PNL – Respostas às Perguntas Mais Frequentes

1. O que é a Programação Neurolinguística? O que é a PNL?
Programação Neurolinguística é o nome de uma tecnologia comportamental criada pelos norteamericanos Richard Bandler e John Grinder. Também é conhecida como a ciência da Modelagem da Excelência, isto é, uma abordagem que nos permite identificar, reconhecer e transferir (ensinar) padrões de comportamento de pessoas altamente eficazes.

A PNL tem evoluído muito ao longo das últimas décadas, recebendo contribuições das mais diversas áreas do conhecimento sobre o comportamento. Ela foi criada e apresentada ao público na década de 70 e tem suas origens nos trabalhos de vários outros cientistas e pesquisadores do comportamento humano: o brilhante hipnoterapeuta e psiquiatra norteamericano Milton Erickson, o antropólogo ciberneticista Gregory Bateson, o psiquiatra Fritz Perls criador da Gestalt Terapia e a psicoterapeuta estratégica de famílias Virginia Satir.

A PNL é considerada, por muitas pessoas, uma “caixa de mágicas”, incluindo algumas técnicas e métodos que, originalmente, foram desenvolvidos em outras abordagens comportamentais.

Creio que a PNL seja, essencialmente, uma atitude. Uma forma de observar a vida com os olhos, ouvidos e percepções bem abertos, tendo o intuito de identificar o como fazer aquilo que não fazemos ou o como fazer melhor aquilo que já fazemos… A PNL é frequentemente apresentada como o “Manual de Instruções” do funcionamento do cérebro humano. Isto é, como o nosso sistema nervoso, o nosso cérebro e a nossa mente operam e, muitas vezes, até mesmo fora do nosso controle consciente.

A PNL deu origem a muitas novas abordagens que tomaram o seu repertório de métodos investigativos e criaram técnicas tão ou mais elegantes nas últimas décadas, sendo que não pode ser considerada um método acabado. Entre elas encontramos: o Design Human Engineering (Richard Bandler), Transformação Essencial (Connirae Andreas) e New Code (John Grinder), Panorama Social (Lucas Derks), PNL Sistêmica, além daquilo que chamamos de gerações da PNL.

Historicamente a PNL faz parte de uma geração de métodos desenvolvidos a partir do movimento do desenvolvimento do Potencial Humano iniciado por Abraham Maslow, cujos ideais incluiam o estudo dos padrões de comportamento individual e social extremamente funcionais. A Psicologia, até a época de Maslow, era uma derivação da Psiquiatria e estudava, principalmente, doenças e problemas.

Até que Maslow despertou a comunidade científica para as seguintes reflexões: “Como funcionam as pessoas que não tem doenças?”, “O que elas fazem?”, etc. Tais reflexões deram origem a uma nova geração de métodos, entre eles a PNL de Bandler e Grinder, a Psicologia Positiva de Martin Seligman, os modelos de terapia breve e focados em soluções de Steve de Shazer, entre vários.

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2. Para que serve a Programação Neurolinguística?
Serve originalmente para estudar a excelência!

No presente é um conhecimento bastante difundido nas áreas de treinamento, vendas, gestão de pessoas, solução de conflitos, liderança, coaching, terapia, etc., ou seja, em qualquer setor da atividade humana em que influenciem a subjetividade humana, comportamento, aprendizagem e comunicação. Existem muitos palestrantes e treinadores que a usam sem mencionar a origem real de seus métodos eficazes de obter resultados, escondendo de seus currículos suas capacidades obtidas em treinamentos de Programação Neurolinguística ou dando novos nomes para antigos conhecimentos já codificados dentro da PNL.

A PNL é um modelo de compreensão da subjetividade humana muito elegante para explicar os processos de aprendizagem, a comunicação verbal e não-verbal e distintas formas de um indivíduo assumir a responsabilidade pelos seus comportamentos.

Finalmente, este modelo nos permite compreender melhor tais dimensões da existência humana e transformá-la em favor de tornar as pessoas melhores, mais satisfeitas e mais efetivas em seus resultados.

3. Que resultados devo esperar?
De um modo bem geral, os resultados mais comuns que observamos nos participantes dos cursos de PNL são:

Redução da carga de culpa cultural que cultivamos cuidadosamente durante a tentativa de fazer as coisas certas!;
Maior efetividade e elegância na comunicação;
Processos terapêuticos e mudanças de comportamentos indesejados mais rápidos, simples e baratos;
Empoderamento e responsabilização pelas conquistas e insucessos, de modo que os praticantes consigam maior autonomia em decisões e ações pelo mundo;
Maior poder de negociação, tolerância e capacidade de aceitação de pessoas com diferentes compreensões a respeito do certo e do adequado;
Mais vitalidade e olhos mais brilhantes diante das dificuldades.

4. Por que existem diferenças de preços e duração nos cursos de PNL tão grandes oferecidos por diferentes instituições?
Graças à existência de distintas linhagens da PNL disponíveis para quem deseja aprendê-la, não existe um consenso a respeito dos conteúdos exatos a serem tratados nem critérios rígidos de credenciamento. Se por um lado isso representa liberdade de ação de cada instrutor e treinador, por outro significa a existência de critérios distintos de apresentação de programas de treinamento no Brasil e no mundo.

Qualquer interessado neste conhecimento se deparará com cursos de formação com diferentes conteúdos e cargas horárias.

Para tentar regulamentar isso, existem algumas associações internacionais que estabelecem parâmetros de certificação, de modo que profissionais a elas associados possam garantir um determinado padrão de qualidade de cursos e treinadores.

O IDPH é membro da International Association of NLP Institutes, IN sediada em Berlin, Alemanha, e os certificados de formações oferecidas são devidamente registrados nesta Associação de Profissionais de PNL de nível internacional.

Assim como não há regulamentação a respeito de carga horária, também não existe consenso a respeito de quantidade de participantes nas turma nem sobre preços cobrados, que dependem da região, treinador, condições fiscais e tamanho das turmas.

5. Onde as pessoas adquirem tantos bloqueios em relação a viver bem?
Essa é uma longa história…

Primeiramente, nossa cultura nos propõe essas aprendizagens (bloqueios) ao longo de nossa educação formal – a isso eu chamo de “o longo processo de sociabilização” que, para nossa sobrevivência como indivíduos, é extremamente importante de ser vivido e enfrentado. De fato, cada um de nós, na tentativa de se ajustar ao mundo, constrói criativamente uma série de mecanismos de controle e restrição dos impulsos naturais que, com o tempo, tornam-se automatismos mentais, emocionais e nervosos, vulgarmente conhecidos como bloqueios. Leia mais sobre isso no artigo Bloqueios.

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