das seguintes competências:

      1. Saber Aprender: seminário intensivo de estratégias de aprendizagem;
      2. Leitura e Compreensão de Textos;
      3. Audição e Compreensão de Discursos;
      4. Conversação e Expressão Verbal;
      5. Redação.

Você pode selecionar apenas o que desejar, não existe ordem nos módulos. Não obstante, se começar conversação antes de treinar a audição, bem como buscar redação antes da leitura, apenas levará mais tempo no módulo, mas não é impossível ou mais difícil.

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